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Universidade lança plataforma para estimular economia entre negros

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A Universidade Zumbi dos Palmares lançou o e-commerce ShopBlack, um espaço online para comercialização de produtos e serviços entre pequenos empreendedores negros. A ferramenta surge como alternativa no atual contexto de crise econômica, alta de desemprego e redução do auxílio emergencial.

De acordo com José Vicente, reitor da universidade e idealizador do projeto, o objetivo é o empoderamento e fortalecimento do empreendedorismo para os alunos da universidade, seus familiares e a comunidade negra em geral.

“Estamos pesquisando há um bom tempo essa perspectiva da circularidade econômica comunitária, ou seja, a possibilidade de o dinheiro girar entre a comunidade. E a gente então construiu uma hipótese que isso pode se desenvolver entre a comunidade negra, podendo comprar e vender entre os seus e, com isso, gerar recursos para fortalecer a própria comunidade e fortalecer empresas e empresários comunitários”, explicou Vicente.

O reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e fundador da ONG Afrobras, José Vicente, fala durante o lançamento da Virada da Consciência, que  ocorrerá entre os dias 18 e 20 de novembro, em São Paulo.
O reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e fundador da ONG Afrobras, José Vicente, em São Paulo. – Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

Ele contou que a ideia previa um espaço físico, mas a pandemia fez com que o projeto fosse lançado no ambiente virtual. Os impactos da pandemia na renda da população negra também deram impulso ao projeto.

“A gente já tinha trabalhado essa perspectiva [da economia comunitária] por conta das dificuldades da economia que já estavam colocadas. Nos últimos 5 anos, a economia teve uma dificuldade seríssima e ela atingiu principalmente essa classe menos favorecida, essa classe mais vulnerável, da qual o negro é a grande maioria”, disse.

A universidade começou a estruturar o projeto pensando em construir uma saída para a situação de escassez de emprego e de dificuldade dos negros de acessar cargos mais altos no mercado de trabalho. “Quando chegou a pandemia falamos ”agora, mais do que nunca, é indispensável que uma ferramenta dessa esteja disponibilizada”, tendo em conta que a situação da pandemia, de novo, atingiu e impactou mais diretamente os negros”.

A plataforma virtual de comércio tem o objetivo de estimular a comunidade negra para que ela fomente a geração de negócios, possa interagir e promover a compra e venda entre si. “Nós já temos um número aqui de quase 2 mil alunos, se eles forem os primeiros a praticar esse tipo de atitude, a gente tem bastante capacidade de expandir isso de uma forma bastante qualificada.”

plataforma pode ser acessada pela internet.

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Governo do Estado lança cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?

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O Governo do Estado disponibiliza, no site da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?”. A cartilha apresenta informações e instruções para pessoas LGBTQIA+ que sofrem ou já sofreram algum tipo de violência LGBTfóbicas.

Segundo o coordenador LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo, a ideia da cartilha surgiu durante o Maio da Diversidade. “Percebemos que essa parcela da população desconhece os seus direitos e não tem acesso à justiça. A cartilha traz os avanços que conquistamos, a nossa rede de proteção e promoção dos direitos, que atende as pessoas que sofreram violência LGBTfóbica, além de orientações pós violência”, explica Kaio.

Na cartilha, os cidadãos e cidadãs têm acesso a informações sobre os tipos de violências e violações de direitos sofridas pela população LGBTQIA+, assim como contatos e formas de denúncias de cada órgão da rede de proteção, a exemplo do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), Conselho LGBT da Bahia, Ouvidoria Geral do Estado (OGE), Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Defensoria Pública (DPE).

“Vejo essa cartilha como uma arma importantíssima na luta em defesa da comunidade LGBTQIA+ e no combate à LGBTfobia, que está tão presente, infelizmente, em nosso país. Com essa cartilha, podemos criar uma rede de amparo onde as informações serão difundidas para que mais pessoas saibam como denunciar”, comemora o produtor cultural Roberto Júnior.

A LGBTfobia é um conceito que abrange diversas formas de violência contra pessoas que não são heterossexuais ou cisgêneras, seja verbal, física ou psicológica. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou o preconceito contra homossexuais e transexuais, equiparando crimes de LGBTfobia ao de racismo. Ou seja, atos de violências contra pessoas LGBTQIA+ devem ser enquadrados de acordo com a Lei no 7.716, de 5 de janeiro de 1989.

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