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Sociedade

O que Os Individualistas Não Perceberam

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Após anos permitindo que os coletivistas monopolizassem a cultura e a política, nos últimos 10 anos temos visto incursões cada vez mais ousadas e bem sucedidas de individualistas no debate público, ainda que sua relevância e impacto ainda não seja tão significativo. No entanto, esse impacto poderia ser ampliado e acelerado se melhores estratégias fossem utilizadas.

Categorizo as cosmovisões em três tipos: Dominantes, minoritárias e periféricas. As dominantes, como o nome já diz, São as predominam em um setor, classe ou região de uma sociedade, as minoritárias são as que embora não sejam a cosmovisão dominante, detém números consideráveis de adeptos e participa do debate público. Já as periféricas, são aquelas que poucos indivíduos compartilham, e que geralmente os debates a respeito de temas relacionados a essa cosmovisão se restrigem a pequenos grupos de pessoas em redes sociais.

O primeiro ponto a ser reconhecido é que o progressismo, uma ideologia coletivista, venceu entre jovens de classe alta e as elites (e por elites aqui não estou me referindo à população meramente de classe alta, e sim a parcela que tem o poder de influenciar a cultura e a política) ele é atualmente a ideologia dominante. A vitória do progressismo entre as elites é precisamente a causa do seu crescimento exponencial entre os jovens, e é fácil ver porquê. O progressismo se espalhou por todos os meios de entretenimento como fogo e hoje está em todos os lugares: Em Hollywood, nos livros, nos videogames, nos reality shows entre outros. As poucas empresas que produzem conteúdo com viés individualistas aos poucos estão sendo fagocitadas por grandes empresas, como foi o caso da Bethesda, comprada pela Microsoft. Além disso, torna-se cada vez mais difícil filosofias de cosmovisão individualista prosperarem através das redes sociais, já que o Vale do Silício está quase em sua totalidade determinado a difundir o progressismo.

A este ponto o leitor deve estar se perguntando qual seria o interesse de grandes empresas em difundir uma ideologia coletivista, por isso trarei uma breve explicação. Ao contrário do que o senso comum nos induz a pensar, regulações que impedem a abertura ou dificultam a vida de empresas, sejam trabalhistas, ambientais ou de qualquer tipo, impostos altos e taxas de importação na verdade beneficiam grandes empresários. Isso ocorre porque apesar dos empreendimentos deles terem de lidar com mais burocracia e pagarem mais impostos, as pequenas e médias empresas frequentemente não possuem meios e recursos para pagar impostos, advogados, contadores e outros gastos que tornam-se necessários para manter o negócio aberto. Dessa forma, as grandes corporações em conluio com o governo fazem com que as pequenas e médias empresas quebrem e tornam-se a única opção do consumidor, aumentando exponencialmente seus lucros. E que melhor maneira de fazer isso que conseguindo o apoio popular para aprovar esse tipo de legislação?

O erro dos individualistas, sejam os liberais, os libertários ou os conservadores (e aqui estou fazendo referência aos verdadeiros conservadores, e não aos reacionários saudosistas da ditadura militar que têm sido tão comentados nos últimos anos) é que apesar de terem crescido o volume de conteúdo com esse viés nos últimos anos, com livros, vídeos no YouTube, podcasts, artigos e blogs, o público alvo continua sendo a parcela da população já “corrompida”, os jovens de classe média alta. Um dado interessante é que os eleitores do MBL e do Psol possuem faixas etárias e situações econômicas extremamente parecidas. Porém, se nós, individualistas, sejamos liberais, conservadores ou libertários queremos causar impacto de fato, precisamos parar de remar contra a maré é ir navegar no mar em que os navios progressistas ainda não velejaram.

Embora a classe média alta das capitais estejam tomadas pelo progressismo, onde já se consolidou a desvalorização e o enfrentamento da família e a substituição da religiões por morais arbitrárias e utilitaristas, nos interiores e classes mais baixas isso ainda parece estar longe de acontecer: a família ainda é um dos aspectos mais importantes da vida dos indivíduos, a religiosidade ainda é muito forte e algumas parcelas(embora não muito grandes) dos pequenos povoados e cidades demonstram ceticismo e desconfiança em relação ao governo e aos políticos. Apesar de todos os esforços, o estado atual do mundo passa a impressão que as elites não conseguem alcançar e “domar” todos os públicos.

Um fenômeno interessante do século XXI notado pelo psiquiatra Anthony Daniels (também conhecido pelo pseudônimo Theodore Dalrymple) é que pela primeira vez na história da humanidade, as tendências culturais estão ascendendo das classes baixas às altas, ao invés do contrário. Isso é observável na popularização das tatuagens, de estilos musicais como funk e rap e até no crescente mercado de roupas “street”, que simulam vestimentas “de quebrada”. Considerando que as classes mais baixas são o único setor da sociedade ainda não alienado pelo progressismo e que elas possuem uma já alta e crescente influência sobre as classes altas, são nelas que os esforços individualistas precisam se concentrar. Se os liberais, libertários e conservadores querem de fato causar impacto e mudanças na sociedade nos próximos anos, está na hora de aprendermos a nos comunicar com pessoas que ainda possuem baixa instrução em política, economia e filosofia e difundirmos esses conhecimentos, para então haver a esperança de um dia vivermos numa sociedade livre.

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Porto Seguro

Atriz da Globo Marcella Maia diz ser vítima de transfobia em Porto Seguro

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A atriz Marcella Maia, de 30 anos, denunciou, nesta quinta-feira (23), ter sido vítima de transfobia em Porto Seguro, Bahia. A artista mostrou os hematomas na região do pescoço, ombro e seio aos seguidores nas redes sociais. “Preconceito existe. Se cuidem. Sem chão, sem forças. Tô viva”, disse a atriz. “Meu corpo não merece isso”, continuou, acrescentando a hashtag “transfobia”.

A atriz compartilhou as imagens com o mais de 282 mil seguidores que possui no Instagram
Imagens: reprodução

Em nota da assessoria de Marcela, o caso aconteceu na madrugada de quarta-feira (22) na vila de Caraíva. Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na delegacia de Porto Seguro.

“A atriz está segura no momento e todas as medidas legais já estão sendo providenciadas”, disse o comunicado, que ainda agradeceu pela preocupação dos seguidores. 

Marcella viverá a personagem Morte na próxima novela das 19h da Rede Globo, “Quanto Mais Vida Melhor”. Em entrevista à Patrícia Kogut em 2020, a atriz revelou que ocultava o fato de ser uma mulher transexual. 

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