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Economia

Brasil pode ficar para trás na corrida dos carros elétricos

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ESPECIAL CNN BUSINESS – Com a Tesla despontando como a montadora mais proeminente de carros elétricos, as marcas tradicionais do setor automotivo estão acelerando para se adequar ao crescimento da demanda por veículos movidos por baterias. Seja por força de legislações que impedirão a venda de carros a combustão nos próximos anos, seja pela demanda dos consumidores, os números dos elétricos podem superar os vistos pelos convencionais em breve.

Um estudo realizado pela consultoria EY mostrou que, a partir de 2045, os carros com motores de combustão interna deverão representar apenas 1% de todas as vendas globais de veículos. O grande marco dessa virada deve ocorrer em 2033, quando os elétricos se tornarão a maioria dos carros vendidos mundialmente.

As grandes forças que puxarão essa virada são exatamente os três maiores mercados automotivos do mundo — e que lideram as exigências anti-poluição: Europa, EUA e China. No Velho Continente, o estudo apontou que os elétricos se tornarão a maioria já em 2028. Já a China deverá ver tal virada em 2033. 

Sem uma política unificada para a proibição da venda de carros a combustão, sendo que cada estado tem seu próprio direcionamento, os EUA deverão ficar para trás, vendendo mais elétricos do que convencionais a partir de 2036. Segundo o levantamento da EY, além das questões ambientais, 30% dos “millennials” entrevistados para a pesquisa afirmaram terem o desejo de comprar um carro elétrico.

Brasil deve demorar ainda mais para entrar na onda elétrica

Nos EUA, montadoras tradicionais já afirmaram que vão investir cada vez mais na eletrificação de seus produtos. Nem mesmo as grandes picapes ficarão de fora. Ford e General Motors já até anunciaram uma caminhonete 100% elétrica — como a GMC Hummer EV, da GM — ou uma versão elétrica — como a Ford F-150 Lightning.

Tanto naquele país como na Europa e na China, há uma série de incentivos para a compra de veículos elétricos. Eles vão desde desconto em impostos, créditos em tarifas, possibilidade de usar faixas exclusivas de ônibus, além de isenção de pedágios urbanos. Por enquanto, no Brasil, não há nada oficial nesse sentido que faça o carro elétrico ser mais atrativo.

Mesmo que os preços dos carros convencionais tenham disparado por aqui no último ano, os elétricos conseguem ser ainda mais fora do alcance da maior parte dos brasileiros. Grande parcela dos elétricos oferecidos por aqui são de marcas premium, como o Audi e-Tron e o BMW i3. Mesmo modelos de marcas generalistas, como o Renault Zoe e Chevrolet Bolt, têm preços superando os R$ 200 mil. Atualmente, o modelo elétrico mais barato do Brasil é o JAC e-JS1, com preço sugerido de R$ 149.990.

GMC Hummer EV
GMC Hummer EVCrédito: Divulgação

Outro grande entrave dos elétricos — autonomia e tempo de recarga — está sendo resolvido gradualmente pelas montadoras com o avanço da tecnologia. Porém, sem nenhuma regulamentação específica até o momento, ninguém sabe ao certo quantos postos de recarga existem no Brasil. E esse é o grande problema a ser resolvido por aqui.

Quem não tem acesso a uma tomada de grande capacidade e bem aterrada em sua garagem depende dos pontos públicos de recarga, como os que já aparecem em centros de compras e shoppings. Hoje, alguns são instalados pelas próprias montadoras, enquanto outros aparecem por meio de iniciativas isoladas de distribuidoras de energia.

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) trabalha com um número de 350 postos de recarga no país, a maior parte concentrada em grandes centros. Além de um “corredor elétrico” formado por pontos de recarga entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), ainda é difícil viajar com um elétrico.

Por CNN

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Produção agrícola em 2020 bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões

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O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019.

Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior”, explicou o IBGE.

A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019.

Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104 milhões de toneladas.

O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido pelo Paraná, por Goiás e o Rio Grande do Sul.

Em relação ao valor da produção, Mato Grosso, destaque nacional na produção de soja, milho e algodão, continua na primeira posição no ranking, aumentando sua participação nacional para 16,8%, novamente à frente de São Paulo, destaque no cultivo da cana-de-açúcar. O Paraná, maior produtor nacional de trigo e segundo de soja e milho, ocupou, em 2020, a terceira posição em valor de produção, à frente de Minas Gerais, destaque na produção de café.

“O Rio Grande do Sul, que teve a produtividade de boa parte das culturas de verão afetadas pela estiagem prolongada no início de 2020, apresentou retração de 6,9% no valor de produção agrícola, caindo para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%”, informou o IBGE,

Os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola do país concentram 22,7% (ou R$ 106,9 bilhões) do valor total da produção agrícola nacional. Desses 50 municípios, 20 eram de Mato Grosso, seis da Bahia e seis de Mato Grosso do Sul.

Sorriso (MT) manteve a liderança entre os municípios com maior valor de produção: R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor de produção agrícola do país. Em seguida, vieram São Desidério (BA), com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões.

Edição: Graça Adjuto

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