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Porto Seguro

Funcionaria pública denuncia descaso por parte da secretaria de saúde municipal de Porto Seguro

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A redação do DiBahia recebeu graves denuncias de descaso por parte da secretaria de saúde de Porto Seguro, contra a funcionaria pública, Eliana de Fátima Simão, 60 anos, professora da rede municipal de ensino que a cerca de 3 anos iniciou vários tratamentos por sentir fortes dores abdominais, mas que não surtiram efeito ou detectaram a real causa dos sintomas, quando, após varias avaliações erradas e com muito esforço, conseguindo pagar um  exame particular descobriu que estava com câncer.

Após a descoberta da enfermidade, que se tivesse sido diagnosticada antes, e segundo a denunciante tivesse tido mais atenção por parte do poder público, teria tido mais facilidade e iniciando o tratamento de forma precoce.

“Cada exame que eu tinha que fazer, para marcar na central de marcação,  levava quase um ano para ser autorizado”. Nos esclarece Eliana.

E com o passar do tempo a situação foi se agravando, e com isso muitas avaliações erradas, e com a  ajuda de familiares e de amigos próximos, consegui-se  fazer uma biopsia ( particular ) e chegar a um diagnostico perturbador: Carcinoma com metástase no fígado.

Segundo os especialistas, carcinoma pode ser descrito como um “tumor maligno epitelial ou glandular, que tende a invadir tecidos circundantes, originando metástases”. A metástase é a fase avançada do câncer, na qual outros órgãos e tecidos podem ser afetados pelas células cancerígenas.

Entre outras palavras, a situação era grave e um tratamento deveria ser iniciado imediatamente.

“E se a central de marcação levasse a sério todos os exames, e marcasse rigorosamente em dia, tudo seria mais fácil; seria uma prevenção, não teria tento sofrimento” conclui a professora em conversa com a redação do DiBahia.

Após o diagnostico, a professora Eliana  foi encaminhada para o TFD municipal . O TFD (Tratamento Fora de Domicílio) é um direito oferecido às pessoas com câncer que precisem se deslocar para outros locais para realizar a intervenção terapêutica. Nessas situações, a Lei determina que o governo ofereça uma ajuda de custo para o deslocamento e sobrevivência. Se for necessária a presença de um acompanhante, ele também receberá esse auxílio.

E se a central de marcação levasse a sério todos os exames, e marcasse rigorosamente em dia, tudo seria mais fácil” Profª Eliana Simão

As Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais são as responsáveis por definir para onde transferir o paciente. Dessa forma, esses órgãos precisam informar às Comissões Intergestores Bipartite (CIB) quais são as suas estratégias de gestão. Ou seja, quais são os critérios, rotinas, fluxos e recursos financeiros e médicos que estão destinados para o TFD.

E é obrigação das secretarias municipais de saúde cuidar do bem estar do paciente para a realização do deslocamento, estadia, orientação e acompanhamento do usuário do sistema TFD.

Mas no caso da professora Eliana não foi bem assim que a situação aconteceu. Ela denuncia que não houve uma adequada orientação; que não houve, segundo a denunciante, a principio, uma estadia, um local de apoio ao chegar em Salvador, local onde ela faz o tratamento.  A Dona Eliana informa que teve que ter ajuda para se hospedar na capital.

E que foi graças a boa vontade de pacientes e e funcionários do Hospital Aristides Montez que é referencia especializada no tratamento do câncer, que conseguiu iniciar o tratamento.

Ele informa que devido a pandemia não pode ficar na casa de apoio de Porto Seguro, pois tem a imunidade bem baixa, e que mesmo tomando todos os cuidados teve Covid-19, e ficou com sequelas, uma trombose, então tem que ter muitos cuidados. Ela se hospeda na casa de uma amiga.

Com a mudança da administração municipal segundo ela,  nos conta, que não houve melhoras no serviço que ela utiliza (TFD), muito pelo contrario. Parece que o descaso está acentuado.

“Recentemente o motorista do TFD teve que ir primeiro em Trancoso, e só saiu de lá de madrugada, e eu vomitando, passando mal mesmo, muito enjoada devido a quimioterapia”. Informa Eliana durante a conversa com a redação.

Mas a situação se agravou muito na ultima quarta feira, (7/7), quando ela teria que vir para Porto Seguro mas o carro não foi busca-la.

A situação se agrava mais ainda pois a Professora Eliana está se recuperando de uma operação, que faz parte do tratamento, teve recentemente trombose, devido a covid, não pode ficar muito tempo na mesma posição. Ao constatar que o carro não iria chegar no horário marcado,  após muitas ligações para a secretaria de saúde de P. Seguro, sem obter nenhuma resposta, o motorista liga para ela dizendo que só poderia busca-la no dia seguinte, quinta-feira.

“Comecei a ligar para Porto Seguro; liguei para coordenadora Tita, liguei para a assistência social;  que não atende o telefone dela, porque ela já me deixou claro que o telefone dela é particular não é para atender paciente” Informa Eliana.

Já na quinta-feira (8/7), o motorista que vem, informa que ela teria que ir no banco dianteiro da Van, pois teria que levar uma caixa de isopor, cheia de exames e insumos; a caixa tomava conta do bagageiro e do banco de traseiro. Lembrando que devido os pontos e a trombose a Dona Eliana não poderia ficar na mesma posição durante muito tempo; a viagem de Salvador a Porto Seguro leva cerca de 12 horas.

Pelo que foi apurado não existe uma planilha de logística para buscar os pacientes, tudo é feito de acordo com as “necessidades”. Os motoristas apenas cumprem ordens.

Caixa de isopor, cheia de exames e insumos; a caixa tomava conta do bagageiro e do banco de traseiro. Lembrando que devido os pontos e a trombose a Dona Eliana não poderia ficar na mesma posição durante muito tempo

Após passar por tamanho descaso ao chegar em Porto Seguro, a professora Eliana resolve fazer uma denuncia no Ministério Público sobre essa e outras situações vividas por ela.

“Procurei o Ministério Público, onde já fiz a denúncia;  procurei Drª Raíssa Soares, (Secretária de Saúde de Porto Seguro) que não me deu retorno. Mandei recado para o vice-prefeito Paulinho Toa-Toa que não me deu retorno. Também deixei recado para o Instagram do prefeito, que não me deu retorno. Também para vereadora Roberta Caíres, não me deu retorno, só visualizou, o marido dela também só visualizou. E as demais que é a coordenadora Tita a Mari. Todos Sumiram” informa Dona Eliana.

Dona Eliana declara que é um “grande sofrimento”, tanto para a família, como para todos os envolvidos. “Não devemos nos calar”. Conclui ela.

Ouça os principais trechos da entrevista concedida a Fábio Del Porto direto da redação do DiBahia.

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Porto Seguro

Atriz da Globo Marcella Maia diz ser vítima de transfobia em Porto Seguro

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A atriz Marcella Maia, de 30 anos, denunciou, nesta quinta-feira (23), ter sido vítima de transfobia em Porto Seguro, Bahia. A artista mostrou os hematomas na região do pescoço, ombro e seio aos seguidores nas redes sociais. “Preconceito existe. Se cuidem. Sem chão, sem forças. Tô viva”, disse a atriz. “Meu corpo não merece isso”, continuou, acrescentando a hashtag “transfobia”.

A atriz compartilhou as imagens com o mais de 282 mil seguidores que possui no Instagram
Imagens: reprodução

Em nota da assessoria de Marcela, o caso aconteceu na madrugada de quarta-feira (22) na vila de Caraíva. Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na delegacia de Porto Seguro.

“A atriz está segura no momento e todas as medidas legais já estão sendo providenciadas”, disse o comunicado, que ainda agradeceu pela preocupação dos seguidores. 

Marcella viverá a personagem Morte na próxima novela das 19h da Rede Globo, “Quanto Mais Vida Melhor”. Em entrevista à Patrícia Kogut em 2020, a atriz revelou que ocultava o fato de ser uma mulher transexual. 

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