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Porto Seguro

100 dias, sem nada…

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Recebi uma árdua tarefa nos últimos dias, a convite do novo site dibahia.news, para falar sobre os primeiros 100 dias do novo governo Jânio Natal.

Confesso que, mesmo lisonjeado com o convite, fiquei até sem graça. Eu pergunto a qualquer leitor e eleitor, em sã consciência, dispensando aqueles que trocaram sua dignidade por algum carguinho qualquer, falar o quê da volta do ex-prefeito Jânio Natal, se não há uma ação sequer a ser digna de nota?

Sim, infelizmente, por mais incrível que pareça, JN voltou, mas voltou mil vezes pior do que da primeira vez, entre os anos de 2005 e 2008. Ele está se superando, mas se superando para bem pior, depois de ter feito juras que seu retorno seria a maneira de corrigir os graves erros cometidos no passado, quando foi eleito o pior prefeito da nossa história, ao não fazer absolutamente nada relevante, que não seja pavimentar meia Getúlio Vargas, construir uma escola no Paraguai e reformar um posto de saúde em Pindorama. Nada mais que isso, além, claro, de abandonar várias quadras de esporte pela metade, jogando dinheiro público literalmente na lata do lixo.

Nada a ver com a pandemia

E que ninguém venha a culpar a pandemia, porque se ele enfrentou até momento apenas  3 meses, a prefeita Cláudia Oliveira enfrentou nada menos do que 10 meses, sendo que trabalhou sem parar e, ainda, de quebra, entregou a prefeitura com nada menos do 26,5 milhões de reais em caixa, com uma verdadeira insignificância de restos a pagar, com todos os fornecedores em dia, além do importante parcelamento da  dívida com o INSS,  e que vinha sendo rigorosamente pago,  e que o novo governo simplesmente deixou de pagar, deixando o município insolvente e sem condições de receber créditos governamentais..

Aí, eu pergunto: celebrar o quê?  O que foi de fato feito na nova administração, que não seja apenas decretar calamidade pública para rescindir contratos vigentes e emplacar contratos emergenciais com dispensa de licitação, em grave crime penal e administrativo que já sendo apurado tanto pelo Ministério Público Estadual como pelo Ministério Público Federal?

O caos instalado

Até os amigos mais próximos e os secretários da mais alta confiança do prefeito são unânimes em afirmar o inquestionável fracasso dos 100 primeiros dias do atual governo.

Nenhuma única  obra realizada, um metro sequer de asfalto pavimentado, algumas ruas completamente às escuras e esburacadas, a saúde pública um verdadeiro caos, licitações paradas, suspensão – totalmente ilegal –  de todas as licenças emitidas ao longo de 2020, contrato milionário para varrição de ruas – que ninguém vê resultado – quase 3 milhões de alugueis de carros em apenas 3 meses, 60.000 litros de gasolina direcionados em um contrato emergencial fraudulento, para pagar dívida de campanha, em fato que vem sendo apurado pelo Ministério Público Federal, além de um aluguel de uma sala medindo 3×4 m, no valor de R$ 11.000,00 mensais no mesmo posto escolhido para lesar os cofres públicos, qual seja o Posto Oceano, sendo que R$ 11 mil daria para alugar um amplo prédio no centro, visando abrigar ao menos uma secretaria.

Isso tudo, claro, sem deixar de falar no famoso fogo amigo, com aliados em verdadeiro pé de guerra devido à expectativas e promessas não cumpridas.

Ressentimento e perseguições

Por outro lado, sobram perseguições descabidas a adversários políticos, com cancelamento de licenças e alvarás sem sequer a abertura de um processo administrativo, com direito à ampla defesa e ao contraditório, regra básica do Direito Administrativo.

Inclusive, corre à boca solta na cidade que o atual prefeito parece não estar batendo bem da cabeça, posto que só tem em mente dois objetivos: um deles, que é o de se aposentar na prefeitura, fazendo um pé de meia capaz de lhe sustentar pela velhice toda. O outro, se vingar de todos aqueles que elegeu como seus inimigos.

Nada a comemorar

Infelizmente, por mais que a gente goste de Porto Seguro e torça para ver uma administração eficiente e atuante – eu pelo menos  torço sinceramente nesse sentido – o que se viu até o presente momento é um verdadeiro festival de trapalhadas e de sucessivas  derrotas judiciais, em especial a da Zona Azul e a suspensão dos dois processos seletivos, além das três ações penais e administrativas a que o gestor já responde.

Isso, pasme-se,  em apenas 3 meses de governo. A seguir nesse ritmo, com certeza são grandes as chances do novo prefeito sequer concluir o seu mandato, diante das dezenas de graves irregularidades que vem praticando e que obviamente estão sendo e serão denunciadas à Justiça.

Por fim e ao cabo, pode-se dizer, de forma trágica e melancólica, que são 100 dias de governo, sem absolutamente nada a comemorar. 100 dias, sem nada….

Olmiro Pautz Flores Filho Advogado, pós graduado em Direito Público com ênfase em Gestão Pública. Atualmente presidente interino do Instituto Vigia Porto Seguro.

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Porto Seguro

Professor desenvolve projeto de jogos E-sport para aproximar alunos da escola

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Com o avanço das tecnologias, os jogos tomaram ainda mais força ao longos dos anos e as competições se tornaram ainda mais interativas. O e-sport se tornou recorrente e em Porto Seguro, um professor chamado Josué Costa, encontrou nos jogos eletrônicos, um meio de aproximar os alunos da escola e do hábito de estudar. Em contato com o diBahia, o professor Josué contou como é a experiência e como ela ajudou na vida de seus alunos.

O esporte eletrônico ou e-sport nada mais é do que do que termos usados para definir competições de jogos eletrônicos de diversas categorias, tendo a participação de profissionais. O primeiro registro de uma competição de jogos eletrônicos foi em 12 de outubro de 1972, para estudantes da universidade de Stanford, tendo como prêmio um ano de assinatura na revista Rolling Stone.

A necessidade surgiu com a falta de aproximação entre o professor e os alunos. Josué trabalha 20 horas na escola Aldeia Velha, em Arraial d’Ajuda e notou que os alunos comentavam muito sobre o jogo Free Fire e queria ter uma aproximação com eles, podendo assim cobrá-los mais em relação aos estudos. Logo juntaram um grupo de amigos para brincar e aprender o jogo, em menos de um mês o professor já conseguia ver que os alunos que não entregavam atividade, online no jogo, e assim podia chamar a atenção para que pudessem fazê-las.

Professor Josué Costa.

A organização do projeto conta com um arsenal de 56 atletas que dá 14 equipes, cada equipe pratica por 4 horas por dia depois das atividades da escola, já que uma das regras é estar em dias com a mesma. Todas as terças e quintas às 22h os alunos competem internamente, os melhores, competem no torneio externo, o principal jogo é o Free fire, mas pretendem estender para outras modalidades. O professor diz que o objetivo da equipe é chegar na LBFF série A, e garante, o treinamento é rigoroso e ressalta a preparação, estratégia, tático e ação.

Porém, o educador afirma que as dificuldades são muitas já que não há quase nenhum incentivo. Ele diz que os alunos precisam de aparelhos tecnológicos e computadores mais avançados, os quais exigem mais gastos. Josué conta que o projeto não tem nenhum patrocinador, mas que estão abertos para parcerias, dando visibilidade devida para quem se comprometer.

Hoje, a seleção dos atletas que integram a equipe, contam com várias localidades de Porto Seguro, então há atletas que se destacam em todas as áreas. As principais são: Paraguai, Baianão, Vera Cruz Campinho, Arraial d’Ajuda e Trancoso. O professor quer fazer história levando o nome de Porto Seguro em frente no mundo do E-sport, e visa afastar os jovens das zonas de criminalidade e até mesmo abusos sexuais que possam vim sofrer.

Um aluno da rede pública não estava se adaptando às novas metodologias de ensino pós pandemia. Entretanto, através do jogo eu comecei a acompanhá-lo de perto, sendo assim, ele que havia desistido dos estudos e eu através do projeto o trouxe de volta para as atividades escolares e como ele tem muitos outros meninos que querem desistir devido esse método de aula remota, cabe a nós como sociedade civil criar mecanismos que possibilite o estímulo dos alunos. — cita o professor.

Em outra situação, o professor diz:

Um jovem do projeto que tem histórico de familiares e outras pessoas envolvidas no tráfico de drogas, atráves do projeto viu uma nova possiblidade de vencer.

O Projeto casa bem, pois, os jovens querem fazer parte do projeto, então utilizamos dessa vontade para obter acompanhamento melhor na educação, finaliza o professor, dando ainda mais ênfase na importância do projeto que vem salvando e incentivando os alunos em tempos tão difíceis de pandemia.

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