Conecte-se conosco

Mundo

Biden ordena ampla investigação sobre origem da pandemia

Publicado

em

Voiced by Amazon Polly

MATÉRIA ESPECIAL – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta quarta-feira (26/05) aos serviços de informações que investiguem de forma ampla as origens do coronavírus Sars-Cov-2, incluindo a possibilidade de que ele tenha escapado de um laboratório chinês, e exigiu um relatório em 90 dias.

Biden afirmou que as agências de inteligência não conseguiram chegar a uma conclusão sobre as origens e pediu a elas que redobrem seus esforços. “Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar de uma investigação internacional completa, transparente e fundamentada em provas”, disse o presidente.

A tese de que o coronavírus pudesse ter saído de um laboratório chinês foi afastada, em fevereiro passado, pela equipe internacional de peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que esteve na China.

Mas a teoria voltou a ganhar força depois de o jornal The Wall Street Journal ter publicado nesta semana um relatório dos serviços de informações entregue ao Departamento de Estado que revela que pelo menos três cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan, cidade onde o vírus foi detectado pela primeira vez, no final de 2019, teriam adoecido em novembro daquele ano.

Essa informação reforçou a suspeita de que o Sars-CoV-2 possa ter escapado desse laboratório. Na segunda-feira, a China negou que esses investigadores tenham adoecido, em novembro de 2019, com sintomas semelhantes aos provocados pelo novo coronavírus.

“Não houve nenhum caso de covid-19 naquele instituto no outono de 2019. A notícia é completamente falsa”, afirmou, nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério do Exterior chinês.

Instituto de Virologia de Wuhan é apontado com possível origem do vírus

Origem natural é teoria mais aceita

O relatório foi escrito nos últimos dias da administração do ex-presidente Donald Trump. O documento ressalvou que os sintomas dos cientistas eram também consistentes com doenças sazonais comuns, segundo o Wall Street Journal.

A China informou a OMS de que o primeiro paciente com sintomas semelhantes aos da doença covid-19 foi detectado em Wuhan em 8 de dezembro de 2019. No entanto, vários epidemiologistas e virologistas acreditam que o novo coronavírus tenha começado a circular na cidade em novembro.

Wall Street Journal observou que o Instituto de Virologia de Wuhan não compartilhou dados brutos, registros de segurança e laboratoriais sobre o seu extenso trabalho com novos coronavírus detectados em morcegos, que muitos consideram ser a origem mais provável do vírus.

O relatório dos serviços de informações dos Estados Unidos considera mais plausível a teoria de que o vírus tenha origem natural, a partir do contato entre animais e seres humanos. No entanto, não excluiu a possibilidade de que a sua disseminação em Wuhan tenha sido resultado de uma fuga acidental do Instituto de Virologia da cidade.

Instituto de Virologia de Wuhan não compartilhou dados brutos

OMS já investigou na China

A China nega com veemência que o vírus tenha escapado de um dos seus laboratórios voltou a acusar o governo dos Estados Unidos de disseminar teorias da conspiração sobre as origens da pandemia.

A OMS fez a sua própria investigação na China, com uma equipe internacional de especialistas. A equipe concluiu que a hipótese do laboratório é extremamente improvável, mas não conseguiu determinar a origem do vírus. O estudo foi mais tarde questionado por vários países.

A pandemia de covid-19 já causou mais de 3 milhões de mortes em todo o mundo.

por DW as/cn (Lusa, AP, Reuters)

Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Mundo

Caos e revolta na chegada de haitianos a aeroporto deportados dos EUA

Publicado

em

Por

Voiced by Amazon Polly

Imagens de vídeo registradas no aeroporto mostram pessoas lutando para pegar seus pertences pessoais depois que as bagagens foram jogadas de dentro do avião oriundo dos EUA. Há relatos de que alguns migrantes não foram informados de que seriam enviados de volta ao Haiti.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, houve dois incidentes relacionados aos voos que levaram os haitianos de volta.

A emissora de televisão NBC News apurou que os pilotos de um dos voos foram agredidos na chegada ao Haiti e que três oficiais da imigração dos EUA também ficaram feridos.

Pessoas buscam seus pertences em aeroporto haitiano
Legenda da foto,Pertences dos deportados foram jogados da aeronave que os trouxe dos EUA

Em um incidente separado no estado americano do Texas, um grupo de haitianos teria lutado contra guardas de fronteira do governo dos EUA e tentado escapar após perceber que seriam deportados. Eles estavam sendo transportados em um ônibus da cidade de Brownsville para Del Rio.

“Quando os migrantes descobriram que seriam enviados de volta ao Haiti, tomaram o ônibus e fugiram”, disse Brandon Judd, presidente do Conselho Nacional de Patrulha de Fronteira.

A deportação de migrantes foi criticada pela Partners In Health, ONG que atua no país.

“Durante um período desafiador e perigoso para o Haiti, é inconcebível e cruel mandar homens, mulheres e crianças de volta para o que muitos deles nem mesmo chamam mais de ‘casa’.”

Muitos haitianos deixaram o país após um terremoto devastador em 2010, e um grande número dos que estavam no campo vivia no Brasil ou em outros países da América do Sul e viajou para o norte depois de não conseguirem encontrar empregos ou situação legal.

Continue lendo

Copyright © 2021 DiBahia CNPJ: 41.275.067/0001-16