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Sociedade

Youtuber é preso por suspeita de estupro de vulnerável

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A Polícia do Rio de Janeiro prendeu o youtuber Raulino de Oliveira Maciel, conhecido como “Raulzito“, acusado de estupro de vulnerável. Após a prisão do influenciador, o SBT anunciou que demitiu o profissional, que estava contratado desde o começo do ano.

Em nota, a emissora afirmou que o streamer, que estava apresentando o SBT Games, não faz mais parte do quadro de parceiros da empresa. “O SBT informa que o youtuber Raulino de Oliveira Maciel, o ‘Raulzito’, não integra mais o quadro de streamers de SBT Games, do qual fez parte desde o início deste ano“, afirmou o comunicado.

“Ele era produtor de conteúdo não exclusivo da plataforma, não tendo nesta condição direito algum em usar o nome da emissora em negociações fora das propriedades de SBT Games. O SBT aguarda a elucidação dos fatos e resultado da investigação, que resultou na prisão do youtuber na manhã desta terça-feira (27)”, completou o canal.

O youtuber Raulino de Oliveira Maciel sendo levado preso

De acordo com a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), os casos envolvendo o investigado teriam ocorrido em Niterói (RJ) e São Caetano do Sul (SP).

A polícia disse que era por meio de um perfil em uma rede social que o youtuber entrava em contato com as crianças e prometia acesso a trabalhos.

Ele sempre alegava ser contratado de uma emissora. Ao menos duas supostas vítimas menores de idade prestaram depoimento à polícia do Rio de Janeiro, mas há suspeita de que outros tenham sido vítimas do influenciador.

“Após fatos noticiados por mãe de uma das vítimas que dirigiu-se à DCAV após ouvir relato de seu próprio filho dos abusos que sofrera desde o mês de fevereiro até meados de maio, outra vítima, também menor de doze anos, confirmou na sede da DCAV que também sofreu abusos e foram tantas as vezes que ambas não sabem ordenar cronologicamente de que maneira ocorreram”, informou a delegacia, em comunicado.

No Instagram, “RaulZito” soma mais de 200 mil seguidores e, no YouTube, são mais de 140 mil inscritos.

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Sociedade

Como Enfrentar e Como Não Enfrentar a Desinformação

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Nos últimos tempos, especialmente de 2016 para cá, com as campanhas à presidência de Trump e Hillary, tem-se falado muito em notícias falsas — ou “fake news”— e seus potenciais danos à sociedade. É verdade que a mentira é um fato humano, onipresente na história desde o desenvolvimento da linguagem, mas, com as redes sociais, a difusão em massa de informações duvidosas e mentiras descaradas, o que por diversas vezes põe em risco a saúde e segurança daqueles que são enganados.

Quando falamos da difusão em massa das notícias falsas, no entanto, tendemos a nos esquecer que este é um problema que precede e muito as redes sociais. Talvez seja possível dizer que a União Soviética seja o primeiro exemplo disso. Para manter o povo fiel a si e fortalecer seu regime, Stalin decidiu reescrever a história, afinal, ele não podia permitir que Trotsky se tornasse um mártir. No entanto, Stalin mantinha um regime socialista, o que inevitavelmente traz problemas de escassez de recursos, frequentemente alimentos. Quando a fome na Ucrânia chegou a altos patamares, ele mais uma vez precisou ditar a “verdade”, e através de notícias falsas (e assassinato de denunciantes), escondeu toda a situação da população, criando praticamente uma realidade paralela.

Notoriamente, Hitler também chegou ao poder através de notícias falsas, fingindo e promovendo através de propaganda que havia uma conspiração para iniciar uma guerra entre judeus e alemães. Um fato importante de se perceber é: a difusão em massa de informações falsas é antiga e os estados foram pioneiros nessa prática. É inegável no entanto que com as redes sociais, essa prática se estendeu aos cidadãos comuns, mas, embora estejam sendo difundidas notícias falsas sobre todos os assuntos, a maioria possui motivação política. Os efeitos são caóticos: reputações são assassinadas, crenças equivocadas são instaladas e em 2020 a situação piorou, já que com a pandemia do novo coronavírus, a saúde das pessoas foi politizada, e consequentemente, a área da saúde tornou-se alvo de desinformação com fins políticos.

São incalculáveis os danos causados por essa desinformação, já que foram divulgadas mentiras sobre medicamentos, máscaras e vacinas. Grande parte da população, principalmente mais venha, foi induzida por informações transmitidas de maneira mal-intencionada a não cuidar da própria saúde nem se prevenir contra o novo coronavírus. É inegável o prejuízo causado pela difusão intencional de notícias e informações falsas, e deve ser um consenso que providências devem ser tomadas em relação a isso, o problema é a forma que se deseja combater isso. Hoje há diversos projetos tramitando no congresso nacional e em assembleias legislativas que visam punir aqueles que intencionalmente divulgam notícias falsas. Essas propostas quase sempre envolvem punir aqueles que divulgam intencionalmente as chamadas “Fake News”, para dessa forma, impedir o alcance das mesmas, no entanto, geralmente é ignorado uma premissa básica da política: todo poder dado será abusado.

Ao colocar nas mãos do estado o poder de punir aqueles que mentem, dá-se também ao estado de definir o que é verdade e o que não é, e isso pode facilmente tornar-se um bumerangue. Há um forte risco de um artifício como esse ser usado para calar vozes dissidentes. Como citado acima, Stalin combateu as Fake News, mas, é claro que para o estado soviético, mentira era tudo aquilo que ameaçava o regime, e Stalin tornou-se então dono da verdade e proliferou a mentira em uma taxa de contaminação superior à do coronavirus. Ao tentar fazer prevalecer a verdade através da coerção, podemos acabar num mar de mentiras.

Além disso, mentiras são de fato imorais, mas, salvo em casos onde a mentira em questão é uma fraude e há roubo implícito (como quebra de contrato e propaganda enganosa), não devem ser interpeladas judicialmente. Quase todo ser humano já mentiu, e uma lei que levaria todos a prisão não é uma lei aplicável. Pode ser que surjam defensores de que se prendam aqueles que espalham mentiras “mais graves”. No entanto, qual seria o critério objetivo parar distinguir uma mentira grave de uma leve? Fato é que na realidade isso não é prático, mas precisamos ainda encontrar a solução para um problema desse tamanho.

Nós, Brasileiros, temos de uma maneira geral uma péssima visão paternalista do estado. Acreditamos que quando há um problema, este deve ser resolvido com uma política pública, nunca por ações conjuntas e organizadas de indivíduos voluntariamente. Mas a verdade é que cabe a nós tentar conscientizar, auxiliar as pessoas a aprenderem a efetivamente checar e identificar uma notícia falsa. Mas acredito também que este é um problema que não perdurará muito. Quando paramos para analisar quem é enganado por essas informações duvidosas, vemos que de maneira geral são pessoas mais velhas, acima de 30 anos, mas os jovens de uma maneira geral são mais “resistentes” a esse tipo de engano, por terem crescido já junto a esta tecnologia recente. E por ser uma tecnologia recente, levará tempo para a adaptação geral, mas ela irá ocorrer.

Por fim, precisamos entender que mais de uma vez na história, políticas públicas destinadas a produzirem certo resultado acabaram por criar um cenário completamente oposto ao desejado, e não só com a questão da desinformação, mas em toda situação que queremos alterar, precisamos pensar as soluções com muito cuidado. Por fim, a solução e a responsabilidade reside em nós, e se desejamos mudar esse cenário devemos fazer cada um a sua parte e conscientizar as pessoas à nossa volta. Apesar da lentidão deste processo, é a única maneira legítima e, no longo prazo, eficiente, de fazer a desinformação perder força e a verdade prevalecer.

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