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A volta triunfal de Tim Maia

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O baú do cantor, compositor e músico Tim Maia é inesgotável.

Reportagem de Bernardo Araújo, de “O Globo”, relata que o filho de Tim Maia, Carmelo Maia, descobriu um disco em espanhol, em 1970 — há 51anos. As músicas do disco são de seus primeiros LPs. “As gravações ficaram no meio de suas coisas até recentemente, quando enfim as fitas foram encontradas pelo filho”, anota o jornal.

Graças ao empenho de Carmelo Maia, o curador do acervo artístico de Tim Maia, “chega às plataformas de streaming ‘Yo te amo’, disco com nove faixas de Tim soltando a voz em clássicos como ‘Azul color del mar’, ‘Cristina e ‘Eu tem amo’, cuja versão dá nome ao disco”, informa “O Globo”.

“O baú de Tim é sempre um mistério”, afirma Carmelo Maia. “Estou organizando tudo há 23 anos, desde que ele morreu, e de vez em quando encontro umas pérolas.”

As gravações em espanhol são de fases diferentes. “Teve uma fase na década de 1990, da qual eu me lembro bem, mas dessa de 1970 eu não tinha a menor ideia. Hoje em dia, é muito comum brasileiros gravarem em espanhol, mas há 50 anos ninguém fazia isso. Ele era um visionário. Imagino que tenha mostrado para as gravadoras e ninguém tenha se animado a lançar”, diz Carmelo Maia.

O engenheiro de som André Dias teve um trabalhão para recuperar as gravações. Ele trabalhou sete meses nas restaurações. “Já fiz coisas complexas na minha vida, mas nada desse nível. Eu sentia a força da voz e da interpretação de Tim Maia, era como se estivesse conversando com ele.” Ele relata que “‘Yo te amo’ vai ganhar lançamento em CD e LP, além de digital. ‘Em várias ocasiões eu chorei, com medo de ele me dar uma daquelas broncas típicas dele. Alguns trechos estavam simplesmente apagados, tivemos que dar um jeito de restaurar”.

No “baú” de Tim Maia “há gravações como um dueto com o guitarrista Celso Blues Boy, uma música da retomada do projeto hispânico dos anos 1990”. Carmelo Maia frisa que há a possibilidade de “um musical sobre Tim Maia na Broadway”.

Por Jornal Opção

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Empate trava caso sobre permissão para Dado e Bonfá usarem nome Legião Urbana

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A definição sobre a validade da sentença que permitiu a Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá usarem o nome de sua ex-banda, a Legião Urbana, sem autorização do filho do fundador e já falecido vocalista, Renato Russo, sofreu um impasse na 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça: um empate.

Nesta terça-feira (22/6), o julgamento foi retomado com voto-vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, que abriu a divergência em relação ao posicionamento da relatora, ministra Isabel Gallotti.

Após os votos de Luis Felipe Salomão e Raul Araújo, registrou-se empate por 2 a 2, que não pode ser definido porque o ministro Marco Buzzi não participou da primeira sessão de julgamento do caso, em 6 de abril.

Como houve sustentação oral de ambas as partes do processo, as manifestações dos advogados terão de ser renovadas para que o ministro Buzzi possa assisti-las e fazer o desempate. A 4ª Turma só tem mais uma sessão de julgamento antes do recesso judiciário de julho, na próxima terça-feira, extraordinária e com pauta já divulgada.

O recurso especial se insurge contra decisão em ação rescisória que ataca uma decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro. Essa sentença fixou que, apesar de Dado e Bonfá não serem os donos da marca Legião Urbana, eles têm o direito de usar o nome sem autorização do titular quando se apresentarem profissionalmente.

Para a relatora, a ministra Isabel Gallotti, essa sentença deve ser rescindida porque acabou por limitar o direito de propriedade titularizado e por afastar o atributo da exclusividade, inerente ao direito de propriedade da marca. Ela entendeu que houve ofensa direta à Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996). Votou com ela o ministro Luis Felipe Salomão.

Para a divergência do ministro Antonio Carlos Ferreira, a decisão não deve ser rescindida porque não tem qualquer repercussão sobre o registro da marca. Para ele, a sentença razoavelmente ponderou a discussão e não foi além de permitir uso limitado e excepcional da marca por aqueles que foram responsáveis por sua popularização e valorização, observando o princípio constitucional da função social da propriedade e em prol da disseminação da cultura. Votou com ele o ministro Raul Araújo.

Com Conjur

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