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Economia

Como Subsídios Estatais Atrapalham a Economia

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Subsídios são uma medida governamental que serve para “estimular” determinada empresa ou setor, concedendo uma quantia de dinheiro para esses empreendimentos para incentivar a geração de empregos. Mas quais são os verdadeiros efeitos do subsídio?

Acredito que pra entender sobre o efeito dos subsídios na economia, é preciso entender primeiro de maneira básica como a economia funciona. O capitalismo é basicamente a evolução do escambo, onde se trocava um ou mais itens por um ou mais de valor semelhante. O uso do ouro como moeda de troca surge como uma maneira de medir o valor desses itens e assim facilitar essas trocas, posteriormente evoluindo para cédulas.

A primeira lei da economia é a lei da escassez, que como o nome já diz, implica que os recursos que temos à nossa disposição são escassos, ou seja, finitos. Não há recursos suficientes para suprir todos os desejos do mundo. Por isso, o preço de um item é fortemente influenciado pela lei da oferta e da demanda, o que quer dizer que ele depende da coordenação da quantidade disponível de determinado produto com a quantidade demandada, exemplo: se na feira de Muribeca só tem duas maçãs à venda e há 124 pessoas demandando maçãs, a tendência é que o preço fique altíssimo (isso explica também porque o caviar é caro), no entanto, se há 12400 maçãs à venda e apenas 2 pessoas querendo comprar, o preço ficará baixíssimo, pois o recurso é abundante. E isso se aplica a tudo em economia.

Para que uma empresa tenha lucro, ela precisa ofertar um produto ou serviço demandado, e o lucro dela depende também da lei da oferta e da demanda. Pois se ela oferece um produto ou serviço que é altamente demandado mas baixamente ofertado, é natural que seu lucro seja alto. O mercado é regulado por isso. Antes de falarmos de subsídios, é preciso entender que todo tipo de imposto é necessariamente prejudicial à economia.

Indivíduos alocam recursos de acordo com suas necessidades e para que as empresas lucrem, elas precisam supri-las. Impostos fazem que as pessoas percam poder de compra já que elas terão menos dinheiro em mãos, e assim irão poupar, gastar e investir menos do que o fariam se não estivessem sendo taxadas e assim atrapalha o desenvolvimento da economia, prejudicando também a geração de empregos e o enriquecimento da população. Por isso, é ideal que se taxe o mínimo possível para que as pessoas aloquem seus recursos da maneira que achem melhor e assim maximizar a eficiência do mercado. Mas então, qual o efeito dos subsídios na economia? É altamente prejudicial e em seguida explicarei porquê.

Como falei acima, as empresas precisam satisfazer a demanda das pessoas para que obtenham lucro e por isso, este está diretamente atrelado a quão eficiente uma empresas é em satisfazer a demanda por determinado produto. Se uma empresa não satisfaz uma demanda, ela não lucra, e assim o mercado se auto-regulamenta. Sendo assim, se uma empresa está efetivamente atendendo à demanda da população, ela está lucrando, e se ela está lucrando, ela não precisa de subsídios. Se ela não está lucrando, ela está ofertando mais do que o demandado, ou ofertando algo que sequer é demandado

Ao captar dinheiro da população para dar a essas empresas, o estado está impedindo a livre alocação de recursos, impedindo que o mercado funcione naturalmente e tirando sua eficiência para fazer com que empresas faturem mais do que naturalmente deveriam.

E aí surge um grande problema. Sabemos que cada empresa tem um custo de produção. No entanto, quando o Estado subsidia uma, você faz com que esse custo caia e assim ela consiga ofertar os produtos com preços menores, que beneficiam a população a curto prazo, mas que não são reais, atrapalhando a livre concorrência e fazendo com que as outras empresas do setor que não recebem subsídio, não tenham condições de concorrer com as que recebem e quebrem, então a quantidade ofertada desse determinado produto é diminuída, fazendo com que o preço suba posteriormente e gera um aumento no desemprego, já que empregos deixarão de existir. O efeito prático de subsídios estatais é desregular a economia local, prejudicar a eficiência do mercado, desempregar mais que empregar a longo prazo, beneficiar empresas “amigas” do governo e diminuir o poder de compra da população.

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Economia

Por que o dólar ‘emperrou’ nos R$ 5 e o que o impede de cair mais?

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Especial CNN – Depois de cair 14% em três meses, taxa de câmbio está presa há duas semanas na cotação entre R$ 5 e R$ 5,10, e hesita em passar para a faixa dos R$ 4

Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo

Desde quando voltou a bater impressionantes R$ 5,88, no início de março, o dólar engatou numa ladeira que o derrubou em poucos meses até os R$ 5,03 de seu fechamento nesta quinta-feira (17). A queda desde o pico foi de 14%.

É o menor valor e também o mais próximo do piso dos R$ 5 desde a última vez em que a moeda norte-americana viu a cara dos R$ 4, em 10 de junho do ano passado, quando fechou valendo R$ 4,94 para depois subir e nunca mais voltar.  

Já faz, no entanto, duas semanas que a cotação do dólar cruzou para menos dos R$ 5,10 pela primeira vez em 2021, e aí parou. No pregão da quarta-feira, ela até chegou a ficar por um instante nos R$ 4,98, mas foi de novo trazida para cima dos R$ 5 depois que o banco central dos Estados Unidos abalou os mercados ao dizer que pode subir seus juros antes do previsto. 

Há duas semanas na cotação entre R$ 5 e R$ 5,10

É como se o dólar estivesse preso numa armadilha psicológica entre o R$ 5 e o R$ 5,10 que o impede de finalmente cruzar a linha e começar a testar novos territórios na casa dos R$ 4, abrindo o caminho para que possa voltar aos patamares em que era negociado antes da pandemia. No início de 2020, o dólar era cotado na faixa de R$ 4. 

É uma barreira bastante similar à que parece estar prendendo o Ibovespa, o principal índice acionário da bolsa brasileira, que, depois de bater uma série de recordes sucessivos e chegar aos 130 mil pontos pela primeira vez de sua história, pareceu desistir e fica agora flutuando em pequenas oscilações para baixo disso. 

O dólar é conhecido por ser o indicador mais traiçoeiro que existe: como varia a cada segundo e por qualquer coisa, os economista já sabem que fazer projeções para ele é garantia de erro. Ainda assim, acompanhar sua tendência é ter um importante termômetro de como está a economia doméstica em relação ao restante do mundo. 

130 mil pontos pela primeira vez de sua história, pareceu desistir e fica agora flutuando em pequenas oscilações para baixo disso. 

Economia mais fortes e juros mais atrativos

Significativa melhora tanto nas perspectivas para o PIB do Brasil quanto para o seu resultado fiscal, com uma dívida que não deve mais ficar tão pesada quanto se chegou a imaginar após os gastos vultosos da pandemia, são os principais fatores que ajudaram a virar a chave do dólar nos últimos meses e empurrá-lo ladeira abaixo até o chão dos R$ 5.

Os aumentos fortes já feitos pelo Banco Central na taxa básica de juros do país desde março também entram na conta, já que juros mais altos ajudam a atrair investidores para os títulos domésticos.

Com essa mudança de cenário, já há os primeiros que falam em um dólar que pode se firmar em breve em algum novo lugar abaixo dos R$ 4 – a corretora Genial Investimentos, por exemplo, diz em relatório recente que a moeda pode seguir caindo até os R$ 4,60 até o final deste ano, caso não haja nenhuma grande nova reviravolta no Brasil ou no mundo. 

“A menos que o Fed [Federal Reserve, banco central americano] decida começar a reduzir as compras de ativos financeiros no mercado antes do esperado, o que parece pouco provável, a valorização do real deverá persistir, podendo atingir um nível próximo a R$ 4,60 no final de 2021”, escreveram os analistas da corretora.

Para outros, porém, o mais provável é que o dólar continue estacionado nesta barreira dos R$ 5, podendo eventualmente passar temporadas de alguns dias abaixo disso, mas sempre voltando para a parte de cima depois. 

“Os problemas estruturais fiscais do país ainda estão aí; os auxílios emergenciais, que ajudaram a segurar o PIB, causaram um rombo muito grande nas contas”, diz Fernando Bergallo, diretor da operadora de câmbio FB Capital. “Esse dólar só rompe a barreira dos R$ 5 e vem para R$ 4,70 ou R$ 4,80 com as reformas andando.”

valorização do real deverá persistir, podendo atingir um nível próximo a R$ 4,60 no final de 2021

Na dependência dos EUA

“Estamos hoje melhor do que estávamos pouco tempo atrás para passar pelos riscos externos”, disse  a economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico. 

“Mas não consigo enxergar o dólar consistentemente abaixo dos R$ 5, ficando em R$ 4,70 ou R$ 4,50, por exemplo. Ele deve continuar flutuando ao redor desses R$ 5 ou R$ 5,10, porque, quando começar a discussão a respeito do ‘tapering’ [redução dos estímulos] nos Estados Unidos, será um cenário desfavorável para os países emergentes.”

O “tapering”, ou “estreitamento” em inglês, é o nome dos economistas para a retirada gradual dos estímulos extraordinários que o banco central norte-americano, o Fed, passou a injetar no ano passado, no auge da pandemia. São bilhões de dólares vertidos todos os meses sobre a economia em compra de títulos do mercado financeiro, o que garante que o dinheiro e o apetite dos investidores continuem girando.  

Como, porém, tanto a economia quando a inflação dos EUA já estão andando muito mais forte do que o imaginado, a expectativa é que esse megapacote de incentivos do Fed comece a ser enxugado em algum momento do segundo semestre. E um dos resultados inevitáveis disso é a redução desse apetite do dinheiro global por ativos de risco, fazendo com que países emergentes percam capitais enquanto o dólar volta a se fortalecer em relação a suas moedas. 

A projeção da Armor Capital é de um dólar a R$ 5,30 ao final de 2021. No Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central com projeções feitas por mais de 100 bancos e consultorias, a expectativa média está em R$ 5,18, o que significa ainda um aumento em relação aos patamares de hoje. Ainda assim, já é uma forte revisão em relação a semanas anteriores, quando esse número estava em R$ 5,30.

Especial CNN Brasil

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