Conecte-se conosco

Sociedade

Fausto Silva na Band

Publicado

em

Voiced by Amazon Polly

Fausto Silva vai apresentar seu programa na Band, a partir do ano que vem.

Desde o final de janeiro passado, no instante em que anunciou o seu desejo de não renovar com a TV Globo, começaram as especulações em torno de qual seria o próximo destino de Fausto Silva.

Na ocasião, em conversa com a coluna, ele chegou a afirmar que não tinha nada acertado com ninguém: “afinal, serão quase 33 anos de casa, com muitas conquistas, prêmios e o reconhecimento de um trabalho muito bem feito. Vamos esperar o momento. E este “momento certo” foi construído no decorrer dos últimos meses.

As conversas com os irmãos Saad, Johnny e Ricardo, velhos amigos, tornaram-se ainda mais frequentes nos últimos dias, até se acertar, aos poucos, o seu retorno à antiga casa.

Aliás, tudo o que aconteceu no passado, está se repetindo agora e com a mesma elegância: “seis meses antes de assinar com a Globo, avisei a Band, aos dois diretamente, Johnny e Ricardo, da minha saída. Agora a mesma coisa. Cumpro meu contrato até dezembro e vou estrear meu novo programa em janeiro ou fevereiro”.

Alguns detalhes ainda serão conversados a partir de agora.

Não se sabe como será, se um programa semanal, aos domingos, como sempre foi, mas a partir das 20 horas. Até um “Perdidos na Noite”, versão 2022  se for o caso. Ou um diário, talk-show, de segunda a sexta, na faixa das 23h30.

“sobre isso ainda estamos conversando. Vamos ver o que vai ser melhor, nos diversos aspectos”.

No mais, já foi tudo conversado e ajustado. O contrato será assinado na próxima semana, com duração de cinco anos, valendo a partir de 1º de janeiro 2022.

Um dos principais e mais versáteis comunicadores do País, campeão de audiência e prestígio nas tardes de domingo, Fausto Silva trabalha na Globo desde 1989 e, após 33 anos de casa, começa a se preparar para este novo desafio.

A Band, nesses últimos tempos, tem feito investimentos na sua programação. Adquiriu direitos de futebol internacional, a Stock Car, surpreendeu o mercado com a Fórmula 1, e neste momento atrai um peso pesado da TV, na figura do Faustão.   

Band esta se transformando e acompanhando novas tendências Num ano em que a pandemia trouxe tantas notícias ruins para o mercado, os diversos feitos e a contratação de um profissional com tamanha história devem ser comemorados.

Como se sabe, o apresentador recusou uma proposta da Globo para trocar de horário ou migrar dos domingos para as noites de quinta-feira.

Decidiu não renovar, preferindo cumprir seu contrato até o final deste ano. O último programa, no dia 26 de dezembro, será a entrega do Troféu Mário Lago para Alcione, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, grandes expressões da MPB, com a presença também de Ivete Sangalo, que recebeu o prêmio no ano passado.

Antes, o programa ainda terá a “Superdança dos Famosos”, com os vencedores e melhores colocados de todas as edições, que serão anunciados já a partir deste finbal de semana, e o “Show dos Famosos”, com as participações de Cleo, Alexandre Pires e do padre Fábio de Mello.

A Globo soube respeitar a decisão de Fausto Silva, de acordo com comunicado distribuído em janeiro:

“Nestes mais de 30 anos de parceria, a TV Globo e o apresentador Fausto Silva sempre conversaram sobre novas oportunidades e inovações. Foi assim também nas últimas semanas, quando teve início o último ano do atual contrato. Mas, diante da decisão do apresentador de encerrar sua jornada à frente de programas semanais, só cabe à TV Globo respeitar e aplaudir a história que ele construiu.
Fausto Silva é um dos maiores comunicadores da televisão brasileira e a Globo tem enorme orgulho dos 32 anos de parceria com ele no Domingão do Faustão. Para honrar esta história de sucesso, a Globo está determinada a fazer em 2021 a melhor temporada de todos os tempos do programa, com edições sensacionais do Dança dos Famosos e do Show dos Famosos…”.

Crédito: Band/Divulgação. Imagem do apresentador Fausto Silva durante o programa Perdidos na Noite.

Fausto, no mesmo período, também se pronunciou:
“Gostaria de deixar aqui registrada a minha gratidão à Globo, onde aprendi muito e com a qual tive a honra de viver nos últimos 32 anos uma parceria de respeito e sucesso. Repito aqui o que sempre disse no ar: a Globo é uma empresa quase perfeita!”.

História na Globo

Fausto e o Domingão estrearam na Globo em 1989, mas o comunicador já causava com o senso de humor e irreverência que eram marcas registradas de programas como “Perdidos na Noite” (1984-1988), que passou por Gazeta e Record até chegar na Bandeirantes. Lá, ele conquistou uma segunda atração, o “Safenados e Safadinhos”(1988). Seus bordões como “ô loco meu” e “quem sabe faz ao vivo” estão na boca do povo.
Fausto se tornou uma referência nas tardes de domingo ao barrar o crescimento de audiência do “Programa Silvio Santos” e se firmar como líder no horário.

Como tantos outros nomes da TV, ele iniciou sua carreira no rádio.
Primeiro como repórter da rádio Centenário de Araras, no interior de São Paulo. Logo depois, mudou-se para Campinas e trabalhou durante cinco anos na Rádio Cultura.
Em 1970, foi contratado pela Rádio Record, na capital paulista, para apresentar o jornal da noite, do qual era também redator, e se iniciou no mundo do esporte, passando a trabalhar como repórter de campo na Jovem Pan.
Além do rádio, também se dedicou ao jornalismo, tendo sido contratado pelo jornal O Estado de São  Paulo, como repórter esportivo.
Nessa função foi levado para a Rádio Globo em 1977, convidado por Osmar Santos.
Por meio do então diretor da Rádio Globo, Francisco Paes de Barros, e do chefe da equipe de esportes Edison Scatamachia, um horário foi conseguido na Rádio Excelsior para Osmar Santos, e Fausto participava do programa como repórter ou assumindo a apresentação.
Em 1983, com o maior envolvimento de Osmar Santos em projetos em televisão e a ida de Juarez Soares para a Band, Fausto se torna apresentador do “Balancê”.

abertura do perdidos na noite- fausto volta onde tudo iniciou – creditso mofo tv

Já em janeiro de 1984, Goulart de Andrade visitou o “Balancê” e propôs a Fausto e toda a equipe a passagem do programa para a TV. Em março desse ano, foi ao ar pela TV Gazeta o “Perdidos na Noite”. Em setembro, o programa passou para a Record, e, em pouco tempo, se desvinculou de Goulart de Andrade para assumir uma direção própria.

Em 1986, o “Perdidos na Noite” passou a ser transmitido pela Band para todo o Brasil, sendo que antes era só transmitido para São Paulo. Na mesma casa, Fausto chegou a apresentar o programa Safenados e Safadinhos.

Com R7

Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Economia

O Que Realmente É Liberalismo e Neoliberalismo

Publicado

em

Vivemos em uma era de deturpação de termos. Não só a palavra fascista, como também a palavra liberal têm sido utilizadas de maneira arbitrária e fundamentalmente incorreta. Nos Estados Unidos, a palavra “Liberal” tornou-se sinônimo de progressista, enquanto no Brasil, geralmente é tratada como uma filosofia da defesa dos grandes empresários e darwinista social. Enquanto isso, neoliberalismo tornou-se um termo vazio, espantalho do verdadeiro Neoliberalismo e o bicho papão de socialistas, comunistas e progressistas.

Antes de tudo, desejo deixar claro que não pretendo aqui fazer uma descrição filosófica profunda acerca dessa filosofia, pois isso demandaria mais que um pequeno texto. Por isso, farei indicações de livros ao longo da coluna para os que querem entender melhor essas filosofias.

A começar pelo liberalismo, palavra essa que tem sido atacada, demonizada e “espantalhada”, o liberalismo consiste em uma filosofia política surgida no século XVII, teorizada inicialmente por John Locke, também considerado o pai do empirismo. John Locke foi um iluminista e contratualista, acreditando no contrato social, e que a legitimidade dos governantes deriva do consentimento dos governados. Uma curiosidade que poucos sabem de John Locke, é que ele foi médico, e foi ao operar e tornar-se parte da comitiva de Lord Ashley que ele entrou em contato com a filosofia política, tornando-se um opositor ferrenho de Charles II e James II. John Locke foi também um teórico do Jusnaturalismo, tendo abordado os direitos naturais principalmente em suas obras Segundo Tratado do Governo Civil e Ensaios Sobre As Leis Da Natureza.

Em suas obras, John Locke defende que as leis devem derivar da razão e da lógica, e não da Igreja e que devemos pautar os limites do governo com base nos direitos naturais, estes derivando das mais fundamentais características humanas, não podendo ser infringidos. Para Locke, o ser humano tende à autopreservação, e por isso, não deve ser impedido de viver como quiser, desde que não fira os direitos naturais de outros indivíduos. Uma ideia essencial para a compreensão do Liberalismo (e também do Libertarianismo) é a ideia de apropriação original (homesteading) desenvolvida por Locke. Para Locke, o trabalho de um homem é indissociável dele, por isso, quando um indivíduo mistura seu trabalho a um objeto ainda não apropriado, este torna-se propriedade sua, devendo ser utilizado conforme o dono bem entender, desde que não fira a propriedade privada de ninguém. John Locke foi também um dos primeiros filósofos a tratar da autopropriedade e da propriedade privada como resultado desta. Por isso, governos para Locke só poderiam ser formados através do livre acordo entre indivíduos. Conceito esse altamente influente para o futuro do Liberalismo e também para o Libertarianismo.

O reconhecimento dos direitos individuais naturais inerentes a todos os homens foi levado adiante por vários outros pensadores liberais, mas um outro pensador levou a reflexão acerca desses direitos a outro campo, mostrando que o reconhecimento destes direitos não era apenas justo, mas também que traria prosperidade para as nações que os reconhecessem. Adam Smith na sua obra A Riqueza Das Nações criou o famoso conceito da Mão Invisível do Mercado. Para compreendermos esta metáfora, devemos antes nos debruçar sobre o funcionamento do mercado segundo Adam Smith. Para este autor, o mercado consiste em pessoas que possuem habilidades e bens diferentes e trocam entre si, a fim de maximizar suas satisfações. No mercado há a oferta e a demanda, que tendem ao equilíbrio. Quando a oferta de um item é demasiada, e a demanda é baixa, este item terá um preço baixo, influenciando comerciantes a mudarem de rumo, e no caso contrário, onde a demanda é alta e o produto é escasso, há incentivo para a entrada de mais ofertantes deste produto, diminuindo os preços. Um ponto importante em Adam Smith é que as trocas em um sistema de mercado são mutualmente benéficas, por serem voluntárias. Isso acontece porque, para que um indivíduo troque um bem ou dinheiro por outro bem, ele deve preferir ter aquele bem em questão que o dinheiro ou bem que está em sua possessão. Por isso, Adam Smith defende a não-regulamentação, a abertura comercial e o comércio internacional, pois estas práticas trariam prosperidade a ambas as nações, fundando assim o liberalismo econômico.

Já no século XIX, surge uma nova corrente do Liberalismo que viria a ser tornar a vertente dominante: o Utilitarismo. Desenvolvida Por John Stuart Mill, James Mill e Jeremy Bentham, a teoria ética do utilitarismo define a maximização da felicidade como fim último ideal de todas as ações humanas, ou seja: um indivíduo deve decidir como irá agir com base na felicidade que seu ato irá gerar. O problema maior dessa ética é que é impossível prever a ação humana e reações às nossas ações. Às vezes nossas ações causam efeitos inesperados, e efeitos ruins, por isso, a partir do utilitarismo, só é possível saber se um ação é correta ou não depois de observar suas consequências, ou seja, depois de agir. Outro problema do utilitarismo, é que crueldades passam a ser justificáveis caso isso vá trazer um aumento à felicidade geral, como por exemplo, o holocausto, que embora fosse apoiado por grande parte da população local, inquestionavelmente feriu direitos naturais de milhões de indivíduos.

Na França, também no século XIX, surge um dos maiores teóricos do jusnaturalismo, e também uma grande influência pro Libertarianismo: O Iluminista Frederic Bastiat. Bastiat trouxe novamente a questão dos direitos naturais ao debate público. Em seu livro A Lei, ele afirma que a vida, a liberdade e a propriedade de um indivíduo são direitos naturais pré-existentes ao Estado, que deve se limitar a protegê-los, e que enquanto um indivíduo não ferir estes mesmos direitos de outrem, ninguém possui a prerrogativa de agir contra esses direitos. Para Bastiat, A Lei consiste na organização coletiva do direito individual da legítima defesa. Como toda lei justa deve ser universalizável, ele afirma que o coletivo não pode se sobrepor ao indivíduo, uma vez que um coletivo é nada mais que um conjunto de indivíduos.

No Brasil, aparece também uma tradição liberal no século XIX. Com nomes como Luiz Gama(este filiado ao partido liberal radical), Joaquim Nabuco e Maria Firmina dos Reis, o Liberalismo brasileiro adotou o abolicionismo como principal pauta, já que no entendimento dos liberais, os escravos também detinham o direito à autopropriedade.

Podemos resumir o liberalismo enquanto doutrina política e jurídica como a defesa que leis devem derivar da razão e que a vida, a liberdade e a propriedade privada são direitos fundamentais e enquanto filosofia econômica, que a liberdade é a chave para a prosperidade.

E agora falaremos do Neoliberalismo. Apesar de ter se tornado um bicho papão e o culpado de tudo de ruim que acontece no mundo segundo os marxistas, a teoria neoliberal pouco tem a ver com o que acusam-na de ser. Vemos muitas pessoas acusando outras de serem neoliberais e pouquíssimas descrevendo-se como um neoliberal. No entanto, existe uma filosofia econômica dominada pelos seus desenvolvedores de Neoliberalismo. Esta filosofia foi desenvolvida por pensadores alemães no século XX e buscava uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo, onde haveria mercado, no entanto este seria fortemente regulado por agências estatais, sendo seus principais expoentes Alexander Rüstow e Wilhelm Röpke, com livros como Freedom And Domination e A Humane Economy. No entanto, essa teoria nem de longe foi amplamente difundida e muito menos aplicada. Embora o termo tenha se tornado um xingamento nos últimos tempos, faz pouco sentido o seu uso contra liberais e libertários, uma vez que estes últimos defendem a não intervenção do governo na economia, e os neoliberais defendem esta intervenção contra eventuais falhas de mercado.

Continue lendo

Copyright © 2021 DiBahia CNPJ: 41.275.067/0001-16