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Anúncio de emprego exige candidata vacinada com imunizante da Pfizer

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MPT de Campinas afirmou que designou um procurador para apurar a denúncia e que vai tomar as medidas cabíveis. A reportagem foi divulgada pela CNN Brasil.

Um anúncio que uma família fez para uma vaga de trabalho de governanta exigindo que a candidata tivesse tomado as duas doses da vacina da Pfizer acabou em investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas, no interior de São Paulo.

O salário oferecido era de R$ 1.600, mas a condição era ter sido vacinada com esse imunizante. “Não há justificativa alguma, do ponto de vista científico. Isso tem a ver com um pré-conceito que algumas pessoas desenvolveram a partir da má leitura ou má interpretação das informações. Cada vacina tem uma plataforma de testes, um número final de eficácia, mas uma vacina não foi testada contra a outra”, explicou o infectologista Sérgio Zanetta à CNN

De acordo com advogados trabalhistas, a oportunidade de emprego deve ser dada à pessoa que preenche os requisitos técnicos para a função, não tendo relação alguma com a vacinação.

“A vacina não está à disposição de todos. Sem sombra de dúvida, chega a ser um ato discriminatório”, disse a advogada Fernanda Ramos, que afirmou ainda que, caso algum candidato se sinta lesado, pode acionar a empresa na Justiça.

Em nota, o portal “Trabalha Brasil”, onde a vaga foi anunciada, informou que “repudia toda e qualquer manifestação de caráter discriminatório” e que já promoveu o bloqueio imediato do usuário e do anúncio. Já o MPT de Campinas designou um procurador para apurar a denúncia e vai tomar as medidas cabíveis.

“Enquanto a sociedade inteira não estiver vacinada, eu não estarei protegido. A Covid-19 nos ensina a não ser egoístas. A solução para o controle da pandemia é coletiva, para todos”, afirmou Zanetta. 

Por CNN

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CNPq – Lattes fora do ar pode gerar uma tragédia para a ciência

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fez uma alerta sobre o apagão da plataforma Lattes, que está fora do ar desde a última sexta-feira (23). A presidente Flávia Calé defende que um cenário de apagão pode gerar prejuízos não apenas do ponto de vista documental, mas também na vida profissional dos pesquisadores do Brasil.

Vale lembrar que esse formato de currículo existe desde 1999 e é usado como pré-requisito para provas de concursos públicos, seleções de mestrado e doutorado e até mesmo buscas de empregos.

“A plataforma Lattes é, de certa forma, um mapa da produção cientifica nacional dos nossos pesquisadores e dos cientistas brasileiros. É um sistema de informação estratégico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A possibilidade de perder esses dados é uma tragédia muito grande e não há como mensurar o que significa uma perda como essa”, comenta Flávia.

Segundo O CNPq, as informações não foram perdidas

Nesta quarta-feira (28), a ferramenta chegou ao quinto dia seguido fora do ar. O problema segue sem solução, mesmo tendo sido identificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ainda no sábado (24).

Em informe publicado nas redes sociais nesta terça, o CNPq alegou que o problema que provocou a indisponibilidade foi diagnosticado em parceria com empresas contratadas e que o erro está sendo reparado.

 O Conselho destacou também que conta com novos equipamentos de Tecnologia da Informação (TI) e que a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido. O CNPq garantiu ainda que, independentemente desse processo de mudanças, existem cópias de segurança dos conteúdos que estão apoiando o restabelecimento das atividades da plataforma. O CNPq assegurou ainda que o pagamento de bolsas não será afetado pelo contratempo.

Flávia Calé explica que, nos últimos dias, antes do apagão na plataforma, houve alguns relatos isolados de pessoas que receberam mensagens de alerta para troca de senhas. Os episódios levaram a Associação Nacional de Pós-graduandos desconfiar de uma tentativa de violação de dados.

“Isso é um tema que a gente precisa esclarecer e que vai merecer muito a nossa atenção. Eu acho que não é uma questão ainda que a gente consegue ter resposta imediata”, pondera a historiadora.

“É aquela discussão do que não dá para mensurar, do que a gente ainda não tem clareza do que está acontecendo. Mas é uma preocupação muito grande: a possibilidade de haver alguma violação de informações desses pesquisadores e desses dados do mapa estratégico da ciência que é o Lattes.” defende a presidente da ANPG.

*Sob supervisão de Adriana Freitas, da CNN

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