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Pronunciamento na integra de Onyx Lorenzoni

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O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quarta-feira (23) que, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, o governo vai mandar a Polícia Federal (PF) investigar declarações do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) sobre supostas irregularidades na contratação de 20 milhões de doses da vacina Covaxin.

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Querem padronizar seu pensamento

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Vivemos em um tempo que não se estimula as individualidades das pessoas, sendo o coletivo o que fala muito mais alto em nossa sociedade. Em prol do grupal, formata-se pensamentos, modo de agir, de vestir, de comer, de relacionar e até de viver. Em essência não somos educados para pensar por nós mesmos e para decidirmos sobre determinados assuntos, deve-se sempre seguir a manada, o pensamento da maioria e o status quo, sem questionar. Aliás esse sistema odeia questionadores e se você perguntar muitos “porquês”, já passa a ser mal visto e carregar uma pecha de desordeiro e arruaceiro. Sei bem disso pois eu era essa pessoa na escola e faculdade, que em muitas vezes deixava de me expressar, por meu pensamento ser bem diferente da maioria. Ou quando questionava, era duramente repreendido por buscar argumentar o pré-estabelecido, que em boa parte das vezes era seguido de explicações toscas, que não me convenciam. Ações de repressão e inibição da forma de pensar, ao longo dos anos impedem que as pessoas desenvolvam algo primordial para uma boa formação de um cidadão, que é o senso crítico.

                Essa importante caraterística é a capacidade de analisar, refletir e buscar informações, antes de se tirar uma conclusão. É a tendência de não aceitar automaticamente o que é dito ou imposto. Tudo isso levando em consideração suas próprias perspectivas e a partir de suas vivencias e experiências. O ideal seria o indivíduo ter acesso ao mais variado acervo de pensamentos, fontes e vieses, para formar um embasamento e a partir disso formar sua opinião.  Um meio onde claramente o uso de senso é ignorado, são os veículos de comunicação, em que jornalismo opinativo e confundido com jornalismo objetivo. E que o modos operante é praticamente tratar o leitor/ouvinte/internauta como um completo incapaz intelectualmente e que precisa de informações mastigadas para formar seu ponto de vista. Pena que fundamentados na falta de educação de qualidade de boa parte do povo brasileiro, eles consigam manipular e direcionar a opinião pública. Mesmo que isso seja feito de maneira bem precária, sendo possível qualquer indivíduo com o mínimo de atenção consiga identificar erros e contradições até mesmo dentro de um lead de uma matéria.

                Em outros setores da sociedade, ter discernimento, também não é algo que seja bem visto, o que leva pessoas a serem marginalizas somente porque cometeram o crime de pensar diferente. É interessante citar a palavra marginalizada nesse contexto, porque grandes grupos que tem suas bandeiras fincadas na desmarginilização de seus defendidos, exclui seus semelhantes apenas por não concordarem em seus ideias e narrativas. Exemplo é que dificilmente veremos os movimentos negros, ajudando outros negros que não concordam com o sistema de cotas ou que não acreditam na questão de dívida histórica para com o povo negro. As mulheres que não demonizam os homens e nem os culpa por tudo, ou que são contra o aborto, dificilmente terão algum apoio de feministas. Grupos GLBT se eximindo de defender homoafetivos que não seguem politicas indenitárias, ideologias de gênero ou não fazem uso de linguagem neutra.

Estamos falando de grupos que possuem em sua essência defender os direitos de seus “irmãos”, mas que não reconhecem essa irmandade de alguns, tratando-os como indignos só por causa de pequenas divergência de opiniões. Pessoas alinhadas com a causa, são escanteadas por não estarem padronizadas e pensarem 100% igual a maioria do movimento. Parece até que vivemos em um regime social indiano, que nascido em uma determinada casta, está condenado a ser desta mesma, até a morte, sem a possibilidade de mobilidade. Em que um Dalit (limpadores de rua e de excrementos) não podem jamais e em hipótese alguma, se tornar Brahimin (sarcedorte e professor), um Shudra (trabalhador), Vaishyas (comerciente) ou um Kshatrivyas (guerreiro e governante). Somente por causa que nasceu em um berço considerado intocável e impuro. Essa falta de mobilidade no sistema de castas indiano, é muito parecido com as pressões que os brasileiros sofrem só por causa de suas realidades raciais, sexuais, sociais, religiosas e outras. Tudo isso por causa de estigmas pré-concebidos que possuem a função de padronizar e formatar as pessoas.

Umas amostras desses pré-conceitos não são tão clichês como se imagina, como:

  • Negro não pode acreditar em Meritocracia;
  • Mulher deve acreditar que todo homem é um estuprador em potencial;
  • Homem, hétero e branco não pode opinar em nada;
  • Pobre tem que ser de esquerda;
  • Rico tem que ser de direita;
  • Religioso tem que ser conservador;
  • Conservador é retrogrado;
  • Estudante tem que ser revolucionário e progressista;
  • Esquerdista tem que idolatrar ditaduras comunistas;
  • Direitistas tem que idolatrar a ditadura militar brasileira;
  • Índios não podem ter acesso a novas tecnologias e mudar o rumo de suas vidas:
  • Homoafetivos, negros, índios, mulheres, pobres não podem em momento nenhum ser de direita. 

Saiba que se você não se encaixa em um dessas características citadas, para muitos nem respeito você merece. Tal consciência negativa é logico fruto primeiro da péssima educação que recebemos, que não forma indivíduo pensante e sim coletivo replicante, que apenas replica e repete o que fora ensinado. Logico que tal estratégia é amplamente difundida por nossos políticos, que se certificam que nossa educação sempre estará em baixíssimos níveis de qualidade, para garantir que o povo possa ser sempre controlado e direcionado. É muito mais fácil convencer pessoas quando elas acreditam nessas várias convenções sociais nesse texto já descritas, do que quando possuem senso crítico desenvolvido.

Alguns casos de estandartes desse sistema são, Ciro Gomes que em 2018 chamou (em várias oportunidades) o vereador de São Paulo, Fernando Holiday, de “capitãozinho do mato”. Que é um termo histórico, do período Brasil colonial, referente ao serviçal negro de um senhor de engenho, que era encarregado da captura e tortura de escravos fugitivos negros. Esse rótulo foi utilizado por Ciro, apenas pelo fato de Holiday, que é negro (negro), ser contra cotas raciais, vitimização de negros e ante figuras pro movimentos raciais como Zumbi dos palmares e Mandela. Outra figura é o ex-deputado, Jean Wyllys que recentemente criticou o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite que assumiu ser gay. Para Wyllys não era o suficiente para o gaúcho apenas “sair do armário”, ele deveria se desculpar por ter demonstrado apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018. Caso o contrário ele não seria digno de respeito, demonstrando que para o ex-deputado, ser gay e apoiar o atual presidente, é intolerável.

Em pleno século 21 e em um país livre como o Brasil, é inadmissível que pessoas não sejam aceitas e respeitadas por suas opiniões e formas de pensar. Além disso temos que defender cada vez mais que os veículos de informação e comunicadores, tenham verdadeira liberdade para se expressar. Fomentando assim diferentes pontos de vista, para que sirva para embasamento de criação de novas opiniões de outras pessoas. Criando assim um ciclo vicioso em que se valoriza também a importância do indivíduo e sua emancipação. E que cada um tenha capacidades psicológicas e intelectuais de exercer sua plena capacidade de pensamento próprio. Só teremos isso quando garantirmos uma educação de qualidade para todos, com escolas sem partido e sem ideologização de professores. Apenas fatos e desenvolvimento de senso crítico, o resto o próprio indivíduo se bem educado terá habilidade de fazer.      

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