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Uma Fake para chamar de minha

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Informação é poder! Até o advento da popularização da Internet poucos veículos e pessoas trabalhavam profissionalmente informando ao mundo. Então, tivemos a revolução tecnológica que nos trouxe as Redes Sociais e em seus meandros todos passamos a ser fontes amadoras e consumidores de informação. E quão vaidosos ficamos quando nos sentimos detentores de uma informação privilegiada que precisa ser propagada! Principalmente se coincide com nossa opinião. É o poder inestimável de dizer: “Você não está sabendo? Veja aí!”. Um momento mágico e quase imperceptível que nos estimula a repassar imediatamente o que consideramos inédito e imprescindível. E isso pode ser verdadeiro ou falso, pode ser útil para uma pessoa ou para toda a sociedade como pode ser inútil, pode ajudar muita gente ou causar grandes danos, pode até virar lenda ou um mito.

Em 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter descobriu a tumba de Tutancamon no Egito. Com a múmia do faraó menino estavam tesouros e uma inscrição egípcia prometendo que a morte afligiria todo aquele que viesse a perturbar seu sono eterno. Coincidência ou não, nos seis anos seguintes, trinta e cinco pessoas ligadas à descoberta teriam morrido em condições misteriosas. Pesquisadores estudaram as mortes e não comprovaram nada de estranho, também procuraram a maldição escrita na tumba e não encontraram, fazendo com que acreditassem que tudo não passasse de fake news inventada pelos tablóides ingleses vender jornais. E assim criou-se medo, fascinação, livros e filmes durante os últimos cem anos. De onde surgiu e como se espalhou ninguém mais sabe, muito menos qual a verdade.

Apesar do conceito de “fake news” vir de séculos passados, a expressão nem era conhecida. Até o século XIX, os falantes de língua inglesa chamavam de “false news” e por aqui eram apenas os boatos boca a boca. O fato é que as notícias falsas fazem parte da história, e hoje do nosso cotidiano. A grande mudança dos últimos tempos não foi só no nome, mas nos meios de comunicação em que se disseminam, na rapidez que atingem todo o mundo e em seu potencial de convencimento que influencia comportamentos e até destinos de nações.

As fake news ficaram conhecidas como tal a partir de 2016 na campanha presidencial dos Estados Unidos, quando conteúdos falsos sobre a candidata Democrata Hillary Clinton se espalharam e levaram o Republicano Donald Trump ao poder por quatro anos. Também teriam sido usadas no plebiscito sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e no referendo sobre a independência da Catalunha. O poder viral dessas informações falsas é tão devastador quanto o seu apelo emocional, despertando instintos de sobrevivência, reforçando pontos de vista, seja em pessoas com menos escolaridade ou mesmo nos que tem formação educacional completa.

Elas são criadas por indivíduos, empresas e bots, os chamados robôs que são na verdade programas de computador que simulam ações humanas de maneira repetida. Segundo a Universidade de Oxford, mais da metade do tráfego da internet é feito por bots. Existem equipes especializadas de profissionais de jornalismo, publicidade, marketing e tecnologia contratadas para produzir, veicular e distribuir os conteúdos falsos, geralmente com objetivos políticos. Mas também há quem crie absurdos por puro prazer. Os profissionais compram contatos de milhões de pessoas, chegam a criar perfis falsos nas redes sociais, adquirem domínios de páginas e adotam identidade visual de sites conhecidos para iniciar e impulsionar suas postagens. Eles fazem cards, textões, montagens de fotos e vídeos que trazem “verdades”, “recomendações de especialistas”, falas tiradas de contexto, além de teorias da conspiração sem nenhum fundamento. Os compartilhamentos promovem nomes, destroem vidas, incentivam ódios e desinformação.

Um levantamento de veículos de comunicação mostrou que as páginas de fake news recebem mais participação dos usuários de redes sociais do que as de conteúdo jornalístico real. Entre 2017 e 2018, no Brasil, os veículos de comunicação tradicionais tiveram uma queda de 17% de interação, já os meios de notícias falsas tiveram um aumento de 61%. O problema se tornou tão grave que realmente é preciso uma ação efetiva do poder público. Fake news trazem riscos à saúde pública, incentivam o preconceito e podem resultar até em mortes. Em 2014, moradores de Guarujá, litoral de São Paulo mataram uma mulher num linchamento depois que ela foi acusada falsamente no Facebook de sequestrar crianças para rituais de magia. As vacinas, até mesmo contra Covid, foram alvo de boatos que afirmavam serem um mecanismo de instalação de chips ou mudança de DNA. E ainda teve a baboseira do kit gay em escolas ou das mamografias que provocam câncer! Tudo mentira!

O Código Penal brasileiro pode ser usado como punição contra as notícias falsas através dos artigos contra calúnia, difamação ou injúria, mas O projeto de lei 2630/2020, popularmente conhecido como “Lei das Fake News” aprovado no Senado Federal em 30 de Junho de 2020, pretende tornar mais rígida a legislação e aguarda aprovação na Câmara dos deputados. Google, Facebook, Twitter e Whatsapp estão trabalhando em conjunto com as autoridades para reduzir a disseminação de notícias falsas. Mas existem dois “poréns”. Primeiro, a liberdade de expressão é a base da Democracia e o limiar entre controle e censura é tênue. Em segundo lugar, difícil é investigar e identificar as origens dessas informações manipuladas, já que tudo é secreto e intrincado, devido a seus motivos escusos.

Independentemente de punições oficiais, cada um de nós deve fazer sua parte superando aquele sentimento do qual falei no início desse texto, a vaidade de ter uma informação e o poder de disseminá-la com um clique. Basta evitar a precipitação de compartilhar sem duvidar. Desconfie e pesquise sempre! As fakes news costumam ser sensacionalistas e apelam para a sua emoção. O título geralmente chama a atenção, mas leia a matéria, veja a data de publicação. Se tiver informações extremistas, vagas, sem fontes ou com fontes desconhecidas, fique alerta. O mesmo vale para fotos e vídeos sem referências. Recebeu algo bombástico no grupo da família ou de amigos no Whatsapp? Um vídeo do YouTube? Veja a ideologia por traz de quem fez mesmo que concorde com ela. Dê um Google! Confira se existe alguma de publicação em sites confiáveis sobre aquele assunto. Afinal, “uma mentira repetida mil vezes, torna-se uma verdade”, frase atribuída a Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda Nazista, mas será que é mesmo dele?

Atualmente, também existem agências de jornalismo especializado em fact-checking como: Comprova, Agência Lupa, Boatos.org, Aos Fatos, Fato ou Fake, Agência Pública, E-Farsas, Fake Check…

Por fim, vale a máxima do trânsito: na dúvida não ultrapasse, ou seja, não compartilhe.

Link de sites para checar se a notícia é verdadeira ou falsa

Jornalista que sempre trabalhou em emissoras de TV, faz reflexões sobre História, Política, Meio Ambiente, Artes em geral. Tudo que der um estalo na mente!

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Pastora arruma segunda esposa para marido pastor após revelação

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Pastores Éden Asvolinsque e Fernanda Asvolinsque e nova esposa
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De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o seu esposo pastor.

A pastora Fernanda Asvolinsque, de 43 anos, que lidera com o seu esposo, o pastor Éden Asvolinsque, a Igreja Juventude de Cristo em Barra Mansa (RJ), desta vez foi longe demais.

O casal está sendo alvo de muitas críticas desde que a pastora arrumou uma jovem para ser a segunda esposa do seu marido.

A justificativa da religiosa é que, em novembro de 2020, ela recebeu uma revelação de Deus, de que está sendo preparada para ser ‘colhida’ da terra em 2021, ou seja, vai morrer esse ano.

De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o pastor, quando ela for para o plano espiritual.

Fernanda afirma que está muito doente, mas que não irá ao médico, porque a vontade de Deus é de que ela morra esse ano.

“Deus disse a mim desde novembro, que está me preparando, porque Ele vai me colher nesse ano. Eu tô com paz na minha alma, estou bem resolvida em relação a tudo isso… Agora era o momento de vocês blindarem o pastor, blindarem a minha casa, blindarem a minha família, blindarem a igreja… Eu ouvi, eu sei o que Deus falou pra mim”, disse a pastora.

As declarações da pastora geraram polêmica no meio evangélico, e muitos acreditam, inclusive, que tudo não passa de uma armação do casal que, supostamente, curte um relacionamento a três. Ou que até mesmo estão separados, mas não querem tornar público, para não perder os fiéis e seus dízimos.

Após muitas críticas e insinuações contra o casal de pastores, que agora é um trisal, a pastora Fernanda desabafou nos Stories do seu Instagram.

Veja o vídeo na integra.

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