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Biden aprova no Senado pacote para competir com a China

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Em um raro consenso entre democratas e republicanos, o Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta terça-feira (8) um projeto de lei que deve despejar mais de US$ 200 bilhões em investimentos em ciência, tecnologia e pesquisa. 

O Ato de Inovação e Competição é uma aposta do governo do presidente democrata Joe Biden de fortalecer a inovação nos Estados Unidos e fazer frente ao crescente desenvolvimento tecnológico da China.

O projeto recebeu 68 votos a favor e 32 contrários, com 19 republicanos tendo se juntado à base governista na aprovação e o senador Bernie Sanders tendo sido o único da grupo democrata que votou contra. O projeto deve agora ser apreciado pela Câmara dos Representantes, antes de seguir para a sanção de Biden.

Sanders questionava o destino de vários provisões previstas no projeto, caso dos US$ 10 bilhões que prevê em recursos para a Nasa e que, de acordo com ele, beneficiariam a empresa especial do bilionário Jeff Bezos, da Amazon.

Opositores unidos

Apesar de outras críticas e adiamentos feitos também por parlamentares republicanos nas últimas semanas, a aprovação do projeto marcou um esforço conjunto dos dois partidos opositores e, para muitos, confirmou que uma China cada vez mais próxima dos EUA em competitividade tecnológica está se tornando uma grande preocupação em comum. 

O projeto foi produto de várias comissões do Senado, tornando-se uma das poucas áreas de cooperação bipartidária bem-sucedida da Casa. A base do texto vem de uma proposta apresentada no ano passado em conjunto pelo senador democrata Chuck Schumer e o colega republicano Todd Young, de investimentos em tecnologia.

Subsídios e fabricação nacional

A versão final do pacote aprovada hoje prevê subsídios a fabricantes de setores estratégicos, recursos para centros de pesquisa e também exigências de que os insumos usados em projetos de infraestutura subsidiados pelo governo sejam produzidos dentro dos Estados Unidos.

O valor inclui ainda US$ 50 bilhões específicos para as áreas de chips e telecomunicações, de olho não só no avanço do 5G entre as fabricantes chinesas, mas, também, na falta global de chips causado pelo rompimento de cadeias provocado pela pandemia no último ano. 

*Com informações da CNN Internacional

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ONU: mais de 8,5 mil crianças foram usadas como soldados em 2020

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Mais de 8,5 mil crianças foram usadas como soldados no ano passado em vários conflitos pelo mundo, e quase 2,7 mil foram mortas, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nessa segunda-feira (21). 

O relatório anual do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Conselho de Segurança da ONU sobre crianças e conflitos armados abrange assassinatos, mutilações e abuso sexual de crianças, além da abdução ou recrutamento, negação de acesso a atendimento de saúde e ataques a escolas e hospitais.

O documento mostra que violações foram cometidas contra 19,37 mil crianças em 21 conflitos. A maioria das violações em 2020 foi cometida na Somália, República Democrática do Congo, no Afeganistão, na Síria e no Iêmen.

De acordo com o relatório, 8,52 mil crianças foram utilizadas como soldados no ano passado, enquanto 2,67 mil foram assassinadas e 5,74 mil ficaram feridas em diversos conflitos. 

O documento também inclui uma lista negra que tem a intenção de constranger as partes em conflitos, com a esperança de puni-las para implementar medidas de proteção a crianças. A lista tem sido objeto de polêmica, com diplomatas afirmando que a Arábia Saudita e Israel fizeram pressão nos últimos anos para ficar de fora dela. 

Israel nunca figurou na lista, enquanto a coalizão militar liderada pelos sauditas foi removida da lista em 2020, anos após ter sido apontada e constrangida por causar mortes e ferir crianças no Iêmen.

Em uma iniciativa para atenuar as controvérsias em torno do relatório, a lista publicada em 2017 por Guterres foi dividida em duas categorias. Uma delas lista as partes que colocaram em vigor medidas para proteger crianças e a outra inclui partes que não tomaram nenhuma atitude. 

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