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Índia anuncia ajuda bilionária para o setor de saúde diante de segunda onda devastadora

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 Banco Central da Índia anunciou nesta quarta-feira (5) um pacote bilionário de ajuda para combater a devastadora segunda onda de covid-19 no país, que deve alcançar 6,7 bilhões de dólares em empréstimos para financiar fabricantes de vacinas, hospitais e empresas do setor de saúde.

Os empréstimos a juros baixos estarão disponíveis até 31 de março de 2022, anunciou o presidente do Banco da Reserva da Índia (RBI), Shaktikanta Das, que prometeu medidas “não convencionais” em caso de agravamento da crise.

Shaktikanta Das fez o anúncio depois que ministério da Saúde anunciou um balanço de 3.780 mortes por covid-19 na terça-feira, um recorde no país, e 382.000 novos casos da doença.

A devastadora onda da pandemia é atribuída, entre outras razões, aos grandes eventos religiosos e políticos dos últimos meses e à falta de ação do governo.

“O objetivo imediato é preservar a vida humana e restaurar os meios de subsistência por todos os meios possíveis”, afirmou Das.

No domingo, a Confederação da Indústria Indiana (CII) pediu ao governo que atue e “reduza a atividade econômica”.

“Temos que adotar medidas de resposta do nível mais elevado para romper a cadeia de contágio e também aproveitar este período para reforçar rapidamente as capacidades”, disse o presidente da CII, Uday Kotak.

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi ignorou inclusive um pedido do Supremo Tribunal para analisar medidas mais rígidas.

Para estimular a economia, a Índia iniciou uma campanha de vacinação em janeiro, mas até o momento apenas 160 milhões de doses foram administradas.

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Aquecimento global ameaça cidades costeiras, alertam peritos da ONU

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A subida do nível do mar, as inundações e a intensificação das ondas de calor ameaçam as cidades costeiras em todo o mundo, diz relatório provisório do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (IPCC, na sigla em inglês).

De Bombaim a Miami, Daca ou Veneza, essas cidades e os seus milhões de habitantes que vivem na foz dos estuários ou nas linhas sinuosas da costa estão “na linha da frente” da crise climática, que corre o risco de redesenhar os mapas dos continentes, afirma o documento.

“O nível do mar continua a subir, as inundações e as ondas de calor são cada vez mais frequentes e intensas e o aquecimento aumenta a acidez do oceano”, observam os cientistas no relatório de 4 mil páginas sobre os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com os peritos climáticos, é preciso “fazer escolhas difíceis”.

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Sob o efeito combinado da expansão dos oceanos e do degelo causado pelo aquecimento, a subida do nível do mar também ameaça contaminar os solos agrícolas com água salgada e engolir infraestruturas estratégicas, como portos ou aeroportos.

Um “perigo para as sociedades e para a economia mundial em geral”, alerta o IPCC, lembrando que cerca de 10% da população mundial e dos trabalhadores estão a menos de dez metros acima do nível do mar.

“Para algumas megalópoles, deltas, pequenas ilhas e comunidades árticas, as consequências podem ser sentidas muito rapidamente, durante a vida da maioria das populações atuais”.

De acordo com os peritos, o nível do oceano pode subir 60 centímetros até ao final do século.

“O destino de muitas cidades costeiras é sombrio sem uma queda drástica nas emissões de CO2”, dizem os pesquisadores, acrescentando que “qualquer que seja a taxa dessas emissões, o aumento do nível dos oceanos acelera e continuará a ocorrer durante milénios”.

“A maioria das cidades costeiras pode morrer. Muitas delas serão dizimadas por inundações de longo prazo. Em 2050, teremos uma imagem mais clara”, disse Ben Strauss, da organização Climate Central.

Mas, apesar dessas previsões sombrias, as cidades costeiras continuam a crescer, multiplicando as vítimas em potencial, especialmente na Ásia e na África.

Segundo o documento, um aquecimento global acima do limiar de 1,5 ºC (grau centígrado), fixado pelo acordo de Paris, teria “impactos irreversíveis para os sistemas humanos e ecológicos”. Os peritos afirmam que a sobrevivência da humanidade pode estar ameaçada.

Com as temperaturas médias subindo 1,1 °C desde meados do século 19, os efeitos no planeta já são graves e podem se tornar cada vez mais violentos, ainda que as emissões de dióxido de carbono (CO2) venham a ser reduzidas. 

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Falta de água, fome, incêndios e êxodo em massa são alguns dos perigos destacados pelos peritos da ONU.

O relatório de avaliação global dos impactos do aquecimento, criado para apoiar decisões políticas, é muito mais alarmante que o antecessor, divulgado em 2018.

O documento deverá ser publicado em fevereiro de 2022, após a aprovação pelos 195 Estados-membros da ONU e depois da conferência climática COP26, marcada para novembro em Glasgow, na Escócia.

Prevista originalmente para novembro de 2020, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), com líderes de 196 países, empresas e especialistas, foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Agência Brasil

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