Conecte-se conosco

Elas

Julho das Pretas: Julho das Pretas debatem questões raciais e de gênero em série de entrevistas do MP

Publicado

em

Voiced by Amazon Polly

Mulheres negras de diversas áreas do conhecimento se reúnem na próxima semana para discutir questões relacionadas ao enfrentamento de opressões raciais e de gênero, numa série de entrevistas promovidas pelo Ministério Público estadual, que serão transmitidas na Rádio MP da Bahia. A primeira de três entrevistas vai ao ar dia 19, às 10h. As outras duas conversas estão previstas para terça-feira, 20, e quarta-feira, 21. As entrevistas serão conduzidas pela promotora de Justiça Lívia Vaz, atuante nas Promotorias de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa e de Proteção dos Direitos das Mulheres.

As atividades promovidas pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), coordenado pelo promotor de Justiça Edvaldo Vivas, inserem-se na programação do Julho das Pretas, uma agenda negra e feminista integrada por diferentes movimentos de mulheres negras, que marca a passagem do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. A data também é dedicada a Tereza de Benguela, uma líder quilombola que liderou uma resistência à escravidão no século XVIII, no território onde hoje fica o estado do Mato Grosso.

Ex-estagiárias da instituição, a bacharela em ciências sociais e direito Laura Jamile Braga Pinto e a poeta, capoeirista e co-fundadora do “Coletivo ZeferinaS” Mariana dos Santos Souza são as convidadas do primeiro bate-papo na rádio. A primeira entrevista debate racismo, violência, desigualdades e os impactos da pandemia entre as mulheres negras. Já na terça-feira, 20, o MP recebe a procuradora de Justiça Márcia Regina dos Santos Virgens, para compartilhar um pouco dos avanços e desafios da sua trajetória profissional. O racismo estrutural como obstáculo à efetivação dos direitos das mulheres, em especial, negras, é tema da última conversação, que conta com a participação das servidoras Marta Conceição, Andreia Oliveira e Ioneide Lima.

O MP baiano participa das atividades da Agenda desde 2016, por meio da realização do “Seminário de Biopolíticas e Mulheres Negras: Práticas e Experiências contra o Racismo e o Sexismo”, que completou a sua quinta edição em 2020. Esse ano, a Instituição integra o Julho das Pretas sob um novo formato, com a realização das entrevistas.

Fonte: Ministério Público do Estado da Bahia

Seriedade e Confiança Tudo isso em um só lugar Informação feita para VOCÊ

Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Brasil

Governo Federal sanciona programa de combate à violência contra a mulher

Publicado

em

Por

Voiced by Amazon Polly

Foi sancionado nesta quarta-feira (28) o projeto de lei que cria o programa de cooperação Sinal Vermelho para combater a violência doméstica contra as mulheres. Com a medida, o governo, o Ministério Público e a Defensoria Pública poderão firmar parcerias com estabelecimentos privados para ajudar a encaminhar denúncias contra os agressores.

A sanção, realizada durante cerimônia no Palácio do Planalto, oficializa para todo o país a medida, que foi implantada inicialmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para incentivar as vítimas de violência doméstica a denunciarem agressões nas farmácias.

Nesses casos, os estabelecimentos são treinados para ajudar vítimas de violência. Basta mostrar um X vermelho na palma da mão, pintado com batom ou tinta de caneta, para que o atendente, ou o farmacêutico, entenda tratar-se de uma denúncia e em seguida acionar a polícia.
Durante o evento, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que o presidente Bolsonaro tem compromisso com o combate à violência contra a mulher.

“É uma lei que já pegou. O Brasil inteiro está fazendo um X na mão. É uma lei que está sendo sancionada, mas que já pegou no Brasil. Eu tenho recebido embaixadores, eu tenho recebido contatos de outros países para entender o que é o X na mão. A gente está fazendo história”, afirmou.

Para a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, a sanção do projeto mostra que a sociedade não tolera a violência contra a mulher e que esforços não serão poupados para ampliar a rede de conscientização.

“A violência contra a mulher é um problema de toda a sociedade, e é com coragem e seriedade que a gente tem que tratar a importância dessa pauta”, disse Flávia.

O projeto também altera a Lei Maria da Penha para criar a pena contra a violência psicológica, caracterizada por ameaças, constrangimento, humilhação, ridicularização, chantagem e limitação do direito de ir e vir da mulher. A pena vai variar entre seis meses e dois anos de prisão.

A partir de agora, juízes poderão afastar imediatamente o agressor da convivência com a vítima diante de risco à integridade psicológica da mulher. Atualmente, a restrição ocorre somente diante de risco à integridade física da vítima e dos dependentes.

Continue lendo

Copyright © 2021 DiBahia CNPJ: 41.275.067/0001-16