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Copa América: sem narrativas, somente fatos

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Vários eventos esportivos que estavam programados para serem realizados em 2020, foram cancelados, por causa da pandemia de covid-19. Olimpíadas de Tóquio, maratonas, EuroCopa, Copa das Nações Africanas, Copa América e outros, tiveram suas datas remarcadas.

No caso de eventos futebolísticos, que já possuem um calendário apertado, em 2022 terá a realização da Copa no Catar, e ainda sofreu atrasos com a pandemia, não sobrou outra data disponível a não ser os meses de junho e julho, período de férias dos campeonatos europeus, que normalmente ditam o modelo de temporada no mundo do futebol. Baseado nisso a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), responsável pela gestão do torneio, remarcou para o dia 13 de junho de 2021, o início da Copa América. A sede anunciada em 2019 seria compartilhada entre Argentina e Colômbia, mantidas mesmo com o adiamento da competição.

Porém, no dia 20 de maio, a Colômbia anunciou que desistiria de sediar a copa, devido a crescente tensão social no país, que começou após o presidente Iván Duque anunciar, no final do mês de abril, uma reforma tributária que aumentaria os impostos. Logicamente tal ação desagradou grande parte da população e, desde então, se espalhou por todo país uma série de manifestações contrarias ao governo, algumas delas bem hostis, sendo reprimidas pela polícia e forças de segurança com bastante violência. Desde que essas manifestações e confrontos se iniciaram, até a data da publicação desse artigo, mais de 61 pessoas foram mortas, de acordo com um levantamento da agencia de notícias AFP a partir de fontes oficiais. Destes homicídios, 21 estão diretamente relacionados aos protestos, outros 19 estão em verificação e ainda há mais de 100 pessoas desaparecidas. Tais situações tornaram impossível a realização de competições internacionais no país, fazendo cancelar partidas da Libertadores e a realização da CopaAmérica, o que levou a Argentina a ter que realizar o evento sozinha.

No entanto, apenas 10 dias depois, a Argentina também desistiu de sediar os jogos, por motivos da alta de casos e morte por covid-19 no país, fruto da incidência da segunda onda na região, levando o governo argentino a aumentar as restrições de funcionamento do comércio, movimentação de pessoas e também a realização de eventos esportivos, interrompendo inclusive a realização do campeonato nacional de futebol. Faltando apenas duas semanas para a estréia da Copa América, a Conmebol precisava às pressas de uma nova sede. Era necessário um país que estive com casos de covid-19 em queda, com a suas fronteiras abertas para entrada de estrangeiros, campeonatos locais de futebol sendo realizados, boa estrutura hoteleira para recepcionar as delegações e bons estádios para a realizações dos jogos. Levando em consideração a pouca quantidade de países da américa do sul, os dois países desistentes, alta de casos de covid em países como Paraguai, Uruguai e Chile, e as eternas dificuldades políticas na Venezuela, a melhor opção seria o Brasil, que preenche todos os requisitos estabelecidos.

Com todas essas informações, a Confederação Sul-Americana de Futebol decidiu convidar o Brasil para sediar a copa, proposta essa que governo brasileiro acabou aceitando. Porém, foram estabelecidas algumas condições entre CBF, Governo Federal e Conmebol. Essas condições envolvem uma série de regras e protocolos para segurança da população, dos envolvidos na organização e dos atletas participantes. Como exemplo o isolamento das seleções em hotéis, centro de treinamentos e vôos, para prevenção de disseminação e contaminação de covid. O centro organizacional da Copa América foi montado em um hotel no Rio de Janeiro e nesse local está concentrado uma equipe de 130 pessoas da Conmebol, os quais já foram vacinados. A recomendação é manter todos isolados no hotel, permitindo apenas saídas para trabalhar. A partir deste local, planejou-se estruturas menores e mais descentralizada nos estádios das quatro sedes, Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá e Goiânia.

As seleções não terão um centro de treinamento fixo: vão se deslocar em voos fretados pelo país conforme o cronograma de jogos. Com exceção da Argentina que decidiu não ficar no Brasil e seguirá em seu centro de treinamento em Buenos Aires e a seleção brasileira que terá base fixa na Granja Comary, em Teresópolis/RJ, onde possui toda estrutura de treinamento e acomodação. As regras do protocolo médico da Conmebol vetam visitas ou saídas dos membros das delegações (tanto jogadores como dirigentes) de hotéis e CTs, sob pena de multa de 150 mil reais, a menos que seja em condições previamente acordadas e organizadas e não implique em contato com ninguém de fora da concentração.

Nas viagens também se recomenda que não ocorra circulação desnecessária para fora dos hotéis, e existe ainda uma limitação de até 65 pessoas por delegação de cada país na última Copa do Mundo o Brasil levou mais de 100 integrantes.

Em relação a possíveis contaminados de covid-19, todos os envolvidos devem apresentar um certificado de vacinação (das duas doses) e quem não tiver sido vacinado deve apresentar um teste de PCR antes de cada viagem. Tal procedimento já foi responsável por identificar 20 pessoas que testaram positivo para covid-19, até a data da postagem desse artigo.

Muitos desses foram identificados antes mesmo de saírem de seus países de origem, já os outros tiveram seus retornos antecipados para casa. Inicialmente, a CBF tinha prometido ao governo brasileiro que todas as delegações estariam vacinadas, mas o Ministério da Saúde admitiu que tal regra não será obrigatoriamente aplicada, tornando opcional e de decisão pessoal de vacinar ou não. Mesmo assim, a maioria dos membros das delegações recebeu ao menos uma dose da vacina, caso das seleções do Paraguai, Chile, Venezuela, Equador, Uruguai, Peru, Colômbia e Bolívia. Em acordo com a Conmebol, os indivíduos que decidiram não se vacinar teriam seus nomes em sigilo.

Já as seleções brasileira e argentina não tomaram a vacina, apesar da disponibilidade da CoronaVac pela Conmebol. Elas decidiram não tomar a primeira dose, pois havia incertezas sobre a possibilidade de tomar a segunda dose no tempo certo, 28 dias após a primeira. A vacina deveria ser aplicada no começo de julho, ainda em meio a competição e sob risco de afetar o desempenho dos jogadores. Outro fato que pesou na decisão dos atletas, é que maioria deles joga na Europa, e nesse continente a CoronaVac ainda não é reconhecida e utilizada, obrigando-os a se vacinarem novamente no retorno às atividade da próxima temporada. Importante também informar que a Conmebol recebeu as vacinas como doação do laboratório Sinovac, em troca de ser patrocinadora oficial do evento e também vacinou toda a equipe de arbitragem prevista para atuar na competição. 

Durante a realização das partidas, haverá um protocolo sanitário a ser obedecido, por jogadores e comissão técnica, com as seguintes diretrizes:

– Jogadores e oficiais precisarão submeter-se a medição de temperatura antes das partidas;

– Jogadores e oficiais precisarão usar garrafas individuais para água ou isotônicos;

 – Técnicos e jogadores deverão usar máscara em entrevistas coletivas, onde não for respeitado o distanciamento de no mínimo 2 metros entre as pessoas.

Fica vedado as seguintes ações:

-Jogadores e oficiais cuspirem e assoarem o nariz antes, durante e depois da partida na área de competição (campo e banco de reservas);

– Beijar a bola antes, durante e depois da partida;

– Trocar ou presentear camisetas (novas ou usadas) ou qualquer outra parte da roupa com rivais, companheiros de equipe ou qualquer outra pessoa;

– Troca de flâmulas entre Jogadores e oficiais.

                Apesar de saber que um discurso neutro não existe, procurei me ater somente aos fatos ligados à realização dessa Copa América em solo brasileiro, emitindo o mínimo possível de minha opinião. Livre de narrativas, de teorias da conspiração e amores políticos, somente a informação nua e crua. Vivemos tempos em que boa parte da mídia é bem tendenciosa e politicamente infectada, o que acaba contaminando o discurso e a informação de qualquer assunto e tema discutindo. Acredito que devemos desenvolver em cada um de nós o senso crítico, respeitando suas individualidades e peculiaridades e, principalmente, respeitando que cada consumidor de informação tenha a capacidade de receber o que está sendo transmitido e decidir por si qual será sua opinião.

Para isso se fortalecer, leia mais, estude mais, debata mais e se informe com qualidade. Esse é um processo de desenvolvimento pessoal, que você pouco irá escutar nas mídias tradicionais.

Para o próximo texto irei aprofundar mais nas narrativas distorcidas amplamente noticiadas sobre a realização dessa Copa América, aí sim carregada de minhas opiniões.

Empresário do ramo da construção civil - Presidente da Uni Líderes, união de líderes empresariais de Porto Seguro - Graduado em Administração de Empresas - Morador de Porto Seguro a 25 anos - Colunista sobre empreendedorismo, economia e política

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Pesquisa indica que dar 7 mil passos por dia é o ideal para reduzir o risco de mortalidade

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Caminhar é uma atividade aeróbia que traz diversos benefícios para a saúde. Melhora o sistema cardiovascular, fortalece os músculos e reduz a ansiedade.

O importante é que a atividade seja regular e que respeite o condicionamento físico e o ritmo de cada um.

E um novo estudo da Universidade de Massachusetts indica que o ideal e caminhar sete mil passos por dia.

Os pesquisadores norte-americanos chegaram a essa conclusão após acompanhar duas mil 110 pessoas, com idades entre 38 e 50 anos, por cerca de uma década.

O estudo mostrou que os participantes que deram pelo menos sete mil passos por dia tiveram um risco de mortalidade entre 50 por cento e 70 por cento menor, que aqueles que andaram menos.

Para quem quiser alcançar essa meta, a contagem dos passos pode ser feita com o uso de aplicativos ou de recursos do celular. 

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