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Vacinas da Janssen doadas pelos Estados Unidos chegam ao Brasil

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As vacinas da Janssen contra a Covid-19 doadas pelos Estados Unidos chegaram ao Brasil na manhã desta sexta-feira (25). O primeiro lote, com pouco mais de 2 milhões de doses, pousou no Aeroporto de Viracopos, em Capinas, interior de São Paulo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, acompanhou a chegada dos imunizantes ao lado do embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman.

Na próxima semana, mais de 942 mil doses devem chegar ao Brasil. A vacina da Janssen é dose única. Com a doação, será possível imunizar cerca de 3 milhões de brasileiros. 

O ministro da Saúde agradeceu a colaboração dos Estados Unidos e afirmou que os dois países primam pela liberdade dos seus cidadãos. O custo estimado de doses é de R$ 145 milhões, segundo informações repassadas pelo embaixador dos EUA em discurso no evento de entrega dos imunizantes. A doação ao Brasil é a maior feita até agora a qualquer país que recebeu imunizantes dos EUA. 

Segundo o embaixador, Biden quer distribuir as vacinas para o mundo. “E estou com muito orgulho de representar o presidente Biden, que valem mais de R$ 145 milhões, é a doação maior que já fizemos para qualquer país do mundo. Nossa cooperação com o Brasil não começa nem termina hoje”, contou Todd Chapman.

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CNPq – Lattes fora do ar pode gerar uma tragédia para a ciência

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fez uma alerta sobre o apagão da plataforma Lattes, que está fora do ar desde a última sexta-feira (23). A presidente Flávia Calé defende que um cenário de apagão pode gerar prejuízos não apenas do ponto de vista documental, mas também na vida profissional dos pesquisadores do Brasil.

Vale lembrar que esse formato de currículo existe desde 1999 e é usado como pré-requisito para provas de concursos públicos, seleções de mestrado e doutorado e até mesmo buscas de empregos.

“A plataforma Lattes é, de certa forma, um mapa da produção cientifica nacional dos nossos pesquisadores e dos cientistas brasileiros. É um sistema de informação estratégico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A possibilidade de perder esses dados é uma tragédia muito grande e não há como mensurar o que significa uma perda como essa”, comenta Flávia.

Segundo O CNPq, as informações não foram perdidas

Nesta quarta-feira (28), a ferramenta chegou ao quinto dia seguido fora do ar. O problema segue sem solução, mesmo tendo sido identificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ainda no sábado (24).

Em informe publicado nas redes sociais nesta terça, o CNPq alegou que o problema que provocou a indisponibilidade foi diagnosticado em parceria com empresas contratadas e que o erro está sendo reparado.

 O Conselho destacou também que conta com novos equipamentos de Tecnologia da Informação (TI) e que a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido. O CNPq garantiu ainda que, independentemente desse processo de mudanças, existem cópias de segurança dos conteúdos que estão apoiando o restabelecimento das atividades da plataforma. O CNPq assegurou ainda que o pagamento de bolsas não será afetado pelo contratempo.

Flávia Calé explica que, nos últimos dias, antes do apagão na plataforma, houve alguns relatos isolados de pessoas que receberam mensagens de alerta para troca de senhas. Os episódios levaram a Associação Nacional de Pós-graduandos desconfiar de uma tentativa de violação de dados.

“Isso é um tema que a gente precisa esclarecer e que vai merecer muito a nossa atenção. Eu acho que não é uma questão ainda que a gente consegue ter resposta imediata”, pondera a historiadora.

“É aquela discussão do que não dá para mensurar, do que a gente ainda não tem clareza do que está acontecendo. Mas é uma preocupação muito grande: a possibilidade de haver alguma violação de informações desses pesquisadores e desses dados do mapa estratégico da ciência que é o Lattes.” defende a presidente da ANPG.

*Sob supervisão de Adriana Freitas, da CNN

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