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Mandioca o ouro cultivado por povos indígenas que em dias atuais é fonte de renda na agricultura familiar no Extremo Sul da Bahia.

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Existem várias lendas que explicam a origem da mandioca, porém a mais conhecida é sobre Mani.
Mani era uma indiazinha muito estimada pela tribo tupi onde vivia. Ela era neta do cacique e a gravidez da sua mãe foi motivo de tristeza para o chefe da tribo. Isso porque ela tinha engravidado e não era casada com um bravo guerreiro, tal como ele desejava.

Até que um dia, ele teve um sonho que o aconselhava a acreditar na filha, pois ela continuava pura e dizia a verdade ao pai. Desde então, aceitou a gravidez e ficou muito contente com a chegada da sua neta. Certo dia, pela manhã, Mani foi encontrada morta por sua mãe. Ela simplesmente tinha morrido durante o sono e, mesmo sem vida, apresentava um semblante sorridente.

Triste com a perda, sua mãe enterrou Mani dentro da sua oca e suas lágrimas umedeciam a terra tal como se estivesse sendo regada. Dias depois, nesse mesmo local nasceu uma planta, diferente de todas as que conhecia, a qual ela passou a cuidar. Percebendo que a terra estava ficando rachada, cavou na esperança de que pudesse desenterrar sua filha com vida. No entanto, encontrou uma raiz, a mandioca, que recebeu esse nome em decorrência da junção do nome de Mani e da palavra oca.

Abro espaço aqui para falar da rainha entre todos os tubérculos cultivados em nossa região,a mandioca e sua grande diversidade, dela aproveitamos tudo desde sua raiz a sua folha.
A mandioca é parte integrante da cultura alimentar brasileira. De norte a sul do país, diversas receitas culinárias utilizam o alimento como ingrediente, quer em preparações doces ou salgadas.
O cultivo de mandioca e a produção de farinha são atividades tradicionais no Extremo Sul da Bahia, mas nos últimos anos, o que era subsistência vem ganhando força e produzindo resultados cada vez mais expressivos. Exemplo disso é a produtividade obtida por agricultores que cultivam mandioca na região, que é o dobro da média do estado da Bahia.

A comunidade rural de União Baiana, Distrito da cidade de Itagimirim BA por meio de uma associação de agricultores intitulada Roça do povo a 17 anos vem plantando e colhendo e produzindo produtos da fécula da mandioca(polvilho ou goma)em parceria com a Veracel Celulose. O Governo do estado dos ao Distrito de União Baiana ganha unidade polivalente de beneficiamento que irá garantir renda para agricultores da comunidade.


Um convênio firmado entre o Governo do Estado, via Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Associação de Agricultores de União Baiana.

A iniciativa está beneficiando diretamente 48 famílias, e inclui não só as obras de construção civil, mas também a aquisição de máquinas e equipamentos, veículos e assistência técnica e extensão rural (Ater), entre outras ações. O projeto, denominado Roça do Povo, do Distrito de União Baiana, em Itagimirim, há 16 anos mantém um dos maiores plantios de mandioca da Costa do Descobrimento. Pelos produtores e produtoras da associação são colhidos, anualmente, mais de 1,5 milhão de quilos da raiz, para a produção da farinha, fécula e derivados.

O Bahia Produtiva é um projeto do Governo do Estado, executado pela SDR/CAR, a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial. A ação seleciona e apoia projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, socioambientais, de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de interesse das comunidades mais pobres da Bahia, nos 27 Territórios de Identidade do Estado, desde 2015. Por meio do projeto são apoiados sistemas produtivos estratégicos como o da mandiocultura e outros.

Falar desse projeto me enche o coração de felicidade, orgulho e esperança ,fui professora nessa comunidade durante alguns anos e acompanhei a luta dos filhos dos agricultores por respeito e reconhecimento pelo trabalho realizado pelos pais, hoje presidente da Associação Agnevaldo Cardoso que também é Policial Militar, Epamenondas Portugal que atualmente exerce seu segundo mandato como Vereador e Luciane Félix Pedagoga Leciona na escola da comunidade de União Bahiana tocam o projeto desde o início e merecem ser ovacionado pela persistência e perseverança buscando melhoria e qualidade de vida para as famílias da comunidade, meu respeito e admiração a todos vocês.

Iza Souza

Iza Souza é Gastronoma formada pelo Senac Porto Seguro,especialista em culinária Bahiana,Cozinha Ancestral e pesquisadora da Culinária Indígena Pataxós.

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2 Comments

2 Comentários

  1. João Xavier

    10 de Abril, 2021 at 15:35

    Bolo de aimpim com bastante coco

    Parabéns Iza, excelente conteúdo!

  2. Rod Pereira

    11 de Abril, 2021 at 12:41

    são tantas: Bolinho de aipim frito, Bolo de Aipim, Escondidinho, Sagu e por ai vai…

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Rita Lee de corpo e alma

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“Tudo muda o tempo todo. Aos 73 anos, por exemplo, tenho meus cabelos brancos. Já fui loira, já fui ruiva — que era um sol na cabeça — e agora tenho a lua comigo. Sinto também um vetor da vida que transforma o desejo. Já transei para caramba e, agora, tenho mais ‘tesão na alma’. Um prazer que é despertado por um bom livro, meditação, quando tento me comunicar telepaticamente com irmãos das estrelas, com meus rituais espirituais… Então, mude! Já que não tem jeito mesmo, abrace a mudança. Com essa música, gostaria de dar um upgrade no lado legal, quero viver no arco-íris, na coisa bacana, na pureza, na coragem, na liberdade… apesar desse momento tão escuro que o Brasil enfrenta.”

Rita – 50 anos de carreira no Museu da Imagem e do Som de São Paulo

Seres de luz

“Fiz um pacto com o universo, com o Criador, com os ‘seres de luz’, de que ia segurar a barra de ter um câncer no pulmão. Fiz a radioterapia e agora faço quimioterapia. Os exames estão ótimos. Mas fácil não é. Vi minha mãe passar por isso: quimio, radio… e, há 45 anos, a medicina era muito diferente. Tinha trauma do jeito que ela ficou. Então, quando o médico falou que precisava fazer o tratamento, a primeira coisa que pensei foi: ‘Eu sabia!’. Sabe por quê? Por causa dos sinais que recebi. Sabia que iria acontecer algo. Quantas vezes não disse que teria de pagar algum pedágio da vida? Era um sopro atrás do outro: ‘Pare de fumar. Você fuma desde os 22 anos, pare agora’. Era como uma luz que acendia no fundo da mente. Fora as coisas que me eram esfregadas na cara. Ia ler jornal, e estava lá uma personalidade dizendo que havia parado de fumar. Estava na estrada, parava atrás de um caminhão e estava escrito: ‘Pare de fumar’. Com a pandemia, aquele baixo-astral no mundo, não tem como não ser afetado: passei a fumar o triplo de antes. Tenho essa coisa de católico, de culpa, e continuei a me desrespeitar. E quando o médico falou: ‘Você está com câncer no pulmão’, fechei os olhos e pensei: ‘Danadinhos, sarcásticos’. “

por O Globo

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