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Sociedade

Indignado

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O Brasil “tá” lascado, segundo o bordão da moda, mas ainda não está indignado o suficiente!

400 mil mortos… Mais especificamente 408.829 pessoas perderam a vida para a Covid-19 até ontem, segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa que computa os dados das secretarias estaduais e municipais de saúde. E esse número cresce exponencialmente o tempo todo. Lembrando que são os dados oficiais e que não consideram uma possível subnotificação.

E eu fico pensando cá com meus botões. Qual a dimensão disso tudo? O número é tão estratosférico que chega a ser inimaginável.

O Terremoto no Haiti em 2010 matou 300 mil pessoas.

O Tsunami de 2004 na Indonésia matou 226 mil pessoas.

As duas bombas atômicas jogadas em Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial mataram 200 mil pessoas.

Todas essas tragédias, que comoveram o mundo, já estão bem distantes dos dias tristes que vivemos atualmente no Brasil. O pior é que uma boa parte dessas mortes poderia ter sido evitada… Bastava uma gestão, no mínimo, decente da Pandemia por parte do Governo Federal.

Apesar dos alertas de especialistas desde sempre, o país ainda caminha a passos largos para recordes cada vez maiores no ranking fúnebre do Coronavirus, impulsionado por variantes, necropolítica e pela displicência de grande parte da população que se aglomera e não usa máscaras. Parece que ignoram propositalmente a realidade! Tripudiam sobre cada cova aberta, sobre as lágrimas de famílias inteiras e até sobre a quebradeira da economia.

Enfim a bendita CPI da Covid começou. O ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta depôs hoje relembrando fatos, dificuldades e interferências que nos trouxeram até aqui. E olha que a previsão mais pessimista dele era de 180 mil mortos!

Entre a expectativa daquela época e o que está acontecendo agora, lá se vão muitas vidas… Avós, pais, mães e agora filhos, irmãos, amigos… Quem fica, sofre pela perda. Quem sobrevive, ainda vai enfrentar uma luta contra as sequelas deixadas pela doença.

Diante de tudo isso ainda vemos carreatas que queimam combustível bem caro, acenando com bandeiras verde e amarelo, quando deveriam ostentar bandeiras de luto. Vemos também quem já entendeu a situação, mas parece estar “indignaaaado” sob um véu de inércia.

O que falta para que nossa indignação e sofrimento se tornem atitudes concretas de mudança? Cadê os panelaços? Onde estão os pedidos de Impeachment? O que fazemos para acabar com este genocídio? Até quando vamos ficar nessa conivência? O que estamos esperando?!!!

Jornalista que sempre trabalhou em emissoras de TV, faz reflexões sobre História, Política, Meio Ambiente, Artes em geral. Tudo que der um estalo na mente!

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Abará – Do tabuleiro da Baiana para o mundo

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É um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé.

O abará tem a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.

O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirada toda a casca, passa-se novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescentam-se cebola ralada, um pouco de sal, duas colheres de dendê.

Quando for comida de ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão, e, quando fizer parte da culinária baiana, colocam-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que podem ser moídos junto com o feijão, além de alguns inteiros.

Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira, semelhante ao processo usado para fazer o acaçá, e deve ser cozido no vapor em banho-maria. É servido na própria folha.

Abalá

Ingredientes

  • 1 kilo de feijão fradinho demolhado por 1 noite
  • 100 gramas de camarão seco moído
  • 100 gramas de cebola ralada
  • 100 gramas de amendoim e castanha de caju torrados e moídos (fundo misto)]
  • 250 mililitros de azeite de dendê
  • ½ colher de chá de gengibre ralado
  • folhas de bananeira
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Modo de preparo

Para fazer esta receita de abará passo a passo comece por lavar bem o feijão: coloque-o em uma vasilha grande com água, remexa e tire com uma peneira as cascas que se soltarem. Escorra o feijão e repita até a água sair limpa.

De seguida bata o feijão no moinho, para transformar em purê, e depois bata com uma colher de pau, para ficar leve e volumosa.

Dica: Também pode bater no liquidificador, adicionando um pouco de água. Acrescente o camarão moído, a cebola, o fundo misto e o gengibre. Misture, adicione azeite de dendê e envolva tudo para obter uma massa homogênea e amarela.

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O passo seguinte do abará é passar as folhas de banana no fogo, para que fiquem mais flexíveis. Depois enrole porções da massa anterior nas folhas, como se fosse uma pamonha, e
coloque a cozinhe no vapor ou em banho-maria, por 40 minutos.

Dica: Se cozinhar o abará no vapor, cubra com aparas da folha da bananeira, que ajuda a reter o vapor e a deixar o abará mais úmido.

Após o passo anterior, seu abará está pronto! Sirva quente ou frio, puro ou acompanhado de molho de pimenta , camarão seco, caruru, vatapá, caruru e salada de tomate verde simples.

Bom apetite!

Fonte http://m.nossas-raizes.com/a-comida-dos-orixas/

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