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Economia

‘Não existe país sério sem Banco Central independente’, afirma ex-presidente da instituição

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Alexandre Schwartsman disse que medida acontece ‘antes tarde do que nunca’

Para ele, a extensão do auxílio emergencial deve acontecer — mas precisa ser repensado com foco em quem perdeu o emprego no período

O economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman acredita que a independência do BC está sendo aprovada tardiamente, mas “antes tarde do que nunca”. De acordo com ele, esse é um bom projeto e que já estava sendo discutido há quase uma geração. “Desde que voltei ao Brasil, há 25 anos, já vinha sendo debatido. Talvez não o suficiente para membros da oposição, mas isso existe em todo o lugar. Não existe país sério sem BC independente. Se o país é sério, o Banco Central é independente, autônomo. Mas a recíproca não é verdadeira. Ter um BC independente não te faz um país sério.”

Para o economista, a única competência do BC em relação a geração de empregos é prestar a atenção no que está acontecendo. Ele citou que, na sua gestão, no final de 2004, a taxa de juros já tinha sido reduzida expressivamente e que a economia se “recuperou muito forte”. E a atitude tomada levar a inflação, que estava acima da meta, de volta ao lugar ao longo de 2005, para que, em 2006, ela estivesse em convergência. “O que dá para fazer é evitar flutuações muito bruscas. E o melhor jeito de fazer isso é agindo de maneira antecipada. Você não pode deixar acontecer como em 2014, que saiu de controle e ultrapassou dois dígitos. Crescimento de longo prazo o BC não entrega. Isso depende de produtividade, taxa de investimento, um conjunto amplo no ponto de vista macro.”

De acordo com Schwartsman, ainda que tenha divergências pontuais com a atual direção da instituição, ele acredita que ela deve permanecer. “Se formos olhar no geral, tem um trabalho bastante bom na parte de crédito, tecnologia e política monetária.” Ele acredita que a inflação no ano de 2021 deve fechar próxima da projeção, considerando o último semestre de 2020 que deve impactar até outubro. Para ele, a extensão do auxílio emergencial deve acontecer — mas precisa ser repensado com foco em quem perdeu o emprego no período. “Não dá para ignorar o impacto fiscal. Não precisa compensar neste ano, mas devia ter um conjunto de medidas que aponta para esse equilíbrio das contas públicas ao longo do tempo. Não precisa mais do que isso. Sem base de política fiscal, fica difícil fazer política monetária.”

Fonte: Jovem Pan

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Economia

Brasileiro precisou de 14 dias de trabalho no mês de agosto para comprar produtos da cesta básica

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O salário mínimo no Brasil deveria ter sido de R$ 5.583,90 em agosto. A conclusão é do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos.

É um pouco mais de 5 vezes o valor do piso nacional em vigor, que é de mil e 100 reais.

O valor ideal estimado em agosto é maior do que o salário ideal estimado em julho, que foi de R$ 5.518,79

Todos os meses, o Dieese faz essa estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para bancar a moradia, a alimentação, a educação, a saúde, o lazer, o vestuário, a higiene, o transporte e a Previdência Social do trabalhador e de sua família – considerando uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças. São necessidades tidas como básicas na Constituição Federal.

Para o cálculo, o órgão considera o valor da cesta básica mais cara entre 17 capitais pesquisadas.

No mês passado, os preços do conjunto de alimentos básicos tiveram alta em 13 das 17 capitais pesquisadas e a cesta mais cara foi registrada em Porto Alegre: R$ 664,67

Todo mês, o Dieese também estima o tempo médio que o brasileiro precisa trabalhar para comprar os produtos da cesta. 

Em agosto, o tempo médio de trabalho nas 17 capitais apenas para comprar produtos básicos para o mês foi de 113 horas e 49 minutos.

Considerando uma jornada diária de 8 horas de trabalho, dá para dizer que são necessários 14 dias, 1 hora e 49 minutos de trabalho apenas para comprar produtos da cesta básica de alimentos.

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