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Bolsonaro admite que mudou comando da Petrobras com intenção de ‘interferir’

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu na sexta-feira (29) que a mudança do comando da Petrobras foi para interferir na empresa. Ele ressaltou que não era obrigado a manter todos que estavam na estatal. O economista Roberto Castello Branco foi substituído pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna em fevereiro deste ano. 

“Eu troquei o comando da Petrobras. No começo, foi um escândalo. Interfere…. É para interferir mesmo, eu sou presidente. Ou eu assumo e tenho que manter todo mundo que está empregado?”, disse em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Segundo Bolsonaro, o novo presidente está conduzindo estudos para dar “mais previsibilidade” quanto ao aumento nos preços dos combustíveis. O presidente decidiu demitir Castello Branco, após se mostrar insatisfeito com sucessivos aumentos.

“Ele [Silva e Luna] está ultimando ali estudos com o Conselho novo também, que foi colocado lá, para ter previsibilidade do aumento do combustível. Não é interferência, é ter previsibilidade“, comentou. Sem dar detalhes, o presidente disse “que chega muita coisa para a gente” e que “está mandando apurar“.

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Por não querer ser vacinado Bolsonaro será impedido de ir a Assembleia-Geral da ONU

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Os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) devem deliberar nesta quinta-feira (16) se exigirão que todos os presentes à Assembleia-Geral do órgão, na próxima semana, apresentem comprovantes de vacinação contra a Covid-19 para serem admitidos ao prédio da ONU, em Nova York.

Caso decidam pela obrigatoriedade da imunização, isso poderia barrar a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que oficialmente não está vacinado. Tradicionalmente, o chefe de Estado brasileiro faz o primeiro discurso entre os líderes no evento, marcado para o próximo dia 21.

Bolsonaro na gravação de seu discurso à Assembleia Geral da ONU em setembro de 2020; fato de presidente não ter se vacinado contra Covid-19 pode impedir sua participação presencial no evento deste ano — Foto: Presidência da República

Há dois dias, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a repetir que não havia tomado imunizantes contra a doença, que já matou 580 mil brasileiros. Ele citou um suposto resultado do exame IGG, que mede a quantidade de anticorpos para uma dada doença no corpo, como justificativa para não ter se vacinado.

“Eu não tomei vacina, estou com 991 (nível do IGG). Eu acho que eu peguei de novo (o vírus) e nem fiquei sabendo”, afirmou Bolsonaro.

Inicialmente, a Assembleia-Geral da ONU cogitou aceitar que autoridades de alto nível apenas declarassem na entrada não estar com sintomas nem ter estado em contato próximo com pessoas infectadas para que fossem admitidas no evento.

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