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À CPI, auxiliar de Pazuello tenta justificar demora para compra de vacinas

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O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco apontou nesta quarta-feira (9), em depoimento de mais de oito horas à CPI da Covid, uma série de motivos para justificar a demora na aquisição e contratação de vacinas pelo país.

Os argumentos de Franco não foram bem recebidos pelos senadores da comissão parlamentar de inquérito, que falaram em “negligência”.

Coronel da reserva do Exército e braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello, Franco foi responsável — enquanto esteve na pasta, até março deste ano — pelas negociações com laboratórios fabricantes de vacinas contra a Covid.

Ele apontou alguns fatores complicadores, segundo afirmou, para o processo de contratação de vacinas:

  • Cláusulas “draconianas” da Pfizer;
  • “Ineditismo” da tecnologia da Pfizer, chamada de RNA mensageiro, o que aumentaria os “riscos”;
  • Riscos e “incertezas” sobre a fase 3 dos estudos da CoronaVac;
  • Falta de legislação que permitisse aquisição de medicamentos sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • Nota técnica da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, que indicava a aquisição apenas do percentual mínimo (10%) de vacinas do consórcio internacional Covax Facility.

Em depoimento à CPI, representantes da Pfizer e do Instituto Butantan relataram diversas ocasiões de ofertas de imunizantes ao governo, com perspectiva de entrega ainda em 2020, que ficaram sem resposta. Franco era um dos destinatários dos contatos.

“Eu quero apenas lamentar este momento que nós estamos vivendo, e não tenho dúvida nenhuma de que meu país sofre hoje pela negligência de tantas pessoas que foram para o governo sem nenhum compromisso com o país”, afirmou o senador Otto Alencar (PSD-BA), membro da CPI.

“Fica aqui a nossa conclusão de que este governo negligenciou medidas não farmacológicas, negligenciou a compra de vacinas, negligenciou a testagem e agiu de forma temerária e dolosa ao adotar como medida de controle sanitário o uso da cloroquina para prevenir e tratar precocemente”, afirmou o senador Rogério Carvalho (PT-SE), suplente na comissão.

Por G1

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Estudo busca descobrir se a resposta imune de vacinados ou infectados será eficaz contra novas variantes do coronavírus

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Os pesquisadores querem saber se é possível prever se uma pessoa continuará vulnerável à Covid-19.

A pesquisa é realizada em cinco países, entre eles o Brasil, onde conta com a participação de dois mil e 600 profissionais de saúde.

Ao todo são sete mil voluntários monitorados e o objetivo é verificar quais respostas imunes podem não ser tão eficazes.

Outro alvo do estudo é analisar se a vacina BCG, que é aplicada em recém-nascidos no mundo todo, ajuda a melhorar as defesas do organismo em quem recebe as vacinas da Pfizer, da Astrazeneca ou a CoronaVac.

A relação com a Covid é investigada porque a BCG, além de prevenir formas graves de tuberculose, protege contra infecções.

O estudo é liderado pelo Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, na Austrália e, no Brasil, tem a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.

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