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Parada do Orgulho LGBT 25ª edição com shows e conscientização

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Pelo segundo ano consecutivo, a Avenida Paulista não é palco da maior Parada LGBT do mundo, mas sim, os canais online que transmitiram neste domingo, 6, a partir das 14h, a segunda edição totalmente virtual da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Além de artistas e influenciadores digitais, convidados que debateram sobre o tema deste ano da Parada, que foi HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva +. Forão oito horas de transmissão ao vivo com shows e muita informação sobre diversos assuntos que costurarão o evento em torno da temática.  

Para falar sobre o tema HIV/Aids, os médicos infectologistas Vinícius Borges e Rico Vasconcelos, e a co-vereadora de São Paulo Carolina Iara, que vive com HIV, forão algumas das pessoas que participaram da ParadaSP Ao Vivo. Entre as organizações presentes que apoiam o evento, realizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), estão o Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Grupo de Incentivo à Vida (Giv), Grupo Pela Vidda SP, Fórum das ONG Aids do Estado de São Paulo (Foaesp), Rede de Jovens SP+, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids e o Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids).

Segundo a organização do evento, o tema HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva + é um alerta para a sociedade combater os estigmas e preconceitos que cercam o vírus, mas também é um convite para celebrar a vida, a alegria e a união das pessoas LGBTQIA+ e de toda a sociedade, principalmente neste momento em que o país ainda enfrenta: a pandemia do coronavírus.

De acordo com o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV/Aids de 2019, realizado pelo Unaids nas cidades de São Paulo, do Recife, de Salvador, de Porto Alegre e de Manaus, cerca de 47% das pessoas entrevistadas nessas cidades revelaram terem sido alvo de comentários ou fofocas sobre sua soropositividade. A difamação também está dentro da família, como relataram 42% dessas pessoas. Enquanto cerca de 19% afirmaram terem sofrido assédio verbal pelo mesmo motivo.

Por isso, a APOLGBT-SP abraçou o tema e trouxe essa discussão ao evento. A ideia é contribuir com a mensagem de que viver com o vírus não deve ser motivo para se esconder, se envergonhar ou discriminar. 

“É importante entender que o HIV/Aids não é exclusividade de algumas pessoas ou de determinados grupos. É um tema que deve ser abordado com inteligência, empatia e boa vontade por toda a sociedade porque é transversal e perpassa por diversos recortes sociais, étnico-raciais, religiosos e geográficos. Mas também é importante tratar do assunto com leveza para podermos amar mais, cuidarmos mais uns dos outros e vivermos mais e melhor, disse a presidente da APOLGBT-SP, Cláudia Regina Garcia. 

Shows

Gloria Groove

Com a pandemia da Covid-19 e a impossibilidade de ocupar as ruas de São Paulo, a parada foi transmitida exclusivamente para a internet. vários shows com transmissão ao vivo simultaneamente nos canais da APOLGBT-SP.

“Há 4 anos eu tive a ideia de fazer a transmissão da parada, porque entendi que as pessoas não tinham noção de que o que acontecia na Avenida Paulista era muito mais do que uma simples festa. Nada é aleatório, há todo um enredo, com cada trio elétrico representando uma causa. Meu objetivo é que cada transmissão reflita exatamente essa estrutura e que possamos levar para todo o mundo a mesma história na luta por reivindicação de direitos que é contada na Paulista há 25 anos”, explicou o diretor-geral da Dia Estúdio, Rafa Dias.

No ano passado, a hashtag oficial do evento, #ParadaSPaoVivo, esteve entre os assuntos mais comentados do mundo nas redes sociais. Em 2020, com as mais de 11 milhões de visualizações, o evento teve um aumento de 40% de espectadores únicos em relação à edição de 2019.

Serviço

25ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Mais informações sobre o tema no site da parada.

Shows e participações

  • Alberto Pereira Jr.
  • Bielo Pereira
  • Dindry Buck
  • Diva Depressão
  • Fefito
  • Gloria Groove
  • Jean Luca
  • Katu Mirim
  • Léo Viturinno
  • Lia Clark
  • Linn da Quebrada
  • Lorelay Fox
  • Louie Ponto
  • Lucas Raniel
  • Majur
  • Mandy Candy
  • Marcia Pantera
  • Maria Gadú
  • Mateus Carrilho
  • Nátaly Neri
  • Pabllo Vittar
  • Pepita
  • Salete Campari
  • Sandra de Sá
  • Silvetty Montilla
  • Spartakus Santiago
  • Tchaka Drag Queen
  • Valter Rege

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Governo do Estado lança cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?

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O Governo do Estado disponibiliza, no site da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?”. A cartilha apresenta informações e instruções para pessoas LGBTQIA+ que sofrem ou já sofreram algum tipo de violência LGBTfóbicas.

Segundo o coordenador LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo, a ideia da cartilha surgiu durante o Maio da Diversidade. “Percebemos que essa parcela da população desconhece os seus direitos e não tem acesso à justiça. A cartilha traz os avanços que conquistamos, a nossa rede de proteção e promoção dos direitos, que atende as pessoas que sofreram violência LGBTfóbica, além de orientações pós violência”, explica Kaio.

Na cartilha, os cidadãos e cidadãs têm acesso a informações sobre os tipos de violências e violações de direitos sofridas pela população LGBTQIA+, assim como contatos e formas de denúncias de cada órgão da rede de proteção, a exemplo do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), Conselho LGBT da Bahia, Ouvidoria Geral do Estado (OGE), Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Defensoria Pública (DPE).

“Vejo essa cartilha como uma arma importantíssima na luta em defesa da comunidade LGBTQIA+ e no combate à LGBTfobia, que está tão presente, infelizmente, em nosso país. Com essa cartilha, podemos criar uma rede de amparo onde as informações serão difundidas para que mais pessoas saibam como denunciar”, comemora o produtor cultural Roberto Júnior.

A LGBTfobia é um conceito que abrange diversas formas de violência contra pessoas que não são heterossexuais ou cisgêneras, seja verbal, física ou psicológica. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou o preconceito contra homossexuais e transexuais, equiparando crimes de LGBTfobia ao de racismo. Ou seja, atos de violências contra pessoas LGBTQIA+ devem ser enquadrados de acordo com a Lei no 7.716, de 5 de janeiro de 1989.

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