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Bernie Madoff, criminoso que deu o maior golpe financeiro de todos os tempos, morre na prisão aos 82 anos

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Bernie Madoff em imagem de 10 de março de 2009 — Foto: David Karp/AP

Ele estava preso desde 2008 e havia sido condenado a 150 anos de prisão por ter enganado 30 mil pessoas que participaram de uma pirâmide financeira.

Bernie Madoff, de 82 anos, o norte-americano responsável por um golpe financeiro que é considerado o maior da história, morreu nesta quarta-feira (14) em uma penitenciária federal dos EUA.

Madoff foi preso em 2008 e condenado em 2009 a 150 anos de prisão. De acordo com os primeiros relatos, ele morreu de causas naturais no centro médico de Butner, na Carolina do Norte.

No ano passado, os advogados de Madoff pediram para que ele fosse solto por causa do risco de contágio pelo coronavírus na cadeia. Ele tinha uma doença renal. O pedido foi negado.

Golpe bilionário

Bernie Madoff em imagem de 10 de março de 2009 — Foto: David Karp/AP
Bernie Madoff em imagem de 10 de março de 2009 — Foto: David Karp/AP

Madoff admitiu que enganou milhares de pessoas e ficou com bilhões de dólares que elas achavam que iriam para investimentos.

Ele tinha organizado um esquema de pirâmide financeira. Foi possível recuperar mais de US$ 13 bilhões. Estima-se que, no total, ele tenha se apropriado de US$ 17,5 bilhões.

De acordo com o “New York Times”, as perdas foram de US$ 64,8 bilhões (nessa conta estão incluídos os valores fictícios que ele creditava aos clientes durante vinte anos).

Quando Madoff foi preso, os clientes dele tinham declarações, que se mostraram falsas, que garantia a eles que tinham US$ 60 bilhões em contas (que também eram falsas).

Foram mais de 30 mil vítimas ao redor do mundo.

Em dezembro de 2008, Madoff confessou aos seus dois filhos que a sua operação financeira era, na verdade, “uma grande mentira”. Os dois relataram a conversa às autoridades. Ele foi preso no dia seguinte.

Guru financeiro

Por décadas, Madoff teve uma imagem de guru financeiro que conseguia resultados que desafiavam as flutuações do mercado.

Ex-presidente da Nasdaq, ele atraiu uma legião dedicada de clientes de investimento —de aposentados da Flórida a celebridades como o famoso diretor de cinema Steven Spielberg.

Mas seu negócio de consultoria de investimento foi exposto em 2008 como um esquema bilionário de pirâmide financeira que destruiu a fortuna das pessoas e arruinou instituições de caridade e fundações.

Ele se tornou tão odiado que teve que usar um colete à prova de balas para ir ao tribunal. Madoff se confessou culpado em março de 2009 de fraude e outras acusações, dizendo que estava “profundamente arrependido e envergonhado”.

Crise de 2008

O esquema começou com os próprios amigos e parentes de Madoff. Eram pessoas ligadas à filantropia, de acordo com o “New York Times”.

Ele usava relatórios financeiros elaborados e contava com a confiança dos reguladores e das pessoas que investiam o dinheiro delas com ele.

Assim, ele conseguiu manter sua pirâmide financeira superavitária durante os anos 1990 e o começo dos anos 2000.

No entanto, quando o mercado hipotecário dos EUA começou a mostrar problemas, em 2007, e o Lehman Brothers quebrou, em 2008, ficou evidente que ele organizava um esquema fraudulento.

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ORIENTE MÉDIO – Gaza registra novos bombardeios

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As Forças de Defesa de Israel confirmaram nesta terça-feira (15) que iniciaram novos bombardeios na Faixa de Gaza.

O lado palestino diz que o ataque ocorreu próximo a um povoado no sul da Faixa de Gaza, mas não deu maiores detalhes, segundo a agência France Presse. Não há informações sobre mortos ou feridos.

Esse é o primeiro enfrentamento mais grave na região desde maio, quando palestinos e israelenses concordaram em um cessar-fogo após 11 dias de confrontos. Estima-se que 260 pessoas morreram no lado palestino e 13 em Israel.

O episódio também marca a primeira tensão em Gaza desde a posse do novo governo, do primeiro-ministro Naftali Bennett. Ele governa o país desde domingo, quando conseguiu formar uma ampla coalizão que reúne políticos de diferentes denominações unidos para tirar Benjamin Netanyahu do poder.

Enfrentamentos como o desta terça vão significar um teste para essa aliança. Isso porque o grupo é composto tanto por políticos nacionalistas e militaristas — caso do novo primeiro-ministro — e de representações árabes que tendem a apoiar o lado palestino.

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