Conecte-se conosco

Sociedade

Superlua e eclipse total lunar ao mesmo tempo

Publicado

em

Voiced by Amazon Polly

ESPECIAL SUPER LUA – Acompanhe conosco entre 25 e 26 de maio ocorre um evento astronômico especial: uma superlua quer será totalmente eclipsada, ou um eclipse total lunar de uma superlua. Rigorosamente são dois eventos, uma superlua e o eclipse lunar total. Matéria especial por Clima Tempo

O eclipse da superlua vai ocorrer na madrugada de 26 de maio de 2021. Então, para ver a superlua eclipsada, você terá que fazer o galo cantar mais cedo e pular da cama.  Mas justamente nos estados que terão a melhor visualização do evento, a madrugada será fria por causa da presença do ar polar sobre o país, ou terá pancadas de chuva. 

professor Marcos Calil, parceiro da Climatempo para o conteúdo de Astronomia, fará uma live na madrugada de 26 de maio, com início às 4h30, para a cobertura a superlua eclipsada.


Neste vídeo, que foi gravado em uma live no dia no dia 18/5/2021, Calil explica a superlua e o eclipse lunar. As explicações começam aos 41 minutos, aproximadamente. 

Superlua de 26 de maio


A superlua de 26 de maio poderá ser observada também ao anoitecer do dia 26 de maio, pouco antes do pôr do Sol. Para apreciar o evento, olhe para o horizonte leste, que é o oposto em relação ao pôr do Sol. A superlua estará nascendo ao anoitecer, enorme, linda! Mas no anoitecer do dia 26 de maio, quarta-feira, você verá só a superlua. Não tem mais eclipse lunar.

A superlua de 26 de maio é o segundo evento de superlua com Lua cheia de 2021. O primeiro ocorreu em 27 de abril. Em novembro e dezembro vão ocorrer as superluas com a Lua nova.

O que é uma superlua?

A primeira coisa que é preciso saber é que este nome “superlua” não é adotado oficialmente pelos astrônomos.

Dizemos que uma Lua cheia (ou nova) é uma superlua quando a fase da lua cheia (100% do disco lunar iluminado) acontece próxima do horário em que a lua estará passando pelo perigeu, que é a menor distância entre o centro da Lua e o centro da Terra.

Quando ocorre esta combinação, para quem olha da Terra, a Lua vai parecer maior e mais brilhante do que realmente é. A superlua também ocorre com a Lua nova. Este ano, as superluas com a Lua nova vão ocorrer em novembro e em dezembro.

Esquema explicativo do que é o apogeu e o perigeu lunar

Dia e hora do perigeu e Lua cheia

O perigeu lunar será no dia 25 de maio, às 22h49, pelo horário de Brasília. A Lua cheia (100% do disco lunar iluminado) ocorre em em 26 de maio, às 8h14, pelo horário de Brasília. A diferença é que entre a hora do perigeu e a fase cheia é de apenas 14h

Hora do perigeu e da Lua cheia em 25 e 26/5/2021

Eclipse lunar de 26/5/2021

O que é um eclipse lunar? 

Um eclipse lunar é a ocultação de parte ou de todo o disco lunar pela sombra da Terra. O eclipse lunar ocorre quando temos um alinhamento Sol – Terra – Lua. Isto é, o planeta Terra fica entre o Sol e a Lua. É a sombra da Terra que encobre (escurece) o disco lunar.

3 tipos de eclipse lunar

eclipse lunar pode ser total, parcial ou penumbral.

No eclipse lunar total, todo o disco lunar fica totalmente escurecido, em geral com uma cor avermelhada ou até em tons de marrom.

No eclipse lunar parcial, apenas uma porção do disco lunar fica escurecido.

Neste tipo de eclipse vemos o uma “mordida”, em um pedaço cortado do disco lunar, que é justamente a parte que fica escurecida.

O tamanho desta porção escurecida vai depender da posição geográfica do observador e varia de um eclipse para outro. 

Já no eclipse lunar penumbral, o disco lunar apenas perde um pouco do brilho e muitas vezes nem dá para perceber isso em locais com muita iluminação artificial.

Em um mesmo episódio de eclipse, algumas regiões do planeta observam um eclipse total, outras parcial, em outras o eclipse ocorre na forma penumbral e algumas regiões do planeta não conseguem observar nada do evento astronômico. 

Saiba tudo sobre eclipses, que não acontecem só com a Lua!

Eclipse total lunar de 26/5/2021

O mapa abaixo feito pelo professor Marcos Calil mostra quando e o quanto cada estado do Brasil poderá ver do eclipse lunar do dia 26/5/2021, que ocorre na madrugada de 26/5/2021. Quanto mais a oeste, maior será a porção eclipsada da Lua. Assim, no caso do Brasil, as áreas mais privilegiadas para ver este eclipse, que verão a maior parte do disco lunar realmente escurecido, estão no Acre e no extremo sudoeste do Amazonas.

Visualização do eclipse lunar de 26/5/2021 no Brasil

Um dos locais que verão a maior porção da lua eclipsada na madrugada de 26 de maio é a cidade de Marechal Thaumaturgo, no centro-oeste do Acre. Veja como ficará o aspecto da Lua eclipsada por lá

Representação da visualização do eclipse lunar parcial em Marechal Thaumaturgo (AC)

Neste link do site timeanddate.com, você poderá saber como será o eclipse lunar de 26/5/2021 na sua cidade. Se ela não constar das possibilidades, tente uma cidade próxima

Condições meteorológicas para ver o eclipse lunar parcial

Nas áreas onde será possível ver o eclipse lunar na forma parcial, a previsão é de que a noite do dia 25 de maio e a madrugada do dia 26 seja com muita nebulosidade e condições para chuva no norte do Paraná, no centro-oeste e sudoeste de São Paulo e em parte do leste de Mato Grosso do Sul. 

Também tem previsão de muitas nuvens e risco de chuva no Acre, norte de Rondônia, Amazonas e Roraima, incluindo as capitais. Acre, Rondônia e o sudoeste/sul do Amazonas são as áreas no Brasil onde ocorrerá a maior porcentagem do disco lunar eclipsado. Mas infelizmente a visualização do evento poderá será bastante prejudicada pelo excesso de nebulosidade.

Áreas do centro-oeste e sul de Rondônia e de Mato Grosso, na maioria das áreas de Mato Grosso do Sul, incluindo as capitais Cuiabá e Campo Grande, os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão boas condições meteorológicas para apreciação do eclipse lunar na forma parcial. O céu não estará totalmente livre de nuvens, mas o tipo e a quantidade de nuvens não deve atrapalhar muito a visualização da superlua eclipsada. 

Já na região de Curitiba, no centro-sul e oeste do Paraná, a nebulosidade será grande e poderá atrapalhar a apreciação do eclipse

Condições meteorológicas para áreas com eclipse penumbral

Para a Grande São Paulo, para o centro, leste e norte do estado de São Paulo (inclui região de Santos e todo o litoral, Campinas, Sorocaba, Piracicaba, Bauru, São Carlos e Ribeirão Preto), no centro, sul e leste de Minas Gerais, no estado do Rio De Janeiro e no Espírito Santo, incluindo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e de Vitória, a previsão é de muita nebulosidade e risco de chuva. A visualização do eclipse penumbral será prejudicada.

No oeste e norte de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, no interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, incluindo as capitais Goiânia, Brasília e Palmas, a previsão é de um céu com pouca nebulosidade e sem risco de chuva, permitindo uma boa visualização do eclipse penumbral. Mas é preciso lembrar que a forma penumbral (apenas redução do  brilho da lua) não é muito nítida e fácil de ver.

A observação do eclipse penumbral no Pará, no Amapá e no norte do Maranhão, incluindo as capitais, deve ser prejudicada pela nebulosidade e pancadas de chuva. 

Quem poderá ver o eclipse lunar total?

O eclipse lunar de 26 de maio vai ocorrer na madrugada e nenhuma área do Brasil verá o eclipse 100% total. Porém, o estado do Acre terá observação mais privilegiada e mais próxima do eclipse total.

Quem poderá ver o eclipse lunar parcial?

Estados do RS, SC, PR, oeste/sudoeste de SP, o MS, quase todo o MT, o extremo sul de GO, RO, AC, AM, RR e o sudoeste do PA verão este eclipse lunar como parcial.

Quem poderá ver o eclipse lunar penumbral?

O centro, sul, leste e norte de SP, RJ, MG, ES, a maioria das áreas de GO, o DF, extremo nordeste de MT, TO, quase todo o PA, o AP, quase todo o MA, a maioria das áreas do PI e da BA

Quem não verá o eclipse de nenhuma forma?

O extremo norte e o leste/nordeste do PI, CE, RN, PI, PE, AL, SE e o nordeste da BA.

Capitais brasileiras que verão um eclipse lunar parcial em 26/5/2021

As capitais Porto AlegreFlorianópolis, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto VelhoRio BrancoManaus e Boa Vista são as que verão o eclipse lunar do dia 26 de maio de 2021 como um eclipse lunar parcial.

As imagens abaixo produzem o aspecto visual da Lua cheia parcialmente eclipsada nestas capitais brasileiras, de acordo com o site timeanddate.com. A cor avermelhada representa a porção do disco lunar que estará escurecido (eclipsado).  Rio Branco, capital do Acre, é a que verá a maior porcentagem da Lua eclipsada

Aspecto da Lua cheia no eclipse parcial de 26/5/2021 em capitais brasileiras

Aspecto da Lua cheia no eclipse parcial de 26/5/2021 em capitais brasileiras

Capitais brasileiras que verão um eclipse lunar penumbral em 26/5/2021

As capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Brasília, Palmas, BelémMacapá, São Luís e Teresina são as que verão o eclipse lunar do dia 26 de maio de 2021 como um eclipse penumbral. O aspecto da Lua cheia será apenas de uma diminuição do brilho.

Capitais brasileiras que não verão o eclipse lunar de 26/5/2021

As capitais SalvadorAracajuMaceióRecifeJoão PessoaNatal e Fortaleza não verão o eclipse lunar de 26 de maio de 2021.

Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Sociedade

Como Enfrentar e Como Não Enfrentar a Desinformação

Publicado

em

Nos últimos tempos, especialmente de 2016 para cá, com as campanhas à presidência de Trump e Hillary, tem-se falado muito em notícias falsas — ou “fake news”— e seus potenciais danos à sociedade. É verdade que a mentira é um fato humano, onipresente na história desde o desenvolvimento da linguagem, mas, com as redes sociais, a difusão em massa de informações duvidosas e mentiras descaradas, o que por diversas vezes põe em risco a saúde e segurança daqueles que são enganados.

Quando falamos da difusão em massa das notícias falsas, no entanto, tendemos a nos esquecer que este é um problema que precede e muito as redes sociais. Talvez seja possível dizer que a União Soviética seja o primeiro exemplo disso. Para manter o povo fiel a si e fortalecer seu regime, Stalin decidiu reescrever a história, afinal, ele não podia permitir que Trotsky se tornasse um mártir. No entanto, Stalin mantinha um regime socialista, o que inevitavelmente traz problemas de escassez de recursos, frequentemente alimentos. Quando a fome na Ucrânia chegou a altos patamares, ele mais uma vez precisou ditar a “verdade”, e através de notícias falsas (e assassinato de denunciantes), escondeu toda a situação da população, criando praticamente uma realidade paralela.

Notoriamente, Hitler também chegou ao poder através de notícias falsas, fingindo e promovendo através de propaganda que havia uma conspiração para iniciar uma guerra entre judeus e alemães. Um fato importante de se perceber é: a difusão em massa de informações falsas é antiga e os estados foram pioneiros nessa prática. É inegável no entanto que com as redes sociais, essa prática se estendeu aos cidadãos comuns, mas, embora estejam sendo difundidas notícias falsas sobre todos os assuntos, a maioria possui motivação política. Os efeitos são caóticos: reputações são assassinadas, crenças equivocadas são instaladas e em 2020 a situação piorou, já que com a pandemia do novo coronavírus, a saúde das pessoas foi politizada, e consequentemente, a área da saúde tornou-se alvo de desinformação com fins políticos.

São incalculáveis os danos causados por essa desinformação, já que foram divulgadas mentiras sobre medicamentos, máscaras e vacinas. Grande parte da população, principalmente mais venha, foi induzida por informações transmitidas de maneira mal-intencionada a não cuidar da própria saúde nem se prevenir contra o novo coronavírus. É inegável o prejuízo causado pela difusão intencional de notícias e informações falsas, e deve ser um consenso que providências devem ser tomadas em relação a isso, o problema é a forma que se deseja combater isso. Hoje há diversos projetos tramitando no congresso nacional e em assembleias legislativas que visam punir aqueles que intencionalmente divulgam notícias falsas. Essas propostas quase sempre envolvem punir aqueles que divulgam intencionalmente as chamadas “Fake News”, para dessa forma, impedir o alcance das mesmas, no entanto, geralmente é ignorado uma premissa básica da política: todo poder dado será abusado.

Ao colocar nas mãos do estado o poder de punir aqueles que mentem, dá-se também ao estado de definir o que é verdade e o que não é, e isso pode facilmente tornar-se um bumerangue. Há um forte risco de um artifício como esse ser usado para calar vozes dissidentes. Como citado acima, Stalin combateu as Fake News, mas, é claro que para o estado soviético, mentira era tudo aquilo que ameaçava o regime, e Stalin tornou-se então dono da verdade e proliferou a mentira em uma taxa de contaminação superior à do coronavirus. Ao tentar fazer prevalecer a verdade através da coerção, podemos acabar num mar de mentiras.

Além disso, mentiras são de fato imorais, mas, salvo em casos onde a mentira em questão é uma fraude e há roubo implícito (como quebra de contrato e propaganda enganosa), não devem ser interpeladas judicialmente. Quase todo ser humano já mentiu, e uma lei que levaria todos a prisão não é uma lei aplicável. Pode ser que surjam defensores de que se prendam aqueles que espalham mentiras “mais graves”. No entanto, qual seria o critério objetivo parar distinguir uma mentira grave de uma leve? Fato é que na realidade isso não é prático, mas precisamos ainda encontrar a solução para um problema desse tamanho.

Nós, Brasileiros, temos de uma maneira geral uma péssima visão paternalista do estado. Acreditamos que quando há um problema, este deve ser resolvido com uma política pública, nunca por ações conjuntas e organizadas de indivíduos voluntariamente. Mas a verdade é que cabe a nós tentar conscientizar, auxiliar as pessoas a aprenderem a efetivamente checar e identificar uma notícia falsa. Mas acredito também que este é um problema que não perdurará muito. Quando paramos para analisar quem é enganado por essas informações duvidosas, vemos que de maneira geral são pessoas mais velhas, acima de 30 anos, mas os jovens de uma maneira geral são mais “resistentes” a esse tipo de engano, por terem crescido já junto a esta tecnologia recente. E por ser uma tecnologia recente, levará tempo para a adaptação geral, mas ela irá ocorrer.

Por fim, precisamos entender que mais de uma vez na história, políticas públicas destinadas a produzirem certo resultado acabaram por criar um cenário completamente oposto ao desejado, e não só com a questão da desinformação, mas em toda situação que queremos alterar, precisamos pensar as soluções com muito cuidado. Por fim, a solução e a responsabilidade reside em nós, e se desejamos mudar esse cenário devemos fazer cada um a sua parte e conscientizar as pessoas à nossa volta. Apesar da lentidão deste processo, é a única maneira legítima e, no longo prazo, eficiente, de fazer a desinformação perder força e a verdade prevalecer.

Continue lendo

Copyright © 2021 DiBahia CNPJ: 41.275.067/0001-16