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Almoço de Lula com liderança da Assembleia de Deus dá novos rumos a corrida presidencial

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O almoço ocorreu duas semanas atrás, na véspera do feriado de Corpus Christi, no sítio de Ceciliano, em Mendes (RJ). Lula se hospedou ali durante seu tour pelo Rio.
 

O convite partiu do presidente da Alerj, que é padrinho político do vereador Júnior Martins, do PT de Japeri (RJ). Júnior é evangelista e trabalhou por 15 anos com Manoel, tendo sido seu assessor na Câmara dos Deputados. Ele quem levou o bispo à mesa. “André é meu padrinho. O bispo é meu paizão”.
 

O vereador diz que o ex-presidente manifestou o desejo de ter um vice evangélico na chapa para 2022. Ainda segundo Júnior, o bispo de 89 anos respondeu que estava “em idade avançada” e que essa seria uma missão que caberia ao filho Samuel Ferreira, que o substituiu na dianteira da Assembleia de Deus Madureira.
 

Acontece que a mesma Madureira sobe, literalmente, na garupa de Bolsonaro. Atual presidente da bancada evangélica, o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) foi o passageiro carona do presidente na motociata bolsonarista de sábado (12), batizada Acelera para Cristo.
 

A hierarquia do Ministério Madureira é rígida nesse sentido, e Cezinha, que carrega o nome da igreja em sua alcunha política, não dá nenhum passo político sem orientação da cúpula pastoral. Hoje quem comanda de fato este ramo da Assembleia de Deus é o bispo Samuel.
 

Em anos passados, a romaria de políticos até Samuel incluiu João Doria (PSDB-SP), Michel Temer (MDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG) e o antigo aliado Eduardo Cunha (MDB-RJ).
 

O PT tenta reconstruir pontes com um segmento que lhe tinha simpatia, mas que em 2018 mostrou uma coesão em torno de Bolsonaro que Lula nunca conseguiu.
 

Estima-se que sete em cada dez eleitores evangélicos tenham votado no atual presidente, patamar que superou a melhor performance do petista neste eleitorado. Em 2006, nas projeções para o segundo turno contra o tucano Geraldo Alckmin, seis em cada dez fiéis apertaram o 13.
 

Naquela campanha, o candidato à reeleição declarou em evento da igreja de Manoel: “Somos todos crentes e somos todos brasileiros”. O bispo retribuiu dizendo que “o poder deve estar na mão daquele a quem realmente Deus e o povo outorgaram”.
 

Os pastores das maiores igrejas evangélicas do Brasil mostraram unidade inédita na eleição que consagrou Bolsonaro. O petista jamais teve respaldo de todos, mas com Manoel, que presidiu a bancada evangélica durante o governo lulista, tinha boa relação.
 

A fotografia de Manoel e Lula ativou o desconfiômetro, entre pares evangélicos, de que a Assembleia de Deus Madureira poderia estar preparando terreno para uma reaproximação com o PT, sobretudo após o favoritismo detectado por pesquisa Datafolha de seu provável candidato à Presidência.

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Fusão de DEM e PSL criará a maior bancada do Câmara dos Deputados

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Encaminhada para os ajustes finais, a fusão dos partidos Democratas (DEM) e Partido Social Liberal (PSL) irá formar a maior bancada da Câmara dos Deputados, um movimento que precipita mudanças eleitorais e almeja o posto de “terceira via” nas eleições de 2022.

Enquanto o DEM já disse sim à união, o PSL deve dar o aval final na próxima terça-feira (28), quando o partido reúne-se para discutir os últimos detalhes do acordo.

A convenção conjunta com mais detalhes da fusão está prevista para o começo de outubro.

A soma é favorável: para os experientes políticos que compõem a coligação, o cálculo de 2+2 é igual a 5.

Isso porque o novo partido terá acesso a um fundo partidário de R$ 160 milhões pronto para almejar o campo da “terceira via” no próximo pleito eleitoral. Há conversas, inclusive, de uma possível candidatura presidencial do novo partido.

Os planos encontram ruídos nos estados no Nordeste, mas os partidos se antecipam às mudanças previstas na reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional, que devem diminuir significativamente o número de partidos no Brasil.

Cálculos obtidos pela CNN estimam que, em 5 anos, o país deixará de ter 33 partidos para um total de 12 siglas.

Por CNN Brasil

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