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Economia

Mais-Valia: A Mentira Marxista

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Desde o século XIX, filósofos, ativistas e intelectuais afirmam que as relações capitalistas são uma forma de exploração, especialmente os defensores do Marxismo, se dispondo até mesmo a defenderem formas violentas de reversão dessa situação e chegando inclusive até de fato realizarem revoluções em diversos países, sempre resultando em banhos de sangue, massacres e desastres econômicos que culminaram em fome e pobreza extremas. Mas qual a base das ideias por trás dessas tragédias?

No século 18, Adam Smith propôs que o valor de um produto deriva do trabalho agregado ao mesmo, ou seja, quanto mais trabalho agregado a um produto, maior o seu valor. Marx levou adiante a ideia de Adam Smith, e em sua teoria afirmou que um patrão jamais conseguiria lucrar sem roubar do trabalhador, que tudo produz. Essa teoria faria muito sentido se a teoria de Adam Smith estivesse correta e o valor dos produtos realmente dependessem do trabalho agregado a eles. No entanto, economistas como Jevons e Carl Menger nos mostraram o erro dessa teoria no que foi chamado de Revolução Marginalista.

O que acontece na verdade, e foi provado por diversos economistas ainda no século XIX, é que essa “exploração” não existe e o valor de um item é completamente subjetivo. O lixo de um homem é o tesouro de outro. Vamos a um exemplo clássico. Se alguém me oferecesse uma garrafa d’água por 100 reais neste exato momento, em que facilmente posso ir à cozinha de minha casa e encher um copo no filtro, é bastante improvável que eu fosse levar a oferta a sério. Mas se você me oferecer um diamante por 300 reais, provavelmente ficarei bem inclinado a comprar. No entanto, se eu estiver num deserto, há 36 horas sem beber nada, e forem colocados em minha frente um diamante e uma garrafa d’água e me for dada a oportunidade de escolher Apenas um dos dois, vou escolher a água.

Na economia isso é chamado de utilidade marginal e utilidade total. Embora a água seja mais essencial para a minha vida (utilidade total), o preço que estarei disposto a pagar por ela depende do quanto AQUELA garrafa d’água é essencial pra mim no momento (utilidade marginal). Ou seja, o valor da água para mim depende do quanto eu, literalmente, valorizo ela. Agora vamos aplicar isso a outras coisas. Eu estou disposto a pagar mais de 100 reais em uma versão traduzida de Man, Econony and State, do Rothbard. Meu irmão provavelmente não está disposto a pagar mais que 20. Ou seja, o valor daquele livro para mim é um, e para o meu irmão, outro. O mesmo se aplica a serviços. Minha amiga paga 500 reais numa consulta com psiquiatra. Como meu primo não precisa urgentemente de uma consulta, sequer pagaria 300. É subjetivo.

O valor de um bem ou serviço varia de pessoa para pessoa e de situação para situação. Com isso podemos concluir que se o valor dos bens e serviços são subjetivos, logo o valor do trabalho do “proletariado” também é subjetivo, assim como o trabalho do “burguês” de ter ideias, assumir o risco do prejuízo, fornecer os meios de produção e decidir que investimentos fazer. Por isso, é errado dizer que o empresário rouba do seu empregado ao lucrar, uma vez que os próprios valores das participações dos proletários e dos burgueses na produção de um item são subjetivos.

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Economia

Aneel prorroga proibição de corte de luz por inadimplência

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu hoje (15) que vai prorrogar por mais três meses a proibição de corte de energia por inadimplência para os consumidores de baixa renda. A informação foi repassada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica no país.

Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para esta faixa de consumidores até 30 de junho. Com a prorrogação aprovada nesta terça-feira, a proibição vai valer até o fim de setembro.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), não têm condições de pagar a sua conta.

Decisão beneficiará 12 milhões de famílias

A iniciativa, segundo a Aneel, deve beneficiar aproximadamente 12 milhões de famílias, que estão inscritas no Cadastro Único, com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa. Também terão direito ao benefício famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento, com renda de até três salários mínimos, assim como famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Essas ações vêm permitindo resguardar o consumidor de energia elétrica mais carente, sem que haja o comprometimento econômico e financeiro das concessionárias dos serviços de distribuição”, disse Pepitone.

Agência Brasil

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