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Peixe assado na folha de patioba e purê de inhame com queijo canastra

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Culinária Indígena e sua influência na gastronomia Brasileira

A gastronomia é uma das marcas culturais de cada povo ou região. Cada lugar possui pratos com características, sabores, gostos, temperos e misturas diferentes que contam uma história, como é o caso da culinária indígena.

Apesar de ser conhecida pela gastronomia simples e natural, por se alimentarem durante muitos anos exclusivamente da natureza, são eles os responsáveis por vários pratos que conhecemos e inserimos em nosso cardápio até os dias de hoje.

Moqueca: do tupi, pokeka, “assado de peixes”; Ou Do tupi “moquém”, grelha de madeira sobre o fogo onde os índios assavam o peixe, envolvido em folha de palmeira ou de bananeira coberto com cinza quente até o peixe ficar moqueado.

Com a chegada dos Negros trazidos escravizados da África a culinária indígena se fundiu com a Africana dando origem a nossa moqueca baiana que foi introduzido ingredientes como o dendê e leite de coco. Há uma grande quantidade de alimentos de origem indígena, assim como a forma de prepará-los e de consumi-los, que foram assimilados pela culinária brasileira.

Um ingrediente de grande destaque que comprova a presença indígena em nossa alimentação é o milho. Com o milho, os indígenas preparavam: a “acanjic”, canjica; a “abatiuy”, farinha de milho; a “pamuna”, pamonha; o mingau feito com milho pilado, conhecido como munguzá; e a popular pipoca. Da mesma forma como com a farinha de mandioca, com a farinha de milho prepara-se variedade semelhante.

A mandioca continua sendo um dos alimentos mais consumidos pela população brasileira. Três quartos do Brasil consomem diariamente farinha de mandioca, numa variedade impressionante de pratos: “piracuí”, a farinha de mandioca misturada à farinha de peixe bem seco e socados no pilão; pirão, farinha de mandioca misturada ao caldo de peixe; e o tradicional tutu. Tacacá, prato tradicional do Pará, tem dois de seus componentes representados pela mandioca: a goma de tapioca e o tucupi; e o pato no tucupi, que tem como componente o tucupi, subproduto da mandioca.

A culinária Indígena Pataxós tem grande relevância na Costa do Descobrimento este ano está em destaque no Festival Gastronômico da Costa do Descobrimento de tema Raízes de Porto Seguro, que acontecerá de 17 de junho a 30 de julho .

Com a proposta de unir o tradicional ao contemporâneo, o evento prevê a participação de personalidades indígenas como ponto de articulação e conhecimento, para observar a sensibilidade no uso dos ingredientes.

O festival idealizado pela Abrasel, Sebrae, Senac e Prefeitura Municipal de Porto Seguro propõe que os estabelecimentos participantes incluam em seus cardápios um prato criado especialmente para o evento. Este prato deverá conter, obrigatoriamente, um ingrediente da culinária indígena como: mandioca e seus derivados ou outros tubérculos, frutos do mar, rios e manguezais, temperos, óleos, folhas, frutas e sementes, dentre outros.

Vamos deixar aqui para vocês a receita de um prato muito famoso da culinária indígena Pataxós. Uma releitura do peixe assado na folha de patioba.

Essa releitura foi preparada no Enchefs Bahia onde fui como representante da Costa do Descobrimento, este prato ficou entre os 8 melhores colocados.

Peixe assado na folha de patioba e purê de inhame com queijo canastra

Ingredientes

400g de filé pescada amarela
6 folhas de patioba cortadas em quadrado de aproximadamente 20 cm cada
5g de urucum
5g de páprica defumada
Sal e pimenta a gosto
Raspas de 1 limão médio
1 cebola pequena
1 pimentão amarelo pequeno defumado (queimado na chama do fogão) e confitado
(submerso em azeite)
1 pimentão vermelho pequeno defumado e confitado

Preparo

Pegar três patiobas de tamanho médio. (Patioba é folha de uma palmeira encontrada na Mata Atlântica, o Pati.)

Elas são lavadas depois passadas no fogo para murchar. Em seguida pegar o peixe e colocar sal a gosto, as raspas de limão e pimenta moída o urucum e a páprica os pimentões em fino Juliane sobre a posta do peixe.

Logo depois pegar as três folhas e amarrar ao peixe com a ajuda de um cipó́ verde ou
barbante.

Quando estiver devidamente amarrado deve ser levado ao forno, pré-aquecido em 180º, para não queimar a folha e o peixe.

Fica pronto em cerca de 30 minutos.

Ingredientes para Purê

Ingredientes

200g de inhame
100g de queijo canastra
200ml de creme de leite fresco
Manteiga de garrafa

Preparo

Cozinhar o inhame com casca (para manter textura e conservar o sabor).

Após o cozimento amassar com um espremedor de batatas e reservar.

Em uma panela misture o creme de leite e o inhame e leve ao fogo baixo até a mistura ficar homogênea, adicione o queijo.

Mantenha o fogo baixo e misture até que se forme um creme liso.

Finalize com a manteiga de garrafa.

Sirva com farofa de castanhas brasileiras ou de caju.

Bom Apetite!

Iza Souza é Gastronoma formada pelo Senac Porto Seguro,especialista em culinária Bahiana,Cozinha Ancestral e pesquisadora da Culinária Indígena Pataxós.

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Reunião de alinhamento da rede de proteção a mulher

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Na manhã desta sexta (18/06), reuniram-se na sede do 8° BPM, representantes dos órgãos que compõem a “Rede de Proteção a Mulher”, no município de Porto Seguro.

O evento foi marcado pelas presenças das seguintes autoridades: Dra. Michelle Menezes Quadros Patrício, Juíza de Direito; Delegada Elisabeth Salvadeu, representante da DEAM; Sr. Lucas Magalhães, representante da Coordenação Regional do DPT; Sra. Moana Fernandes Novaes de Oliveira, Coordenadora do CRAM (Porto Seguro); Sra. Kâdara Pataxó, representante do CRAM (Santa Cruz Cabrália); Subten PM Anderson dos Santos, Coordenador Adjunto do CICOM; Dra. Tatiana Câmara de Assis, Defensora Pública; e, o Delegado Marcelo Mota, representante da 1° DT, além do Comandante e Subcomandante do 8° BPM, o Ten Cel PM Alexandre e o Maj PM Lima Neto, respectivamente.

O encontro serviu para traçar um balanço acerca das atividades desenvolvidas, analisando os resultados alcançados até o momento, bem como, projetar as futuras ações de melhorias e eventuais correções.

ASCOM/8° BPM

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