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Empreendedores LGBTQIA+ são contemplados pelo Programa Estadual de Microcrédito

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Cerca de 40 empreendedores LGBTQIA+ atendidos pelo Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), vão ser contemplados pelo Programa de Microcrédito do Estado (CrediBahia) da Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (SETRE-BA).  

O CPDD-LGBT desenvolve o projeto ‘Turbine seu Corre’, em parceria com os Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), com a prestação de assistência técnica aos empreendedores, cursos de capacitação, orientação sobre vendas pelas redes sociais, divulgação dos serviços e articulação com órgãos para fomentar estratégias para o empreendedorismo, e auxiliar na criação do plano de negócios para acessar o empréstimo.  
“Essa parceria com a Setre e o Cesol tem uma importância ímpar para esses empreendedores. Nossa equipe técnica tem se empenhado para fazer articulação e acompanhamento, pois conhecemos as dificuldades que eles encontram para acessar algumas políticas. Temos realizado também todo um trabalho de apresentação dos produtos em vários espaços, nas redes sociais, feiras virtuais, prestando apoio a essas pessoas que foram afetadas pela pandemia e precisam de suporte para adaptar seus negócios”, destaca Renildo Barbosa, coordenador do CPDD. 

Para Thales Ataíde da Fasal, empreendedor no ramo de alimentos artesanais, o empréstimo chega em boa hora e o acompanhamento do CPDD foi fundamental para conhecer o CrediBahia. 

“Eu não conhecia o programa, e através do CPDD essa porta foi aberta, muitos esclarecimentos foram dados. Nós, pequenos empreendedores, achávamos que fosse difícil para acessar, que só grandes empresas conseguiriam, mas a partir de toda assessoria nós conseguimos. O investimento vai permitir que eu amplie meu poder de compra, esse dinheiro vai ser investido em matéria prima, e permitir que eu negocie também com os fornecedores e terceiros, e assim ampliar mais o leque de possibilidades do meu negócio”, destaca ele. 

A artesã e pedagoga Dandara Black, faz parte da equipe técnica do Turbine seu Corre e destaca que a iniciativa parte da grande procura por pontos de apoio pelos empreendedores, e que nesse processo, conseguiu identificar o potencial de crescimento dos negócios. 

“Notamos que muitos dos empreendimentos tinham potenciais muito grandes, porém não tinham como investir a partir do capital de giro, o que nesse momento pandêmico criou muitas dificuldades de investir no negócio. A partir do crédito, surgem possibilidades de criar estratégias para investimento, além disso, realizamos formação, criação plano de negócio, o que deu uma nova orientação para dinamizar as atividades. Esse apoio vai dar uma resposta mais efetiva e possibilitar dar uma alavancada, inclusive ampliar os negócios”, destaca ela.  

O coordenador de políticas LGBT da SJDHDS, enfatizou a importância da garantia do CrediBahia para os empreendedores LGBTQIA+. 

“Entendendo os impactos da pandemia nos pequenos negócios e a dificuldade que os empreendedores LGBTQIA+ estão enfrentados no acesso ao crédito, essa parceria vai permitir essa concessão, que vai ser essencial para os pequenos empresários, garantindo assim, a continuidade de seus negócios e fortalecendo a economia”, reforça Kaio Macedo. 

A ação integra o programa Estado Solidário, do Governo da Bahia, que prevê ações em diversas áreas para apoiar a população durante a pandemia. 

Fonte: Ascom/ SJDHDS

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Governo do Estado lança cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?

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O Governo do Estado disponibiliza, no site da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?”. A cartilha apresenta informações e instruções para pessoas LGBTQIA+ que sofrem ou já sofreram algum tipo de violência LGBTfóbicas.

Segundo o coordenador LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo, a ideia da cartilha surgiu durante o Maio da Diversidade. “Percebemos que essa parcela da população desconhece os seus direitos e não tem acesso à justiça. A cartilha traz os avanços que conquistamos, a nossa rede de proteção e promoção dos direitos, que atende as pessoas que sofreram violência LGBTfóbica, além de orientações pós violência”, explica Kaio.

Na cartilha, os cidadãos e cidadãs têm acesso a informações sobre os tipos de violências e violações de direitos sofridas pela população LGBTQIA+, assim como contatos e formas de denúncias de cada órgão da rede de proteção, a exemplo do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), Conselho LGBT da Bahia, Ouvidoria Geral do Estado (OGE), Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Defensoria Pública (DPE).

“Vejo essa cartilha como uma arma importantíssima na luta em defesa da comunidade LGBTQIA+ e no combate à LGBTfobia, que está tão presente, infelizmente, em nosso país. Com essa cartilha, podemos criar uma rede de amparo onde as informações serão difundidas para que mais pessoas saibam como denunciar”, comemora o produtor cultural Roberto Júnior.

A LGBTfobia é um conceito que abrange diversas formas de violência contra pessoas que não são heterossexuais ou cisgêneras, seja verbal, física ou psicológica. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou o preconceito contra homossexuais e transexuais, equiparando crimes de LGBTfobia ao de racismo. Ou seja, atos de violências contra pessoas LGBTQIA+ devem ser enquadrados de acordo com a Lei no 7.716, de 5 de janeiro de 1989.

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