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Pandemia era um desastre evitável, afirmam especialistas

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MATÉRIA ESPECIAL – Relatório de painel independente aponta falhas iniciais no combate à covid-19. Demora para agir e líderes negacionistas estão entre fatores citados como motores da dimensão catastrófica da doença.

Um painel independente ligado à Organização Mundial da Saúde concluiu que a escala catastrófica da pandemia de covid-19 poderia ter sido evitada. De acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (12/05), a combinação de hesitação e falta de coordenação produziu “um coquetel tóxico” que acelerou a disseminação do coronavírus.

O Painel Independente para Preparação e Resposta à Pandemia (IPPPR) afirma em seu relatório que a pandemia poderia não ter custado tantas vidas – mais de 3,3 milhões até o momento em todo o mundo – se os países tivessem reagido com mais rapidez. O relatório acusa as instituições de “falharem na proteção das pessoas” e responsabiliza líderes que negaram a ciência por corroer a confiança pública nas intervenções de saúde necessárias.

“Identificamos falhas em todos os estágios e acreditamos que essa pandemia poderia ter sido evitada”, afirmou a copresidente do painel e ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.

O relatório indica que faltou urgência na adoção das primeiras respostas ao surto de covid-19 detectado na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019, e afirma que fevereiro de 2020 foi um importante “mês perdido” já que os países não deram atenção ao alarme.

O IPPPR afirma que fevereiro poderia ter sido usado pelos países para prepararem melhor o enfrentamento da doença e que ações, muitas vezes, só foram tomadas tarde demais, quando houve um colapso no sistema de saúde.

O relatório indica que faltou urgência na adoção das primeiras respostas ao surto de covid-19

Críticas à OMS

O documento também faz críticas à OMS por ter demorado para declarar o surto de covid-19 uma emergência global e posteriormente elevar a classificação para pandemia. A agência da ONU classificou a doença como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional apenas em 30 de janeiro de 2020 e, seis semanas depois, classificou a situação como pandemia.

O IPPPR disse que a OMS declarou emergência global com mais de uma semana de atraso. Os especialistas, porém, teceram a maioria de suas críticas a líderes que negaram a ciência, dificultando a imposição de medidas eficazes no combate à propagação do coronavírus.

O documento também destaca a grande preocupação com as atuais altas taxas de transmissão da doença e o surgimento de novas variantes do coronavírus. Os especialistas pedem que os países afetados pela explosão de casos tomem as medidas necessárias para frear a covid-19.

O painel recomenda ainda que as nações mais ricas doem doses de vacinas para as mais pobres, contribuindo assim para enfrentar a pandemia a nível global. O relatório pede ainda que os países desenvolvidos financiem a criação de conselhos de saúde globais voltados a prevenir e preparar o mundo para a próxima pandemia.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, mais de 159 milhões de casos de covid-19 e mais de 3,3 milhões mortes em decorrência da doença foram registrados no mundo. Os Estados Unidos, a Índia e o Brasil são os países mais atingidos.

por DW

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Caos e revolta na chegada de haitianos a aeroporto deportados dos EUA

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Imagens de vídeo registradas no aeroporto mostram pessoas lutando para pegar seus pertences pessoais depois que as bagagens foram jogadas de dentro do avião oriundo dos EUA. Há relatos de que alguns migrantes não foram informados de que seriam enviados de volta ao Haiti.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, houve dois incidentes relacionados aos voos que levaram os haitianos de volta.

A emissora de televisão NBC News apurou que os pilotos de um dos voos foram agredidos na chegada ao Haiti e que três oficiais da imigração dos EUA também ficaram feridos.

Pessoas buscam seus pertences em aeroporto haitiano
Legenda da foto,Pertences dos deportados foram jogados da aeronave que os trouxe dos EUA

Em um incidente separado no estado americano do Texas, um grupo de haitianos teria lutado contra guardas de fronteira do governo dos EUA e tentado escapar após perceber que seriam deportados. Eles estavam sendo transportados em um ônibus da cidade de Brownsville para Del Rio.

“Quando os migrantes descobriram que seriam enviados de volta ao Haiti, tomaram o ônibus e fugiram”, disse Brandon Judd, presidente do Conselho Nacional de Patrulha de Fronteira.

A deportação de migrantes foi criticada pela Partners In Health, ONG que atua no país.

“Durante um período desafiador e perigoso para o Haiti, é inconcebível e cruel mandar homens, mulheres e crianças de volta para o que muitos deles nem mesmo chamam mais de ‘casa’.”

Muitos haitianos deixaram o país após um terremoto devastador em 2010, e um grande número dos que estavam no campo vivia no Brasil ou em outros países da América do Sul e viajou para o norte depois de não conseguirem encontrar empregos ou situação legal.

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