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O Brasil e a bagunça do sistema bicameral

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Brasil, um país já idoso com 521 anos onde desde a época do Império possui seu sistema Bicameral, porém somente depois da Constituição Federal de 1988 que esse sistema passou a ser regulamentado e regularizado para que funcionasse do jeito em que conhecemos hoje. Na política e no Direito “Sistema Bicameral” significa dizer que o país possui duas câmaras; uma para os deputados federais e outra para os senadores. A câmara dos deputados federais possui 513 vagas de todos os estados do Brasil e são eleitos por um sistema de proporcionalidade e esses deputados tem um mandato de 4 anos, podendo ser prorrogado por mais 4, caso vença as eleições a que concorre. Já a Câmara dos Senadores ou Senado Federal é composta por 81 membros onde eles representam em tese as demandas e as necessidades dos Estados brasileiros.  

Um fato interessante e que vale lembrar é de que em 1763 a capital do Brasil era Rio de Janeiro e durante este tempo, deputados e senadores moravam e trabalhavam no estado carioca bem como exerciam suas profissões enquanto exerciam também a vida pública como politico. Então começou um projeto par se mudar a capital do Brasil novamente, um lugar onde pudessem trabalhar “tranquilos” mal sabendo a população que, na verdade, o intuito dessa mudança era de se afastar mais da população, do contato com os cidadãos e Brasília foi escolhida para a nova capital no ano de 1960. Essa obra foi idealizada por Juscelino Kubitschek e realizada pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer. Com a capital transferida, aqueles que estavam no Rio de Janeiro, passaram para Brasília e assim ficando mais tranquilos para legislar para seus interesses próprios e “esquecer a população”.

A função de cada uma dessas casas é a  de elaborar, votar, aprovar ou rejeitar leis que sejam de interesse público nacional. É também função destas casas de fiscalizar o poder executivo, ou seja, o presidente da república bem como os atos da administração pública que seriam as decisões que o presidente da república toma. Em caso de haver alguma suspeita de crime a Câmara dos Deputados inicia esse processo e o Senado Federal é quem irá julgar esse processo iniciado pela câmara dos deputados. Cada deputado ou senador pode também iniciar proposições de projetos de lei, propostas de emenda a constituição visando o bem público, visando melhorias para a população brasileira, então cada casa pode receber o nome de Casa Iniciadora ou Casa Revisora de Projetos onde uma inicia e a outra revisa. Lembrando que cada casa pode fazer esse papel.

Para se tornar um Senador ou Deputado Federal, aquele que pleiteia o cargo deve cumprir alguns requisitos como: brasileiro Nato, que é aquele nascido no Brasil e falante da língua portuguesa, ou aquele Brasileiro que adquiriu a nacionalidade brasileira na forma da lei. Esse candidato também deve estar exercendo seus direitos políticos sem nenhum impedimento, o domicílio eleitoral do candidato deve ser no mesmo estado onde ele reside, exemplo: se um candidato ele que se interessa em ser Senador ou Deputado Federal pela Bahia, ele deve ter seu título de eleitor na Bahia além de morar na Bahia. A única diferença entre as casas é a idade mínima para concorrer ao cargo de deputado ou senador. Para Senador deve se ter no mínimo 35 anos completos e para deputado federal deve se ter 21 anos completos.

Depois desta breve introdução e após conhecer um pouco mais sobre como funciona nosso sistema legislativo fica claro que, na prática, não é assim que funciona. Não há uma união entre essas casas na maioria das vezes, deputados e senadores brigam por interesses próprios. Quando partimos, por exemplo, para países como os Estados Unidos, Inglaterra, Suíça são países onde existe esse mesmo sistema e a população na maioria das vezes é ouvida. E Há interesses relevantes e reais sendo discutidos, enquanto no Brasil existe uma briga ideológica para gritar “Eu fiz essas leis para população, logo vote em mim/meu bloco”. O que configura uma infantilidade e uma falta de caráter muito grande, pois agem por ego, por ideologia e não para cumprir aquilo que a população os delegou a cumprir. Outro exemplo de que no Brasil esse sistema é totalmente bagunçado e fora do comum, é que, o deputado federal ou senador só pode ser preso em caso de flagrante de delito inafiançável caso contrário o deputado federal ou senador não pode ser preso em nenhuma outra hipótese, pois possuem direitos que são invioláveis civil e penalmente enquanto deputados ou senadores.

Estudande de Direito, amante de Política, Direito e Livros. Coordenador Local do Students For Liberty Brasil.

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Abará – Do tabuleiro da Baiana para o mundo

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É um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé.

O abará tem a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.

O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirada toda a casca, passa-se novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescentam-se cebola ralada, um pouco de sal, duas colheres de dendê.

Quando for comida de ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão, e, quando fizer parte da culinária baiana, colocam-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que podem ser moídos junto com o feijão, além de alguns inteiros.

Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira, semelhante ao processo usado para fazer o acaçá, e deve ser cozido no vapor em banho-maria. É servido na própria folha.

Abalá

Ingredientes

  • 1 kilo de feijão fradinho demolhado por 1 noite
  • 100 gramas de camarão seco moído
  • 100 gramas de cebola ralada
  • 100 gramas de amendoim e castanha de caju torrados e moídos (fundo misto)]
  • 250 mililitros de azeite de dendê
  • ½ colher de chá de gengibre ralado
  • folhas de bananeira
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Modo de preparo

Para fazer esta receita de abará passo a passo comece por lavar bem o feijão: coloque-o em uma vasilha grande com água, remexa e tire com uma peneira as cascas que se soltarem. Escorra o feijão e repita até a água sair limpa.

De seguida bata o feijão no moinho, para transformar em purê, e depois bata com uma colher de pau, para ficar leve e volumosa.

Dica: Também pode bater no liquidificador, adicionando um pouco de água. Acrescente o camarão moído, a cebola, o fundo misto e o gengibre. Misture, adicione azeite de dendê e envolva tudo para obter uma massa homogênea e amarela.

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O passo seguinte do abará é passar as folhas de banana no fogo, para que fiquem mais flexíveis. Depois enrole porções da massa anterior nas folhas, como se fosse uma pamonha, e
coloque a cozinhe no vapor ou em banho-maria, por 40 minutos.

Dica: Se cozinhar o abará no vapor, cubra com aparas da folha da bananeira, que ajuda a reter o vapor e a deixar o abará mais úmido.

Após o passo anterior, seu abará está pronto! Sirva quente ou frio, puro ou acompanhado de molho de pimenta , camarão seco, caruru, vatapá, caruru e salada de tomate verde simples.

Bom apetite!

Fonte http://m.nossas-raizes.com/a-comida-dos-orixas/

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