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Tragédia no mar – Indonésia localiza destroços de submarino naufragado

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Sem sobreviventes, embarcação está partida em três no leito marinho, a 838 metros de profundidade. Autoridades indicam que falha elétrica pode ter impedido manobra para voltar à superfície.

Equipes de resgate localizaram neste domingo (25/04), no leito marinho, o submarino indonésio KRI Nanggala 402, que havia desaparecido na semana passada com 53 pessoas a bordo.

A embarcação está partida em três partes, a 838 metros de profundidade, e todos os seus tripulantes são considerados mortos, segundo as autoridades da Indonésia.

O submarino havia sido projetado para navegar em profundidades de até 200 metros, e abaixo desse ponto sua estrutura poderia colapsar devido à pressão da água.

Imagens feitas por um drone mostraram os destroços no fundo do mar. Eles foram localizados por uma equipe de Cingapura, depois que um navio indonésio equipado com sonares e magnetômetro já havia identificado um objeto que parecia ser o submarino.

Os destroços estão a cerca de 1,5 mil metros ao sul do ponto em que o submarino fez o seu último mergulho.

Antes do anúncio, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas do acidente.

“Todos nós indonésios expressamos nosso profundo pesar por essa tragédia, especialmente para os familiares dos tripulantes do submarino”, disse. Widodo afirmou que as equipes de resgate estavam fazendo o possível para resgatar a embarcação e os corpos dos tripulantes.

Sumiço do submarino

A embarcação participava de exercícios com disparos de torpedos a 95 quilômetros de Bali e perdeu contato logo depois de pedir permissão para submergir na manhã de quarta-feira.

Caso houvesse falha elétrica, o seu estoque de oxigênio era suficiente para aproximadamente 72 horas, ou até a manhã de sábado.

No sábado, as equipes de resgate encontraram vários itens do KRI Nanggala 402, incluindo material ligado a torpedos, uma garrafa de graxa usada para o periscópio e tapetes de oração, e a Marinha da Indonésia declarou o submarino como oficialmente naufragado.

O motivo do acidente ainda será investigado, mas a Marinha da Indonésia disse que uma falha elétrica pode ter impedido o submarino de realizar manobras de emergência para voltar à superfície.

Mais de 400 pessoas, além de navios e helicópteros de diversos países, incluindo Austrália, Estados Unidos, Cingapura, Malásia e Índia, participaram dos esforços de busca.

Soberania marítima

O submarino havia sido construído na Alemanha em 1978 pela empresa Howaldtswerke-Deutsche, em Kiel. Pesando 1,3 mil toneladas, ele já havia servido em mais de uma dezena de forças navais de países como Grécia, Índia, Argentina e Turquia.

A Indonésia é o país com o maior número de ilhas do mundo, com mais de 17 mil delas, e tem enfrentado desafios na área marítima que considera sob sua soberania, incluindo diversos incidentes envolvendo navios chineses próximo das ilhas Natuna.

Apesar de não haver registro de acidentes graves com submarinos no Sudeste Asiático, outros países já viveram situações semelhantes. Um dos caso mais conhecidos é o do submarino russo Kursk, que afundou em 2000 e matou os 118 tripulantes a bordo. Uma investigação concluiu que um torpedo explodiu e detonou todos os outros. A maioria dos marinheiros morreu instantaneamente, mas alguns ainda sobreviveram por vários dias antes de sufocarem.

Em 2018, o submarino argentino ARA San Juan desapareceu com 44 pessoas a bordo. Depois um ano de buscas realizadas com a ajuda de especialistas internacionais, a embarcação foi encontrada a mais de 900 metros de profundidade em uma área de cânions e crateras a 400 quilômetros da costa da Argentina. O motivo do acidente foi uma implosão.

bl (AFP, AP, Reuters, dpa)

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Aquecimento global ameaça cidades costeiras, alertam peritos da ONU

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A subida do nível do mar, as inundações e a intensificação das ondas de calor ameaçam as cidades costeiras em todo o mundo, diz relatório provisório do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (IPCC, na sigla em inglês).

De Bombaim a Miami, Daca ou Veneza, essas cidades e os seus milhões de habitantes que vivem na foz dos estuários ou nas linhas sinuosas da costa estão “na linha da frente” da crise climática, que corre o risco de redesenhar os mapas dos continentes, afirma o documento.

“O nível do mar continua a subir, as inundações e as ondas de calor são cada vez mais frequentes e intensas e o aquecimento aumenta a acidez do oceano”, observam os cientistas no relatório de 4 mil páginas sobre os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com os peritos climáticos, é preciso “fazer escolhas difíceis”.

Praia da Boa Viagem em Pernambuco, avanços constantes do mar e prejuízos econômicos e sociais

Sob o efeito combinado da expansão dos oceanos e do degelo causado pelo aquecimento, a subida do nível do mar também ameaça contaminar os solos agrícolas com água salgada e engolir infraestruturas estratégicas, como portos ou aeroportos.

Um “perigo para as sociedades e para a economia mundial em geral”, alerta o IPCC, lembrando que cerca de 10% da população mundial e dos trabalhadores estão a menos de dez metros acima do nível do mar.

“Para algumas megalópoles, deltas, pequenas ilhas e comunidades árticas, as consequências podem ser sentidas muito rapidamente, durante a vida da maioria das populações atuais”.

De acordo com os peritos, o nível do oceano pode subir 60 centímetros até ao final do século.

“O destino de muitas cidades costeiras é sombrio sem uma queda drástica nas emissões de CO2”, dizem os pesquisadores, acrescentando que “qualquer que seja a taxa dessas emissões, o aumento do nível dos oceanos acelera e continuará a ocorrer durante milénios”.

“A maioria das cidades costeiras pode morrer. Muitas delas serão dizimadas por inundações de longo prazo. Em 2050, teremos uma imagem mais clara”, disse Ben Strauss, da organização Climate Central.

Mas, apesar dessas previsões sombrias, as cidades costeiras continuam a crescer, multiplicando as vítimas em potencial, especialmente na Ásia e na África.

Segundo o documento, um aquecimento global acima do limiar de 1,5 ºC (grau centígrado), fixado pelo acordo de Paris, teria “impactos irreversíveis para os sistemas humanos e ecológicos”. Os peritos afirmam que a sobrevivência da humanidade pode estar ameaçada.

Com as temperaturas médias subindo 1,1 °C desde meados do século 19, os efeitos no planeta já são graves e podem se tornar cada vez mais violentos, ainda que as emissões de dióxido de carbono (CO2) venham a ser reduzidas. 

BR 367 em orla norte de Porto Seguro, problemas constantes para maquiar uma questão bem maior no futuro

Falta de água, fome, incêndios e êxodo em massa são alguns dos perigos destacados pelos peritos da ONU.

O relatório de avaliação global dos impactos do aquecimento, criado para apoiar decisões políticas, é muito mais alarmante que o antecessor, divulgado em 2018.

O documento deverá ser publicado em fevereiro de 2022, após a aprovação pelos 195 Estados-membros da ONU e depois da conferência climática COP26, marcada para novembro em Glasgow, na Escócia.

Prevista originalmente para novembro de 2020, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), com líderes de 196 países, empresas e especialistas, foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Agência Brasil

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