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‘Superpedido’ de impeachment de Bolsonaro é protocolado em Brasília

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Partidos políticos, parlamentares, movimentos sociais e entidades da sociedade civil protocolaram nesta quarta-feira (30) na Câmara o chamado “superpedido” de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

O “superpedido” tem 46 signatários e consolida argumentos apresentados nos outros 123 pedidos de impeachment já apresentados à Câmara. Entre esses argumentos, está o mais recente, o que aponta prevacarição do presidente no caso da suspeita de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

São 23 crimes de responsabilidade divididos em sete categorias:

  • crimes contra a existência da União;
  • crimes contra o livre exercício dos poderes legislativo e judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados;
  • crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
  • crimes contra a segurança interna;
  • crimes contra a probidade na administração;
  • crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos;
  • crimes contra o cumprimento de decisões judiciárias.

Os autores relatam uma reunião, no último dia 23 de abril, entre os signatários de denúncias de impeachment em tramitação até aquele momento.

“Na ocasião, os presentes compreenderam, de maneira uníssona, que a elaboração de uma única peça, que viesse a sintetizar as suas manifestações específicas, poderia ter o efeito de provocar a resposta há muito aguardada da presidência da Câmara dos Deputados, com a instauração, afinal, do competente processo de impeachment”, diz o texto.https://0873abd735b4155adbd082ee6386d382.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Para que um processo de impeachment seja aberto e passe a tramitar na Câmara, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo, precisa aceitá-lo.

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Para ministros do STF, live mostrou desespero e disposição para tumultuar de Bolsonaro

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Parlamentares e ministros do STF e TSE avaliam que Jair Bolsonaro deu sinais de desespero na live em que prometia apresentar provas de fraude nas urnas eletrônicas, em meio a pesquisas que mostram que ele não seria reeleito. A leitura é que foi a maior demonstração de sua disposição de tumultuar 2022.

Ele não mostrou nenhum elemento de fato para corroborar a tese que vem levantando há três anos. Na visão de líderes do Congresso e integrantes do STF e do TSE, a transmissão de Bolsonaro foi um fracasso.

A avaliação de parlamentares é a de que as falas do presidente não vão alterar a tendência da comissão da Câmara de rejeitar a proposta de voto impresso.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse ao Painel que Bolsonaro tenta gerar desde já confusão e insegurança sobre os resultados das eleições de 2022 e que a população precisa ficar atenta.

“É lamentável ver o presidente da República trazer uma denúncia dizendo que não tem provas sobre algo tão sério”, disse Kassab, que tenta tirar do papel a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) a presidente.

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