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Guerra do Afeganistão: explosão na mesquita de Cabul destrói a calma em dia de fé

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Um atentado a bomba em uma mesquita nos arredores da capital afegã, Cabul, matou pelo menos 12 pessoas que compareciam às orações de sexta-feira, informou a polícia.

A explosão no distrito de Shakardara ocorreu no segundo dia de um cessar-fogo de três dias do Taleban e do exército para marcar o festival Eid no final do Ramadã.

Ninguém disse que estava por trás do atentado, que também deixou pelo menos 15 feridos. O Taleban negou envolvimento.

Na quinta-feira, explosões nas províncias de Kandahar e Kunduz mataram nove pessoas.

A explosão de uma bomba na sexta-feira foi o mais importante dos incidentes violentos que prejudicaram o cessar-fogo. O imã que liderava as orações estava entre os mortos.

Isso aconteceu menos de uma semana depois que várias pessoas, principalmente estudantes, foram mortas em um atentado a bomba do lado de fora de uma escola em Cabul . Pelo menos 165 outras pessoas ficaram feridas.

O governo afegão culpou o Taleban pelo ataque, mas o grupo negou envolvimento.

Não houve relatos importantes até agora de lutas entre os dois lados desde que a trégua começou na quinta-feira para o festival Eid al-Fitr no final do mês de jejum do Ramadã.

Os ataques em Cabul e em outras partes do país também são perpetrados por militantes do Estado Islâmico (EI), que não são signatários do cessar-fogo de três dias.

O Taleban intensificou os ataques ao governo afegão nas últimas semanas, enquanto os EUA e a Otan se preparavam para retirar todas as suas tropas restantes até 11 de setembro.

por BBC Internacional

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Aquecimento global ameaça cidades costeiras, alertam peritos da ONU

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A subida do nível do mar, as inundações e a intensificação das ondas de calor ameaçam as cidades costeiras em todo o mundo, diz relatório provisório do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (IPCC, na sigla em inglês).

De Bombaim a Miami, Daca ou Veneza, essas cidades e os seus milhões de habitantes que vivem na foz dos estuários ou nas linhas sinuosas da costa estão “na linha da frente” da crise climática, que corre o risco de redesenhar os mapas dos continentes, afirma o documento.

“O nível do mar continua a subir, as inundações e as ondas de calor são cada vez mais frequentes e intensas e o aquecimento aumenta a acidez do oceano”, observam os cientistas no relatório de 4 mil páginas sobre os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com os peritos climáticos, é preciso “fazer escolhas difíceis”.

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Sob o efeito combinado da expansão dos oceanos e do degelo causado pelo aquecimento, a subida do nível do mar também ameaça contaminar os solos agrícolas com água salgada e engolir infraestruturas estratégicas, como portos ou aeroportos.

Um “perigo para as sociedades e para a economia mundial em geral”, alerta o IPCC, lembrando que cerca de 10% da população mundial e dos trabalhadores estão a menos de dez metros acima do nível do mar.

“Para algumas megalópoles, deltas, pequenas ilhas e comunidades árticas, as consequências podem ser sentidas muito rapidamente, durante a vida da maioria das populações atuais”.

De acordo com os peritos, o nível do oceano pode subir 60 centímetros até ao final do século.

“O destino de muitas cidades costeiras é sombrio sem uma queda drástica nas emissões de CO2”, dizem os pesquisadores, acrescentando que “qualquer que seja a taxa dessas emissões, o aumento do nível dos oceanos acelera e continuará a ocorrer durante milénios”.

“A maioria das cidades costeiras pode morrer. Muitas delas serão dizimadas por inundações de longo prazo. Em 2050, teremos uma imagem mais clara”, disse Ben Strauss, da organização Climate Central.

Mas, apesar dessas previsões sombrias, as cidades costeiras continuam a crescer, multiplicando as vítimas em potencial, especialmente na Ásia e na África.

Segundo o documento, um aquecimento global acima do limiar de 1,5 ºC (grau centígrado), fixado pelo acordo de Paris, teria “impactos irreversíveis para os sistemas humanos e ecológicos”. Os peritos afirmam que a sobrevivência da humanidade pode estar ameaçada.

Com as temperaturas médias subindo 1,1 °C desde meados do século 19, os efeitos no planeta já são graves e podem se tornar cada vez mais violentos, ainda que as emissões de dióxido de carbono (CO2) venham a ser reduzidas. 

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Falta de água, fome, incêndios e êxodo em massa são alguns dos perigos destacados pelos peritos da ONU.

O relatório de avaliação global dos impactos do aquecimento, criado para apoiar decisões políticas, é muito mais alarmante que o antecessor, divulgado em 2018.

O documento deverá ser publicado em fevereiro de 2022, após a aprovação pelos 195 Estados-membros da ONU e depois da conferência climática COP26, marcada para novembro em Glasgow, na Escócia.

Prevista originalmente para novembro de 2020, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), com líderes de 196 países, empresas e especialistas, foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Agência Brasil

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