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Teatro Castro Alves estreia nacionalmente filme “Abraço no Tempo” na programação do canal Arte 1

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O Teatro Castro Alves (TCA) expandirá o alcance do filme “Abraço no Tempo”, levando a produção do maior e mais importante equipamento cultural da Bahia para o Arte 1, prestigiado canal de artes e cultura. Neste sábado (29), às 21h30, a sensível criação audiovisual do TCA, que reflete sobre o tempo e os impactos que a pandemia trouxe para todas as sociedades, será exibida em rede nacional, pela primeira vez inteiramente, no canal a cabo com tradição em oferecer conteúdos audiovisuais de excelência do mundo das artes.

Ao lado de Caetano Veloso, convidado especial, e sob a música de Ludwig van Beethoven, homenageado pelos 250 anos de seu nascimento, os corpos artísticos do TCA – o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) –, e seu Centro Técnico (CT), ampliando, mais uma vez, a comunicação entre os trabalhos realizados pelo Complexo do TCA e distintos públicos do Brasil e do mundo.

O filme “Abraço no Tempo”, com duração de 45 minutos, poderá ser visto no Arte 1, referência na abordagem dos diferentes ramos da arte na televisão, pelas seguintes operadoras de tevê por assinatura: Claro TV (553), GVT (84), Net (553), Oi TV (31), Sky (81), Vivo TV (102 cabo e 555 satélite), além das operadoras independentes ou pelo aplicativo Arte1Play (arte1play.com.br).

Com roteiro de Moacyr Gramacho e Fábio Espírito Santo, que assinam direção-geral junto a Adriano Moraes, assistência de direção de Rose Lima e Wanderley Meira, direção musical de Carlos Prazeres, e direção de arte de Renata Mota. A coreografia é de Ana Paula Bouzas, a partir de criações dos bailarinos da companhia oficial de dança do Estado. João Batista assina a iluminação, a sonorização é de Beto Santana e Vavá Furquim, a direção de produção de Virginia Da Rin e todo suporte de engenharia do espetáculo do Centro Técnico do TCA.

Foto: Mauricio Serra

“Abraço no Tempo” é grandioso como o tema que aborda. Ele reflete sobre a vivência coletiva, o tempo de quarentena, de distanciamento e incertezas. O tempo como fluxo. O passado, com suas gravidades, o presente, intensamente nervoso, e o futuro, promissor e repleto de expectativas, são outros nomes que damos ao tempo.

Gravado nos palcos e espaços do Complexo do Teatro Castro Alves, “Abraço no Tempo” estreia na programação do canal Arte 1 com a monumental arquitetura do TCA como uma metáfora sobre as proporções da relação do homem com o tempo. Com dança e música, linguagens que têm o tempo como regente de movimentos e compassos, os artistas em cena se relacionam com estruturas que, além da beleza expressa neste aglomerado tombado pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), demonstram a miudeza humana diante do tempo universal.

O filme apresenta como eixo o diálogo entre o popular e o erudito, costurando tempos diversos na existência do contemporâneo. A obra do compositor L. V. Beethoven, um dos pilares da música ocidental, fez a passagem entre os rigores do classicismo e o arrebatamento do romantismo. Colocando em forma de música seus conflitos e paixões mais profundos, sua arte é das criações que resistem ao tempo: um testemunho da condição humana com todas as contradições e adversidades, em todo seu drama e esplendor. O plural, popular e sofisticado cancioneiro de Caetano Veloso e suas poéticas tão presentes no imaginário do povo brasileiro se conectam a este discurso.

Foto: Mauricio Serra

Integram o programa “Allegro ma non troppo” do Concerto para violino em Ré Maior, Op. 61, com a solista Priscila Rato, violinista e spalla da OSBA, e “Allegro com Brio” da Sinfonia n° 7 em Lá Maior, Op. 92, ambas de Beethoven, além de um arranjo especial assinado por Marcelo Caldi que une a Sinfonia nº 9 “Tema final”, também de Beethoven, à canção “Oração ao Tempo”, de Caetano. “Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos, tempo, tempo, tempo, tempo, num outro nível de vínculo” – esta é a fé de “Oração ao Tempo” que se reverencia. Uma afirmação radical e emocionante da capacidade humana de sentir e ir além.

BTCA + Osba

Nas circunstâncias impostas pela pandemia da Covid-19, seguir produzindo arte tornou-se uma questão de reinvenção, e foi isto que os dois corpos artísticos do TCA fizeram: o BTCA e a Osba reagiram às circunstâncias para manter ativos os seus compromissos de criação, difusão, formação, qualificação e memória para a dança e a música. Descobrindo novos talentos e desenvolvendo novos saberes, nos últimos nove meses, a internet tornou-se palco para exibição de grande volume de criações inéditas e de repertório, bate-papos, intercâmbios, aulas e muita interação com públicos diversos.

Com destaque, BTCA e Osba foram protagonistas de “Um Concerto para o Guarda-Roupa”, vídeo-espetáculo gravado na Sala Principal do TCA, em que bailarinos e músicos performam para uma plateia formada por figurinos do Guarda-Roupa do Centro Técnico do TCA: uma metáfora de saudade, marcando poeticamente o desejo de rever e reverenciar o público, além de homenageando a classe artística.

Foto: Mauricio Serra

Outro destaque foi a maratona conjunta para criar e estrear novas obras, quinzenalmente, dentro do projeto “Voltando aos Palcos”. As duas companhias artísticas oficiais da Bahia apresentaram seis criações inéditas, entre outubro e dezembro, em espetáculos encenados na Sala do Coro do TCA e transmitidos ao vivo no canal de YouTube do TCA e pela TVE Bahia.

Fonte: Ascom/TCA

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Almir Zarfeg é homenageado duplamente pela Academia Teixeirense de Letras

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Durante a sessão solene da Academia Teixeirense de Letras (ATL), realizada na última sexta-feira (24), às 19h, na Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, Almir Zarfeg foi homenageado de maneira dupla: como autor do livro de poemas “Água Preta” e com o título de Presidente de Honra da instituição literária.

O tributo aos 30 anos da 1ª edição de “Água Preta”, livro de estreia de Zarfeg na literatura em 1991, foi conduzido pela acadêmica e professora universitária Arolda Maria Figuerêdo. Ela discorreu sobre as cinco edições que marcaram a história da obra e, também, dedicou uma bela reflexão à poesia zarfeguiana.

“’Água Preta’ é sem dúvida um livro marco, muito importante na vida de Almir Zarfeg. Primeiro, pela penetração e trânsito no mundo das letras. Segundo, por iniciar sua carreira com uma efusiva expressão poética distribuída em cento e um poemas”, argumentou a acadêmica.

Almir Zarfeg e a professora e acadêmica Arolda Maria Figuerêdo

Ela concluiu: “Haja fôlego para acompanhar toda a trajetória desta poesia que sobressai pela oportunidade de se conhecer a projeção desse poeta em franco e próspero crescimento na arte literária. E sua rica contribuição para os anais da Literatura Brasileira”.

Em seguida, em nome da Diretoria Acadêmica, a professora Arolda Maria entregou uma Moção de Aplauso ao poeta e jornalista Almir Zarfeg.

Durante a solenidade, Zarfeg ainda foi homenageado pelo presidente da ATL, Athylla Borborema, com o título de “Presidente de Honra” da instituição literocultural. “Um presidente de honra não se candidata a cargos, mas estará sempre à disposição para colaborar com a diretoria e com os demais membros. Auxiliando e orientando. Enfim, é alguém muito especial. Este alguém, sem dúvida, é o confrade Almir Zarfeg”, pontuou Athylla.

Em seu discurso, Zarfeg afirmou que estava se sentindo muito honrado “pelo reconhecimento por tudo que eu represento para a ATL, por tudo que esta instituição significa para mim. Enfim, há muita reciprocidade envolvida”.

Almir Zarfeg ladeado pelos membros da diretoria da ATL

Como se sabe, Zarfeg é membro efetivo fundador da Cadeira 01, que tem como patrono o saudoso Sady Teixeira Lisboa. Em 2016, o poeta liderou o movimento que culminou com a fundação e instalação da Academia Teixeirense de Letras. Nos quatro anos seguintes, ele presidiu a confraria e entregou conquistas relevantes como o “Prêmio Castro Alves de Literatura” (já na 5ª edição), a antologia “ATL em Verso e Prosa!” (volume 5) e firmou parcerias com a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPT) e com a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA).

A fala de Arolda Maria Figuerêdo será utilizada como posfácio na 5ª edição de “Água Preta”, que sairá ainda em 2021 pela Lura Editorial.

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