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Nem todos são capazes de produzir vacina de alta qualidade

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ESPECIAL AGÊNCIA DW – Cresce a pressão para que seja expandido o acesso e a produção de vacinas contra covid-19 depois de os Estados Unidos anunciarem nesta quarta-feira (05/05) que apoiariam uma proposta para suspender temporariamente as patentes de propriedade intelectual sobre a tecnologia de vacinas.

A proposta, levada originalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) em outubro de 2020 pela Índia e a África do Sul, afirma que permitir o acesso à tecnologia aos fabricantes de medicamentos de países mais pobres acelerará a produção de vacinas.

Os EUA haviam se oposto à proposta, argumentando que isso reprimiria a inovação. A União Europeia e o Reino Unido também se opuseram à ideia. Nesta quinta-feira, a UE declarou cautelosamente que está “pronta para avaliar” como a proposta poderia aumentar a produção global de vacinas.

O termo “nacionalismo da vacina” é usado há muito tempo para descrever como os países de mais ricos priorizam a obtenção de vacinas para suas próprias populações, enquanto os de baixa renda precisam esperar pelas doses.

Autoridades de saúde de todo o mundo alertam desde o início da pandemia que derrotar o coronavírus é uma luta global e que a imunidade coletiva só pode ser alcançada com a distribuição equitativa das vacinas.

Jerome Kim, diretor-geral do Instituto Internacional de Vacinas (IVI, na sigla em inglês) em Seul, Coreia do Sul, conversou com a DW sobre o nacionalismo da vacina, os desafios de obter vacinas contra covid-19 em todo o mundo e alcançar a imunidade de rebanho global contra o coronavírus.

O especialista afirma ser necessário muito mais do que a suspensão das patentes para que os países em desenvolvimento consigam acesso a maior quantidade de vacinas: “Eu poderia lhe dar a vacina, mas você não conseguiria produzi-la industrialmente, porque isso requer uma série de etapas para garantir que cada lote desse produto biológico seja igual ao lote anterior, de modo que a eficácia declarada seja repetida continuamente, pelo lote atual e por lotes futuros.”

por DW

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Ataque em discoteca deixa cinco mortos na Colômbia

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Cinco pessoas morreram em 11 ficaram feridas em um ataque contra uma discoteca no Sudoeste da Colômbia na madrugada deste domingo, um ato que teria sido realizado por dissidentes das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

De acordo com o Exército, o ataque ocorreu na cidade de Tumaco, no distrito de Nariño, quando homens armados  “chegaram ao estabelecimento em um veículo, efetuando vários disparos de forma indiscriminada”. As Informações de Jornal O Globo.

Militares patrulham área do município colombiano de Tumaco Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP

Os militares afirmam ainda que a ação foi realizada por uma dissidência das Farc conhecida como coluna Urías Rendón, e autoridades locais dizem que os confrontos na área se intensificaram nos últimos meses — a prefeita da cidade, María Emilsen Angulo, denunciou que homens armados estão provocando “caos, pânico e intranquilidade aos cidadãos”. No Twitter, o governador de Nariño, Jhon Rojas, afirmou que “a situação de grupos à margem da Lei supera a capacidade [de ação] das autoridades em Nariño”.

Localizada perto da fronteira com o Equador e com o segundo maior porto colombiano no Pacífico, Tumaco tem a segunda maior área cultivada com plantas de coca do país, cerca de 9,8 mil hectares, e é alvo de atuação de vários grupos armados, incluindo algumas dissidências das Farc, como a Frente Óliver Sinisterra e os Contadores.

Por Jornal O Globo

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