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Para que lado a corda está esticada?

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Imagem: Jaqueline Bastos/Arquivo Pessoal

A CPI da Covid está instalada no Senado Federal e o teatro que se encenou desde ontem teve como primeiro ato uma derrota para o Governo Bolsonaro. A primeira reunião da Comissão Parlamentar de inquérito confirmou Omar Aziz (PSD-AM) na presidência, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como vice e Renan Calheiros (MDB-AL) como relator.

Os aliados governistas tentaram evitar tal relatoria. Teve liminar pedida pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), concedida por juiz de primeira instância, alegando que o filho de Renan Calheiros é governador e não haveria imparcialidade.

E quem diria que haveria torcida pela velha raposa de Alagoas?! Se o Planalto não queria ele, então a oposição quer! Mas será que foi tudo encenação presidencial para atrasar a CPI e no fim ter alguém nada confiável numa posição chave?… Desculpem, foi só um momento “teoria da conspiração”, mas já passou.

O “Justiça”, apelido que Calheiros tinha no caixa dois da Odebrecht, já assumiu atirando: “Nossa cruzada será contra a agenda da morte”, disse ele no discurso de posse. E o acuado ocupante da cadeira presidencial soltou outra de suas ameaças. “Não estiquem a corda mais do que já está esticada”, disse ele ontem a jornalistas na inauguração da duplicação de uma rodovia em Feira de Santana (BA). E para que lado mesmo esta corda está esticada, cara pálida? Afinal, a CPI terá 90 dias para investigar a compra de vacinas pelo governo federal, a atuação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Saúde), o uso de recursos da União transferidos para Estados e municípios e os erros de Bolsonaro na gestão da Covid-19.
E não foram poucos! O próprio Governo listou 23 acusações que podem ser abordadas na CPI da Covid. A lista foi enviada a 13 ministérios que deviam providenciar defesas para cada item de acusação e encaminhar à Casa Civil até a última sexta-feira 23 de Abril. Ei-las:

  1. O governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da CoronaVac (que atualmente se encontra no PNI [Programa Nacional de Imunização];
  2. O governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo);
  3. O governo não incentivou a adoção de medidas restritivas;
  4. O governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas;
  5. O governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas;
  6. O governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid;
  7. O governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacional;
  8. O governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do MS);
  9. O governo demorou a pagar o auxílio-emergencial;
  10. Ineficácia do Pronampe [programa de crédito];
  11. O governo politizou a pandemia;
  12. O governo falhou na implementação da testagem (deixou vencer os testes);
  13. Falta de insumos diversos (kit intubação);
  14. Atraso no repasse de recursos para os Estados destinados à habilitação de leitos de UTI;
  15. Genocídio de indígenas;
  16. O governo atrasou na instalação do Comitê de Combate à Covid;
  17. O governo não foi transparente e nem elaborou um plano de comunicação de enfrentamento à covid;
  18. O governo não cumpriu as auditorias do TCU durante a pandemia;
  19. Brasil se tornou o epicentro da pandemia e “covidário” de novas cepas pela inação do governo;
  20. General Pazuello, general Braga Netto e diversos militares não apresentaram diretrizes estratégicas para o combate à covid;
  21. O presidente Bolsonaro pressionou [os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique] Mandetta e [Nelson] Teich para obrigá-los a defender o uso da hidroxicloroquina;
  22. O governo federal recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer;
  23. O governo federal fabricou e disseminou fake news sobre a pandemia por intermédio do seu gabinete do ódio Interessante ver tudo isso escrito num documento oficial do Governo. É quase uma confissão de culpa no momento em que temos 392 mil mortos pela Covid e apenas 3,96% da população brasileira vacinada em três meses de Vacinação.

Os Ministérios devem ter se rebolado para conseguir argumentos contra as acusações. E o ex-Ministro Eduardo Pazuello também, porque a cruzada do “Justiça” começa com a convocação dos ex-ministros da Saúde por ordem cronológica no cargo.

Aí me vem a mente uma pergunta que não quer calar: O que Pazuello estava fazendo em Manaus?! Férias, buscando provas de defesa e fazendo a cabeça de testemunhas? O ex-Ministro mais recente estava passeando ontem à tarde à paisana num shopping da capital amazonense e foi fotografado sem máscara.

Jornalista que sempre trabalhou em emissoras de TV, faz reflexões sobre História, Política, Meio Ambiente, Artes em geral. Tudo que der um estalo na mente!

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Pastora arruma segunda esposa para marido pastor após revelação

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Pastores Éden Asvolinsque e Fernanda Asvolinsque e nova esposa
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De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o seu esposo pastor.

A pastora Fernanda Asvolinsque, de 43 anos, que lidera com o seu esposo, o pastor Éden Asvolinsque, a Igreja Juventude de Cristo em Barra Mansa (RJ), desta vez foi longe demais.

O casal está sendo alvo de muitas críticas desde que a pastora arrumou uma jovem para ser a segunda esposa do seu marido.

A justificativa da religiosa é que, em novembro de 2020, ela recebeu uma revelação de Deus, de que está sendo preparada para ser ‘colhida’ da terra em 2021, ou seja, vai morrer esse ano.

De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o pastor, quando ela for para o plano espiritual.

Fernanda afirma que está muito doente, mas que não irá ao médico, porque a vontade de Deus é de que ela morra esse ano.

“Deus disse a mim desde novembro, que está me preparando, porque Ele vai me colher nesse ano. Eu tô com paz na minha alma, estou bem resolvida em relação a tudo isso… Agora era o momento de vocês blindarem o pastor, blindarem a minha casa, blindarem a minha família, blindarem a igreja… Eu ouvi, eu sei o que Deus falou pra mim”, disse a pastora.

As declarações da pastora geraram polêmica no meio evangélico, e muitos acreditam, inclusive, que tudo não passa de uma armação do casal que, supostamente, curte um relacionamento a três. Ou que até mesmo estão separados, mas não querem tornar público, para não perder os fiéis e seus dízimos.

Após muitas críticas e insinuações contra o casal de pastores, que agora é um trisal, a pastora Fernanda desabafou nos Stories do seu Instagram.

Veja o vídeo na integra.

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