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Economia

Abate de bovinos cai 10,3% no primeiro trimestre do ano

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Os dados da produção animal para o primeiro trimestre de 2021 mostram que o abate de bovinos recuou 10,3%, o de suínos aumentou 4,9% e o de frangos teve alta de 2,4%, na comparação com o mesmo período de 2020. É o que mostram os primeiros resultados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o abate de bovinos apresentou queda de 10,5% e o de suínos cresceu 0,2%, enquanto o de frangos ficou estável. No período analisado, foram abatidos 6,54 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, totalizando 1,72 milhão de toneladas de carcaças bovinas. Isso representa retração de 6,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e de 12,7% em relação ao trimestre anterior.

Quanto aos suínos, foram abatidos no primeiro trimestre deste ano 12,53 milhões de cabeças, acumulando peso de carcaças de 1,15 milhão de toneladas. O aumento foi de 7,2% na comparação anual e de 2,5% na trimestral.

O abate de frangos no período da pesquisa totalizou 1,55 bilhão de cabeças, com peso acumulado das carcaças de 3,63 milhões. O acréscimo na comparação anual foi de 4,3% e na trimestral, de 1,6%.

A aquisição de leite chegou a 6,52 bilhões de litros, o que representa alta de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e queda de 3,3% na comparação com o trimestre anterior. Por outro lado, a aquisição de peças de couro pelos curtumes caiu 6,6% na comparação anual e 8% na trimestral, somando 7,07 milhões de peças inteiras de couro cru.

Foram produzidos 972,94 milhões de dúzias de ovos de galinha nos três primeiros meses deste ano, o que representa quedas de 0,1% na comparação anual e de 1,8% em relação ao último trimestre de 2020.

por EBC

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Economia

Por que o dólar ‘emperrou’ nos R$ 5 e o que o impede de cair mais?

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Especial CNN – Depois de cair 14% em três meses, taxa de câmbio está presa há duas semanas na cotação entre R$ 5 e R$ 5,10, e hesita em passar para a faixa dos R$ 4

Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo

Desde quando voltou a bater impressionantes R$ 5,88, no início de março, o dólar engatou numa ladeira que o derrubou em poucos meses até os R$ 5,03 de seu fechamento nesta quinta-feira (17). A queda desde o pico foi de 14%.

É o menor valor e também o mais próximo do piso dos R$ 5 desde a última vez em que a moeda norte-americana viu a cara dos R$ 4, em 10 de junho do ano passado, quando fechou valendo R$ 4,94 para depois subir e nunca mais voltar.  

Já faz, no entanto, duas semanas que a cotação do dólar cruzou para menos dos R$ 5,10 pela primeira vez em 2021, e aí parou. No pregão da quarta-feira, ela até chegou a ficar por um instante nos R$ 4,98, mas foi de novo trazida para cima dos R$ 5 depois que o banco central dos Estados Unidos abalou os mercados ao dizer que pode subir seus juros antes do previsto. 

Há duas semanas na cotação entre R$ 5 e R$ 5,10

É como se o dólar estivesse preso numa armadilha psicológica entre o R$ 5 e o R$ 5,10 que o impede de finalmente cruzar a linha e começar a testar novos territórios na casa dos R$ 4, abrindo o caminho para que possa voltar aos patamares em que era negociado antes da pandemia. No início de 2020, o dólar era cotado na faixa de R$ 4. 

É uma barreira bastante similar à que parece estar prendendo o Ibovespa, o principal índice acionário da bolsa brasileira, que, depois de bater uma série de recordes sucessivos e chegar aos 130 mil pontos pela primeira vez de sua história, pareceu desistir e fica agora flutuando em pequenas oscilações para baixo disso. 

O dólar é conhecido por ser o indicador mais traiçoeiro que existe: como varia a cada segundo e por qualquer coisa, os economista já sabem que fazer projeções para ele é garantia de erro. Ainda assim, acompanhar sua tendência é ter um importante termômetro de como está a economia doméstica em relação ao restante do mundo. 

130 mil pontos pela primeira vez de sua história, pareceu desistir e fica agora flutuando em pequenas oscilações para baixo disso. 

Economia mais fortes e juros mais atrativos

Significativa melhora tanto nas perspectivas para o PIB do Brasil quanto para o seu resultado fiscal, com uma dívida que não deve mais ficar tão pesada quanto se chegou a imaginar após os gastos vultosos da pandemia, são os principais fatores que ajudaram a virar a chave do dólar nos últimos meses e empurrá-lo ladeira abaixo até o chão dos R$ 5.

Os aumentos fortes já feitos pelo Banco Central na taxa básica de juros do país desde março também entram na conta, já que juros mais altos ajudam a atrair investidores para os títulos domésticos.

Com essa mudança de cenário, já há os primeiros que falam em um dólar que pode se firmar em breve em algum novo lugar abaixo dos R$ 4 – a corretora Genial Investimentos, por exemplo, diz em relatório recente que a moeda pode seguir caindo até os R$ 4,60 até o final deste ano, caso não haja nenhuma grande nova reviravolta no Brasil ou no mundo. 

“A menos que o Fed [Federal Reserve, banco central americano] decida começar a reduzir as compras de ativos financeiros no mercado antes do esperado, o que parece pouco provável, a valorização do real deverá persistir, podendo atingir um nível próximo a R$ 4,60 no final de 2021”, escreveram os analistas da corretora.

Para outros, porém, o mais provável é que o dólar continue estacionado nesta barreira dos R$ 5, podendo eventualmente passar temporadas de alguns dias abaixo disso, mas sempre voltando para a parte de cima depois. 

“Os problemas estruturais fiscais do país ainda estão aí; os auxílios emergenciais, que ajudaram a segurar o PIB, causaram um rombo muito grande nas contas”, diz Fernando Bergallo, diretor da operadora de câmbio FB Capital. “Esse dólar só rompe a barreira dos R$ 5 e vem para R$ 4,70 ou R$ 4,80 com as reformas andando.”

valorização do real deverá persistir, podendo atingir um nível próximo a R$ 4,60 no final de 2021

Na dependência dos EUA

“Estamos hoje melhor do que estávamos pouco tempo atrás para passar pelos riscos externos”, disse  a economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico. 

“Mas não consigo enxergar o dólar consistentemente abaixo dos R$ 5, ficando em R$ 4,70 ou R$ 4,50, por exemplo. Ele deve continuar flutuando ao redor desses R$ 5 ou R$ 5,10, porque, quando começar a discussão a respeito do ‘tapering’ [redução dos estímulos] nos Estados Unidos, será um cenário desfavorável para os países emergentes.”

O “tapering”, ou “estreitamento” em inglês, é o nome dos economistas para a retirada gradual dos estímulos extraordinários que o banco central norte-americano, o Fed, passou a injetar no ano passado, no auge da pandemia. São bilhões de dólares vertidos todos os meses sobre a economia em compra de títulos do mercado financeiro, o que garante que o dinheiro e o apetite dos investidores continuem girando.  

Como, porém, tanto a economia quando a inflação dos EUA já estão andando muito mais forte do que o imaginado, a expectativa é que esse megapacote de incentivos do Fed comece a ser enxugado em algum momento do segundo semestre. E um dos resultados inevitáveis disso é a redução desse apetite do dinheiro global por ativos de risco, fazendo com que países emergentes percam capitais enquanto o dólar volta a se fortalecer em relação a suas moedas. 

A projeção da Armor Capital é de um dólar a R$ 5,30 ao final de 2021. No Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central com projeções feitas por mais de 100 bancos e consultorias, a expectativa média está em R$ 5,18, o que significa ainda um aumento em relação aos patamares de hoje. Ainda assim, já é uma forte revisão em relação a semanas anteriores, quando esse número estava em R$ 5,30.

Especial CNN Brasil

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