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Associação de vítimas da Covid pede condenação criminal de Bolsonaro

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A Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico Brasil) protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR), na noite de terça-feira (8/6), uma representação criminal contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O grupo acusa o chefe do Executivo federal de negligência na condução do enfrentamento à pandemia da Covid-19 e de decisões que teriam colocado deliberadamente em risco as vidas dos cidadãos do país.

A doença já provocou 477 mil mortos desde fevereiro de 2020 no país, com ao menos 17 milhões de infectados.

No documento, de 33 páginas (leia a íntegra abaixo), o grupo pede que a PGR acuse Bolsonaro de um amplo leque de crimes, previstos nos artigos 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 257 (subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento), 268 (infração de medida sanitária preventiva), 315 (emprego irregular de verbas ou rendas públicas) e 319 (prevaricação) do Código Penal.

“Mesmo que a PGR decida engavetar a representação, um dia a história dessa pandemia será contada, e quem resistiu a tudo isso será lembrado”, afirma o presidente da Avico, Gustavo Bernardes. “A defesa da imunidade de rebanho, a opção por esse caminho pelo presidente da República é algo intolerável.”

Advogado e ativista pelos direitos humanos, Bernardes é um dos fundadores da entidade, que concebeu após passar 30 dias hospitalizado (10 deles, intubado) com a doença, e depois de experimentar caso sério de síndrome pós-Covid.

São Paulo – Vacinação contra covid-19 de pessoas com comorbidade no posto drive-thru montado no Memorial da América Latina.

Trata-se da primeira ação coletiva nesse sentido de vítimas e seus familiares no Brasil – movimento semelhante foi feito na Itália, em junho de 2020.

No documento protocolado na PGR, a associação sustenta que a postura de Bolsonaro diante da pandemia “evidencia uma estratégia federal cruel e sangrenta de disseminação da Covid-19, perfazendo um ataque sem precedentes aos direitos humanos no Brasil”.

O texto resume em quatro blocos as ações que o grupo avalia como base dessa estratégia e da culpa do presidente da República: ineficiência na condução da vacinação; estímulo ao tratamento precoce de ineficácia comprovada com o kit Covid; estímulo a aglomerações e à propagação de informações mentirosas; e gestão autoritária do Ministério da Saúde.

Leia a íntegra da representação:

Publicado por Metrópoles / Divulgação

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Fusão de DEM e PSL criará a maior bancada do Câmara dos Deputados

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Encaminhada para os ajustes finais, a fusão dos partidos Democratas (DEM) e Partido Social Liberal (PSL) irá formar a maior bancada da Câmara dos Deputados, um movimento que precipita mudanças eleitorais e almeja o posto de “terceira via” nas eleições de 2022.

Enquanto o DEM já disse sim à união, o PSL deve dar o aval final na próxima terça-feira (28), quando o partido reúne-se para discutir os últimos detalhes do acordo.

A convenção conjunta com mais detalhes da fusão está prevista para o começo de outubro.

A soma é favorável: para os experientes políticos que compõem a coligação, o cálculo de 2+2 é igual a 5.

Isso porque o novo partido terá acesso a um fundo partidário de R$ 160 milhões pronto para almejar o campo da “terceira via” no próximo pleito eleitoral. Há conversas, inclusive, de uma possível candidatura presidencial do novo partido.

Os planos encontram ruídos nos estados no Nordeste, mas os partidos se antecipam às mudanças previstas na reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional, que devem diminuir significativamente o número de partidos no Brasil.

Cálculos obtidos pela CNN estimam que, em 5 anos, o país deixará de ter 33 partidos para um total de 12 siglas.

Por CNN Brasil

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