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Mineiros ilegais atiram fogo contra grupo indígena Ianomâmi

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Mineiros ilegais dentro de uma área protegida na Amazônia brasileira abriram fogo contra uma comunidade indígena usando armas automáticas, dizem os líderes locais.

O grupo Yanomami disse para a redação da BBC Brasil, que respondeu com arcos e flechas e espingardas. Um indígena e quatro mineiros ficaram feridos.

Cerca de 20.000 garimpeiros ilegais de ouro estão na área Yanomami, a maior reserva indígena protegida do Brasil.

Segundo estatísticas de entidades que combatem a violência na Amazônia, a situação aumentou com o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente de extrema direita, crítico do tamanho das reservas indígenas, prometeu abrir algumas delas para a agricultura e mineração. Seu governo enfraqueceu as proteções ambientais e os críticos dizem que sua retórica encorajou a atividade ilegal na região.

A violência na Amazônia – Situação aumentou com o presidente Jair Bolsonaro.

Junior Hekurari Yanomami, do grupo Yanomami-Ye’kuanna, disse que o tiroteio de meia hora aconteceu nesta segunda-feira na comunidade de Palimiú, no estado de Roraima, próximo à fronteira com a Venezuela. Cerca de 930 pessoas vivem na área.

Um vídeo que supostamente mostra o incidente foi capturado no momento em que um barco passou pela comunidade e tiros foram ouvidos. Cerca de uma dúzia de mulheres e crianças que estavam reunidas perto do rio Uraricoera foram vistas correndo para se proteger em meio a gritos desesperados.

O rio é usado por garimpeiros ilegais, conhecidos localmente como garimpeiros, para transportar petróleo e outras mercadorias até seus acampamentos. Segundo o senhor Hekurari Yanomami, a comunidade montou barricadas para tentar impedir que os mineiros entrem em seu território.

Ele disse que três dos mineiros foram mortos no confronto, mas a Polícia Federal do Brasil disse mais tarde que não poderia confirmar o número.

Busca por garimpeiros ilegais, dos quais milhares atuam na reserva Yanomami no Brasil – Reuters

Transcrições de mensagens de áudio compartilhadas em grupos usados ​​por garimpeiros ilegais e publicadas pelo grupo sem fins lucrativos Instituto Socioambiental (ISA) sugerem que a comunidade foi atacada após apreender petróleo que seria enviado a um acampamento de mineração.

As mensagens também dizem que os agressores eram supostamente afiliados a uma organização criminosa. Especialistas dizem que a área é controlada por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), com sede em São Paulo, o maior grupo criminoso brasileiro ligado ao tráfico de drogas e armas.

Em uma carta às autoridades federais, o Sr. Hekurari Yanomami pediu “ações urgentes para conter a espiral de violência na área e garantir a segurança da comunidade”. Ele disse que membros do grupo indígena estavam se abrigando na selva enquanto os mineiros ameaçavam retaliar.

Foi o terceiro incidente entre indígenas e garimpeiros ilegais na área em duas semanas. “Todo mundo está com medo”, disse ele em um vídeo.

Justiça intima governo federal a retirar garimpeiros da Terra Indígena Yanomami( ou Ianomâmi ) sob pena de multa diária, até agora nada foi feito

Um coordenador local da agência indígena, Funai, disse que a situação era “grave” e por haver o “risco iminente de novos conflitos” não poderia enviar uma equipe para investigar o incidente sem proteção de segurança.

Em março, o ISA informou que uma área equivalente a 500 campos de futebol foi destruída pela mineração no território Yanomami só no ano passado, com a maior parte das atividades localizadas ao redor do rio Uraricoera.

O trabalho dos garimpeiros se intensificou depois que o presidente Bolsonaro assumiu o cargo em 2019, disse o relatório. Os campos de mineração, antes localizados em áreas profundas na selva, estão se aproximando das aldeias indígenas, acrescentou, aumentando o risco de conflito.

Os rios usados ​​pelas comunidades indígenas estão sendo contaminados pelo mercúrio liberado da mineração, enquanto os mineiros também podem ter trazido doenças para a área, incluindo Covid-19 e malária.

O presidente Bolsonaro, que é apoiado por poderosos líderes do agronegócio e provavelmente disputará a reeleição no próximo ano, há muito questiona a necessidade de grandes reservas indígenas na floresta tropical.

Ativistas e grupos indígenas denunciaram a falta de ação de seu governo contra a extração ilegal de madeira e mineração em áreas protegidas e dizem que a fiscalização ambiental continua subfinanciada.

O presidente rejeita as críticas, dizendo que o Brasil continua a ser um exemplo de conservação. Mas no ano passado, o desmatamento na Amazônia brasileira atingiu o máximo em 12 anos.

Com BBC

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Estudo busca descobrir se a resposta imune de vacinados ou infectados será eficaz contra novas variantes do coronavírus

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Os pesquisadores querem saber se é possível prever se uma pessoa continuará vulnerável à Covid-19.

A pesquisa é realizada em cinco países, entre eles o Brasil, onde conta com a participação de dois mil e 600 profissionais de saúde.

Ao todo são sete mil voluntários monitorados e o objetivo é verificar quais respostas imunes podem não ser tão eficazes.

Outro alvo do estudo é analisar se a vacina BCG, que é aplicada em recém-nascidos no mundo todo, ajuda a melhorar as defesas do organismo em quem recebe as vacinas da Pfizer, da Astrazeneca ou a CoronaVac.

A relação com a Covid é investigada porque a BCG, além de prevenir formas graves de tuberculose, protege contra infecções.

O estudo é liderado pelo Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, na Austrália e, no Brasil, tem a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.

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