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Motociata de Bolsonaro em SP nem é mencionada pelo Guinness Book

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É falsa a informação que circula nas redes sociais de que a motociata liderada pelo presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo, neste sábado (12), foi a maior do mundo e entrou para o Guinness Book, livro de recordes, após reunir 1,3 milhão de veículos. A Informação é da Folha.

Não há qualquer menção ao evento no site e nos perfis oficiais da organização, e o governo paulista calcula que o ato contou com a presença de cerca de 12 mil motos.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a estimativa de público de uma manifestação é feita com a ajuda de recursos de mapa e georreferenciamento, a partir de imagens registradas pelo helicóptero da Polícia Militar.

A Folha de São Paulo informa que o cálculo leva em consideração tanto o trajeto da manifestação quanto as ruas adjacentes.

Não há qualquer menção ao evento no site e nos perfis oficiais da organização, e o governo paulista calcula que o ato contou com a presença de cerca de 12 mil motos.

No caso de motocicletas, eles calculam quantas motos podem ocupar o trecho da via e, a partir do congestionamento formado, chegam ao número de participantes.

Já para que um novo recorde mundial seja estabelecido, o Guinness World Records define que uma proposta deve ser feita em seu site, acompanhada de materiais como declarações de testemunhas e registros em vídeos e fotos. O prazo padrão para análise dos pedidos é de 12 semanas, e cerca de 60% das propostas são rejeitadas, segundo a empresa.

A Folha ainda informa que não há registros sobre “a maior motociata do mundo” no site da organização, mas sim recordes mais específicos envolvendo motociclistas, como “A Maior Parada de Motocicletas da Yamaha”, “A Maior Parada de Motocicletas Militares”, entre outros.

A informação sobre o suposto recorde começou a circular nas redes através de postagens de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, entre eles a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Na manhã de sábado (12), durante a concentração para o ato, ela publicou um vídeo em seu canal no Youtube em que afirma que o ato seria “a maior motociata da história” e que o Guinness Book “estaria de olho” no evento.

A reportagem da Folha infomou que a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) também compartilhou um post no Twitter afirmando que uma “pesquisa confiável”, realizada pelo Guinnes Book, havia determinado a participação de 1.324.523 motocicletas durante o evento.

Por Folha de São Paulo

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CNPq – Lattes fora do ar pode gerar uma tragédia para a ciência

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fez uma alerta sobre o apagão da plataforma Lattes, que está fora do ar desde a última sexta-feira (23). A presidente Flávia Calé defende que um cenário de apagão pode gerar prejuízos não apenas do ponto de vista documental, mas também na vida profissional dos pesquisadores do Brasil.

Vale lembrar que esse formato de currículo existe desde 1999 e é usado como pré-requisito para provas de concursos públicos, seleções de mestrado e doutorado e até mesmo buscas de empregos.

“A plataforma Lattes é, de certa forma, um mapa da produção cientifica nacional dos nossos pesquisadores e dos cientistas brasileiros. É um sistema de informação estratégico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A possibilidade de perder esses dados é uma tragédia muito grande e não há como mensurar o que significa uma perda como essa”, comenta Flávia.

Segundo O CNPq, as informações não foram perdidas

Nesta quarta-feira (28), a ferramenta chegou ao quinto dia seguido fora do ar. O problema segue sem solução, mesmo tendo sido identificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ainda no sábado (24).

Em informe publicado nas redes sociais nesta terça, o CNPq alegou que o problema que provocou a indisponibilidade foi diagnosticado em parceria com empresas contratadas e que o erro está sendo reparado.

 O Conselho destacou também que conta com novos equipamentos de Tecnologia da Informação (TI) e que a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido. O CNPq garantiu ainda que, independentemente desse processo de mudanças, existem cópias de segurança dos conteúdos que estão apoiando o restabelecimento das atividades da plataforma. O CNPq assegurou ainda que o pagamento de bolsas não será afetado pelo contratempo.

Flávia Calé explica que, nos últimos dias, antes do apagão na plataforma, houve alguns relatos isolados de pessoas que receberam mensagens de alerta para troca de senhas. Os episódios levaram a Associação Nacional de Pós-graduandos desconfiar de uma tentativa de violação de dados.

“Isso é um tema que a gente precisa esclarecer e que vai merecer muito a nossa atenção. Eu acho que não é uma questão ainda que a gente consegue ter resposta imediata”, pondera a historiadora.

“É aquela discussão do que não dá para mensurar, do que a gente ainda não tem clareza do que está acontecendo. Mas é uma preocupação muito grande: a possibilidade de haver alguma violação de informações desses pesquisadores e desses dados do mapa estratégico da ciência que é o Lattes.” defende a presidente da ANPG.

*Sob supervisão de Adriana Freitas, da CNN

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