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Um terço dos países não tem medidas para ajudar alunos afetados pelo encerramento das escolas

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Unesco, Unicef e Banco Mundial fizeram levantamento para avaliar como 142 nações estão respondendo aos reflexos da pandemia no setor da educação; ao mesmo tempo, apenas um terço dos países estão medindo as perdas nos graus primário e secundário, sendo a maioria nações de renda alta.

Em um novo relatório, divulgado nesta terça-feira, as Nações Unidas avaliam como 142 países estão respondendo aos desafios criados pela pandemia de Covid-19 no setor da educação. 

A principal conclusão do estudo é que: nos países onde as escolas foram fechadas, um entre três ainda não implementou nenhum programa de apoio aos estudantes. A pesquisa envolveu a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e o Banco Mundial.No auge do encerramento das escolas, em abril do ano passado, mais de 1,6 bilhão de estudantes e 100 milhões de professores foram afetados© Unicef/Malumbo SimwakaNo auge do encerramento das escolas, em abril do ano passado, mais de 1,6 bilhão de estudantes e 100 milhões de professores foram afetados

ODS 4

No auge do encerramento das escolas, em abril do ano passado, mais de 1,6 bilhão de estudantes e 100 milhões de professores foram afetados.

As agências da ONU destacam que essa situação poderá pôr em risco os progressos para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número quatro, que prevê garantir o acesso de todos à educação. Sala de aula vazia devido a pandemiaCCO Public DomainSala de aula vazia devido a pandemia

Desistências 

Ao mesmo tempo, apenas um terço das nações estão tomando medidas para reverter as perdas dos alunos dos ensinos primário e secundário, sendo que a maioria desses países são de renda alta. 

Os estudantes já voltaram a ter aulas presenciais em menos de um terço das nações de rendas baixa ou média. A ONU destaca que esse cenário aumenta o risco de desistirem da escola ou de não aprenderem de maneira adequada. Irmãos gêmeos na Macedônia do Norte assistem a aula na TVUnicef/Gjorgji KlincarovIrmãos gêmeos na Macedônia do Norte assistem a aula na TV

Exames 

A maioria dos países garante que está tomando pelo menos uma ação para estimular os alunos a voltar para a sala de aula, incluindo melhorias nas condições de higiene e de saneamento e aumentando o engajamento com a comunidade. 

Cerca de 40% das nações que participaram da pesquisa decidiu ampliar o ano acadêmico e até priorizar algumas áreas do currículo. Por outro lado, 28% dos países cancelaram os exames do ensino secundário. 

No ano passado, houve uma média mundial de apenas 79 dias com aulas, representando 40% do total de dias letivos. 

O relatório destaca também como tem sido o ensino à distância desde o início da pandemia: entre as nações de baixa renda, o rádio e as emissoras de televisão são os meios mais utilizados. Já nos países de renda alta, as aulas geralmente são pela internet.
 

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Fóssil de dinossauro brasileiro gera crise internacional com a Alemanha

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O fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus, encontrado no Ceará e tido como uma das peças mais interessantes da coleção do Museu de História Natural de Karlsruhe (SMNK), é alvo de uma disputa com paleontólogos no Brasil.

Segundo a Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP), o material foi retirado ilegalmente do Brasil. Mas a instituição alemã afirma que não devolverá a peça, argumentando que o fóssil chegou ao país antes da entrada em vigor da convenção internacional que estabelece a devolução dos artefatos e que, por isso, ela é legalmente propriedade do estado alemão de Baden-Württemberg, onde fica Karlsruhe.

“Ele [fóssil] foi adquirido antes da entrada em vigor da Convenção da Unesco sobre os Meios de Proibir e Prevenir a Importação, Exportação e Transferência Ilícita de Propriedade de Bens Culturais e foi importado em conformidade com todas as regulamentações alfandegárias e de entrada”, argumenta o governo de Baden-Württemberg.

Brasil x Alemanha – fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus, encontrado no Ceará

“Já que o objeto foi legalmente importado para a Alemanha antes de 26 de abril de 2007, nenhuma devolução é necessária. O fóssil está agora no Museu Estadual de História Natural em Karlsruhe. O proprietário é o estado de Baden-Württemberg”, acrescenta a autoridade.

O museu afirma que o fóssil está “preservado para a posteridade”, estando disponível para a comunidade internacional para propósitos científicos.

Viveu há mais de 110 milhões de anos

Embora a convenção da Unesco seja da década de 1970, uma lei da Alemanha, de 2016, determina que todo material levado para o país antes de 26 de abril de 2007 é considerado como legalizado no país.

Ubirajara jubatus é do período Cretáceo e viveu cerca de 110 a 115 milhões de anos atrás. Carnívoro e com apenas cerca de um metro de altura, é considerado o primeiro dinossauro não voador com penas encontrado na América Latina.

Devido à disputa, em torno do fóssil, um artigo científico descrevendo o animal da revista especializada Cretaceous Research foi retirado temporariamente do ar.

O fóssil foi encontrado em uma pedreira na região da Bacia do Araripe, entre os municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri, no Ceará, e transportado para a Alemanha em 1995 para a realização de um artigo de uma revista científica.

Segundo o estudo publicado, houve a autorização para essa transferência, concedida pelo escritório regional do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), atual Agência Nacional de Mineração (ANM).

Museu de História Natural de Karlsruhe (SMNK), é alvo de uma disputa com paleontólogos no Brasil.

Versões conflitantes

Mas o documento que autorizou a retirada usa uma linguagem genérica, falando apenas em “caixas com fósseis”, com assinatura de um funcionário condenado por fraudar laudos para a extração de esmeraldas.

De acordo com o portal de notícias G1, após apurações sobre a suposta autorização, o Ministério Público Federal (MPF) encontrou versões conflitantes entre o que dizia o museu e os servidores envolvidos no caso. A SBP também afirma que de acordo com a legislação brasileira, seria necessário um aval do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para autorizar o transporte para fora do país.

Desde 1942, o país considera que os fósseis são patrimônio nacional. É proibido vendê-los e é obrigatório ter uma autorização para retirá-los do país.

Uma portaria do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) de 1990 proíbe a saída do território nacional dos chamados holótipos —exemplares usados como referência na descrição das espécies—, como é o caso do fóssil do Ubirajara.

Campanha na internet

A decisão da instituição alemã irritou a comunidade paleontológica brasileira e tem repercutido nas redes sociais. Internautas, principalmente os da comunidade científica, lançaram uma campanha pedindo o retorno do fóssil ao Brasil e acusando os alemães de desrespeitarem as leis internacionais e a legislação brasileira.

Eles compartilham artes e hashtags em diferentes idiomas. A UbirajarabelongstoBR (“Ubirajara pertence ao Brasil”, na tradução livre) foi usada por perfis estrangeiros que apoiam a causa.

Também foi criado um abaixo-assinado com pedido de repatriação do exemplar. O documento já conseguiu mais de quatro mil assinaturas.

md (DPA, ots)

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