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Revelado o esquema de exploração sexual de Saul Klein ex-dono das Casas Bahia

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Saul Klein, filho mais novo de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, pode ser indiciado por nove crimes, incluindo tráfico de pessoas para abuso sexual.

O herdeiro de Samuel Klein está sendo investigado pelo Ministério Público . Há dois processos cíveis contra eles por mulheres que alegam terem sido estupradas e mantidas em cativeiro pelo empresário.

O processo foi instaurado pelo MP em novembro. O inquérito policial está ouvindo as vítimas e coletando depoimentos sobre o caso. 

As acusações são:

Tráfico de pessoas

Estupro

Estupro de vulnerável

Favorecimento da prostituição

Favorecimento de outra forma de exploração sexual de crianças ou adolescentes ou de vulnerável

Mediação à satisfação de lascívia

Favorecimento da prostituição e exploração sexual

Manutenção de casa de prostituição

Falsificação de documentos públicos

Segundo revelou a matéria do portal UOL através dos documentos obtidos apontam que Klein se comprometeu a pagar R$ 800 mil pelo silêncio de três vítimas – dois contratos foram confirmados pelo empresário, enquanto o terceiro ele alegou que teria sido falsificado e conseguiu vitória na primeira instância.

Klein se comprometeu a pagar R$ 800 mil pelo silêncio de três vítimas

Como funcionava o esquema

Em entrevista ao Uol, duas vítimas relataram como funcionavam o esquema – além das mulheres que já depuseram no caso.

  1. As vítimas relatam que eram procuradas por agências nas redes sociais. As agenciadoras contratadas por Klein procuravam sempre o mesmo perfil: meninas novas, magras e sem peito. Eram oferecidos trabalhos como modelos, para fazer presença em festas ou serem acompanhantes de um empresário. Os cachês iam de R$ 2 mil a R$ 4 mil.
  2. As mulheres eram levadas para uma “entrevista” com Saul Klein. Esses encontros aconteciam ou na casa dele em Alphaville ou em um sítio em Boituva ou em um flat em São Paulo. As vítimas relatam que eram obrigadas a ficarem nuas e eram apalpadas por Klein. Quando estavam lá, diziam que, caso não tivessem relações sexuais com o empresário, não receberiam o pagamento. Ele se recusava a usar preservativo.
  3. Se as mulheres fossem selecionadas para o trabalho, ficavam hospedadas na mansão de Saul Klein. As agenciadoras davam documentos falsos para elas – algumas eram menores de idade – e as orientavam a contar novas histórias e se passarem por “menininhas virgens”. Os celulares delas eram apreendidos e elas deveriam ficar disponíveis para Klein 24 horas por dia. Seguranças armados vigiavam as mulheres e controlavam o peso delas.
  4. Na mansão de Saul Klein, aconteciam festas. Nelas, as mulheres tinham de participar de interpretações e jogos, muitos deles envolvendo humilhações sexuais. As vítimas afirmam que eram obrigadas a beber e ingerir um medicamento hipnótico. Elas seriam obrigadas a fazer sexo com Klein na frente das outras e eram violadas por ele.

Nos depoimentos, as vítimas relatam rotinas de humilhação, estupro e até mesmo violência física. Uma das mulher afirma que viu Saul Klein dando um soco e outra mulher que vivia na mansão do empresário. 

Há, ainda, relatos de que Klein pedia para ser chamado de “pai” pelas vítimas. Algumas eram orientadas a fazerem vozes infantis ao se relacionarem com ele. 

O que dizem os envolvidos

As vítimas alegam que eram procuradas por agenciadoras da Avlis Eventos, cuja dona é Marta Gomes da Silva.

A defesa do empresário afirma que é vítima de um esquema da dona da agência. Eles afirmam que Klein agia como um “sugar daddy”, mas que não havia qualquer tipo de violência e que as relações sexuais eram consensuais.

A dona das Casas Bahia, a Via Varejo, afirma que Klein não tem mais qualquer ligação com a empresa. Atualmente, o empresário está envolvido no ramo do futebol e é dono da equipe Ferroviária. 

as informações de UOL

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Estudo busca descobrir se a resposta imune de vacinados ou infectados será eficaz contra novas variantes do coronavírus

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Os pesquisadores querem saber se é possível prever se uma pessoa continuará vulnerável à Covid-19.

A pesquisa é realizada em cinco países, entre eles o Brasil, onde conta com a participação de dois mil e 600 profissionais de saúde.

Ao todo são sete mil voluntários monitorados e o objetivo é verificar quais respostas imunes podem não ser tão eficazes.

Outro alvo do estudo é analisar se a vacina BCG, que é aplicada em recém-nascidos no mundo todo, ajuda a melhorar as defesas do organismo em quem recebe as vacinas da Pfizer, da Astrazeneca ou a CoronaVac.

A relação com a Covid é investigada porque a BCG, além de prevenir formas graves de tuberculose, protege contra infecções.

O estudo é liderado pelo Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, na Austrália e, no Brasil, tem a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.

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