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John Kerry cobra do Brasil atitudes responsáveis contra desmatamento

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MATÉRIA ESPECIAL – O enviado especial para o clima do governo dos EUA, John Kerry, afirmou que o Brasil, como uma das maiores economias globais, deveria assumir a vanguarda do enfrentamento da crise climática. “O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo e líder regional, o país tem a responsabilidade de liderar”, disse o político americano, em entrevista publicada nesta quinta-feira (13/05) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Kerry afirmou que está disposto a cooperar com o governo brasileiro para alcançar metas mais ambiciosas na área ambiental, mas ressaltou querer ver progressos concretos neste setor por parte da gestão do presidente Jair Bolsonaro, além de uma “redução significativa” do desmatamento florestal ainda neste ano e “fortes sinais políticos de que o desmatamento ilegal e a invasão não serão tolerados”.

“O presidente Bolsonaro se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2050. Para atingir qualquer uma dessas metas, o Brasil precisará tomar medidas imediatas para reduzir significativamente o desmatamento em 2021”, disse Kerry.

A maquina do homem e a floresta – Brasil precisará tomar medidas imediatas para reduzir significativamente o desmatamento

Desmatamento cresce

Entretanto, medições do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que na Amazônia Legal foram desmatados 581 quilômetros quadrados em abril – 43% a mais do que em abril de 2020 e o maior valor em seis anos.

No mês passado, um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrou que o desmatamento da Floresta Amazônica em março foi o maior registrado para o mês em dez anos. E entre agosto de 2019 e julho de 2020, o desmatamento na Amazônia atingiu o maior patamar em mais de uma década, com 11.088 km² de devastação, segundo dados do Inpe.

Em referência às promessas do presidente brasileiro feitas em discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima – convocada pelo presidente americano, Joe Biden – Kerry sublinhou que “as palavras devem ser apoiadas pela ação concreta a curto prazo”.

Ele observou que os anúncios de Bolsonaro “foram um passo importante” e ressaltou que o governo do presidente Biden vai “acompanhar como o Brasil toma medidas para implementar esses compromissos e fazer o que puder para apoiar esse processo”.

EUA vão checar compromissos

No encontro, realizado no mês passado de forma virtual, Bolsonaro disse que duplicaria os recursos para fiscalização ambiental. Entretanto, apenas um dia depois o presidente cortou verbas que seriam destinadas a projetos de conservação do meio ambiente, controle de incêndios florestais e outros voltados para as mudanças climáticas.

Respondendo a uma pergunta sobre essa aparente contradição, Kerry frisou que Brasília “garante que está discutindo o orçamento internamente e que encontrará recursos para cumprir os compromissos”. O americano sublinhou também que Washington irá “procurar confirmação de que esse compromisso foi cumprido”.

Com menos dinheiro que o necessário para cobrir as mais de mil operações planejadas por ano, o setor de fiscalização ambiental está perto de se tornar inviável. O corte no orçamento total do Ministério do Meio Ambiente para 2021, que foi de 35,4%, atinge em cheio justamente a área que Bolsonaro prometeu fortalecer durante a Cúpula de Líderes sobre o Clima, em discurso recebido com desconfiança internacional.

Durante a campanha eleitoral à Casa Branca, Biden propôs que países fornecessem ao Brasil 20 bilhões de dólares para combater o desmatamento e disse que o país deveria sofrer repercussões se falhasse nesse objetivo. Na época, Bolsonaro classificou os comentários de Biden de “lamentáveis” e “desastrosos”.

DW

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Policial é morto e 80 alunos são sequestrados em ataque na Nigéria

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Homens armados mataram um policial e sequestraram pelo menos 80 alunos e cinco professores em uma escola do estado nigeriano de Kebbi, informaram a polícia, moradores e um professor.

É o terceiro sequestro em massa em três meses no noroeste da Nigéria, e as autoridades culpam bandidos armados que buscam resgates.

Usman Aliyu, que leciona na escola, disse que os atiradores levaram mais de 80 alunos, a maioria meninas.

“Eles mataram um [dos policiais], entraram pelo portão e foram direto às salas de aula”, afirmou ele à Reuters.

O porta-voz da polícia de Kebbi, Nafiu Abubakar, disse que os bandidos mataram um policial durante uma troca de tiros e que também balearam um aluno, que estava recebendo tratamento médico.

A polícia ainda não havia comunicado o número de alunos desaparecidos na noite de quinta-feira (17), e um porta-voz do governador de Kebbi afirmou que a força está realizando uma contagem dos desaparecidos.

Sequestros que elevam tristeza ao povo nigeriano não é novidade. Desta vez levaram mais de 80 alunos, a maioria meninas.

O ataque ocorreu em um colégio do governo federal da cidade remota de Birnin Yauri. Segundo Abubakar, forças de segurança estão vasculhando uma floresta próxima à procura dos alunos e professores raptados.

Atiku Aboki, um morador que foi à escola pouco depois de os disparos terminarem, informou que viu uma cena de pânico e confusão enquanto pessoas procuravam os filhos.

Bandidos em busca de resgate já sequestraram mais de 800 alunos nigerianos em escolas desde dezembro. Alguns foram libertados e outros continuam desaparecidos.

* Ardo Hazzad, Garba Muhammed, Camillus Eboh e Angela Ukomadu – Repórteres da Reuters

Com Agência Brasil

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