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Três são presos na Espanha após morte de brasileiro

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O auxiliar de enfermagem Samuel Muñiz, de 24 anos, foi espancado no último fim de semana por um agressor que gritou um xingamento pejorativo a homossexuais

Flávia Duarte, da CNN, em Londres 

A polícia espanhola já prendeu três pessoas pela morte do auxiliar de enfermagem Samuel Muñiz, de 24 anos, por um suposto ataque homofóbico. Os investigadores trabalham justamente com a suspeita de crime de ódio. Samuel nasceu no Brasil e emigrou para a Espanha com a família quando era criança.

Muñiz foi espancado na madrugada de sábado (03) quando estava próximo de uma boate na cidade de Coruña, no norte do país, por um agressor que fez um xingamento pejorativo a homossexuais. Uma fonte consultada pela CNN afirmou às autoridades que socorristas tentaram reanimar o jovem no local, mas não obtiveram sucesso.

 O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez também se manifestou sobre o episódio, caracterizando-o como “selvagem”. 

O premiê disse que não vai tolerar dar nenhum passo para trás nos direitos e liberdades e que confia no trabalho dos investigadores. 

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Pedro Castillo toma posse como presidente do Peru

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Com participação do vice-presidente da República do Brasil, Hamilton Mourão, o candidato de esquerda Pedro Castillo tomou posse nessa quarta-feira, em Lima, (28) como presidente do Peru.

Durante o discurso de posse, o presidente reconheceu que o país está atrasado em relação ao combate à Covid-19, mas ressaltou que espera vacinar 70% da população até o fim deste ano. Segundo ele, os profissionais da educação devem ser prioridade na imunização contra o novo coronavírus.

Ainda sobre o tema, o chefe do Executivo peruano comentou que vai declarar a educação pública como estado de emergência para conseguir dobrar o investimento no setor.

Castillo prometeu manter o combate a corrupção, mas reclamou que a Lava Jato só prendeu políticos até o momento, enquanto empresários seguem soltos. Ele também defendeu uma nova Constituição.

“Juro pela população do Peru, por um país sem corrupção e por uma nova Constituição”, bradou.

O mandatário peruano afirmou querer uma economia para manter a “ordem e a previsibilidade”. Ele disse que o banco estatal do país vai concorrer com empréstimos privados. De acordo com Castillo, um “novo pacto” com investidores privados deve ser formando, mas informou que não vai nacionalizar a economia “mesmo remotamente”. 

O novo presidente, no entanto, também fez algumas declarações polêmicas. Além de afirmar que a estatal Petroperu vai trabalhar para regular o preço final dos combustíveis, Castillo disse que a mídia deve ser “melhor regulada”.

Pedro Castillo ao ser anunciado como vencedor das eleições presidenciais 2021 do

Pedro Castillo foi declarado vencedor da eleição na segunda-feira (19). A disputa presidencial no país aconteceu em 6 de junho, mas ações judiciais e pedidos de impugnação atrasaram anúncio do novo presidente peruano. 

A vitória de foi confirmada, então, pelo Júri Nacional de Eleições (JNE), principal corte eleitoral do país sul-americano. Ele disputou as eleições com a candidata da direita, Keiko Fujimori, em desvantagem por somente 44 mil votos.

A candidata é filha de Alberto Fujimori, que assumiu a presidência em 1990, mas governou como ditador entre 1992 e 2000, período em que o Congresso foi fechado. 

Oposição vai liderar congresso

Apesar da posse, Castillo poderá ter obstáculos em seu plano de governo após a vitória da aliança liderada pela oposição para liderar o Congresso do Peru. A votação, que ocorreu na segunda-feira (26), elegeu uma equipe chefiada pela parlamentar de centro María del Carmen Alva, do partido Ação Popular, com 69 votos.

Uma lista de candidatos proposta pelo partido de Castillo, Peru Livre, foi rejeitada por conta de questões procedimentais, ressaltando os desafios que o presidente eleito irá enfrentar para avançar reformas em um Congresso fragmentado onde nenhum partido detém a maioria.

Alva, que será a presidente do Congresso no período legislativo de 2021-22, teve um apoio importante do partido de direita Força Popular, de Keiko Fujimori.

Com informações da Agência Brasil e Reuters*

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