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Bolsonaro edita MP para nova redução de jornada de trabalho

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O presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que retoma o BEM, programa que permite a redução da jornada de trabalho e salário.

Segundo a Secretaria-Geral, os acordos podem ser feitos para cortes de 25%, 50% ou 70% da carga horária dos trabalhadores. A medida terá um custo de quase R$ 10 bilhões aos cofres públicos e o recurso virá por meio de um crédito extra, portanto fora do teto de gastos e da meta fiscal.

Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm), que permite a empresas a realização de acordos para redução de jornada e salário de funcionários ou a suspensão dos contratos de trabalho. O programa entra em vigor de forma imediata e terá duração inicial de 120 dias.  

De acordo com o governo, no ano passado o programa preservou o emprego e a renda de cerca de 10,2 milhões de trabalhadores em acordos que tiveram a adesão de mais 1,5 milhão de empresas. O benefício foi pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A retomada do BEm era uma demanda de empresários por causa do agravamento da crise econômica em decorrência da pandemia.  

A redução de salários ou a suspensão dos contratos serão feitas nos mesmos moldes de 2020, segundo o governo. Os acordos individuais entre patrões e empregados poderão ser de redução de jornada de trabalho e salário apenas nos percentuais de 25%, 50% ou 70%. Como contrapartida, o governo pagará mensalmente ao trabalhador o Benefício Emergencial, que corresponde ao valor do percentual reduzido tendo como referência a parcela do seguro-desemprego a que o empregado teria direito. 

Na prática, um trabalhador que tiver redução de 25% do salário receberá 25% do valor do seguro-desemprego que ele teria direito em caso de demissão, e assim sucessivamente. No caso da suspensão temporária dos contratos de trabalho, o governo pagará ao empregado 100% do valor do seguro-desemprego a que ele teria direito. 

O Presidente Jair Bolsonaro assinou hoje as ementas das MPs que dispõem sobre as medidas trabalhistas relacionadas ao coronavírus, institui o novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) e abre crédito extraordinário em favor do Ministério da Economia. – EBC Imagens

da Redação com Agência Brasil e CBN

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Movimentos sociais invadem bolsa de valores de S.Paulo

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Integrantes de movimentos sociais ocuparam por cerca de uma hora nesta quinta-feira (23) a B3, sede da Bolsa de Valores brasileira, na cidade de São Paulo, em protesto contra o desemprego, a inflação e a fome.

De acordo com os manifestantes, o local do ato foi escolhido porque as ações das grandes empresas estavam em alta até meados deste ano, e o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu, mas a expansão foi desigual e deixou de fora especialmente a classe de renda mais baixa.

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