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Polícia do RJ abre investigação contra Rodolffo por racismo no ‘BBB 21’

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BBB 21': Rodolffo será investigado por racismo contra João Luiz

Os comentários de cunho racista de Rodolffo, participante do “BBB 21”, contra o colega de confinamento João Luiz, serão investigados pela Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

“Foi instaurado procedimento para apurar o crime de preconceito racial. Imagens estão sendo analisadas e as investigações seguem em andamento”, disse a assessoria da instituição.

Contatado pela reportagem, por sua vez, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) informou, por meio de nota, que ainda não foi acionado: “Não foi localizado registro de comunicação com relação aos fatos mencionados.”

A equipe de Rodolffo foi procurada pela reportagem do UOL, mas ainda não comentou o caso.

Racismo x Injúria racial

Após a investigação, a Polícia Civil do Rio de Janeiro poderá indiciar Rodolffo ao Ministério Público. No entanto, o MP-RJ só poderá encaminhar uma possível denúncia à Justiça caso João Luiz de anuência. Não há prazo para conclusão desse trâmite.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do UOL, Rodolffo deverá ser investigado pelo crime de injúria racial, que acontece “”se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

No caso do delito de racismo, o crime fica caracterizado quando há o ato de “impedir acesso a estabelecimento comercial, impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou às escadas de acesso, negar ou obstar emprego em empresa privada, entre outros”.

Entenda o caso

Rodolffo cumpre castigo do monstro, com peruca que comparou com cabelo de João Luiz.

No último sábado, Rodolffo estava se trocando para cumprir o castigo do monstro, no qual ele e Caio se vestiam de homens das cavernas, e comparou a peruca da fantasia ao cabelo de João Luiz.

Na ocasião, rindo, o sertanejo olhou para Caio com a peruca e disse: “Cê tá com o cabelo quase igual ao do João”. A participante Juliette, que estava no quarto, concordou: “É um black power”.

João imediatamente rebateu: “Não, não é igual. É diferente”. Logo depois, Juliette tentou consertar a situação: “Não é né, mas se tivesse curto e bem feitinho”.

Já no sábado, o brother se mostrou incomodado com o comentário de Rodolffo, chorando ao contar a situação para a amiga Camilla. Na noite de Na noite de ontem, durante o jogo da discórdia do “BBB”, João desabafou sobre a situação.

“Lá dentro, no quarto, me calei, fiquei calado, mas você não sabe o quanto aquilo que você falou me machucou. Machucou muito. E não adianta você vir com o discurso que não teve a intenção, porque eu tô cansado de ouvir isso, não é só aqui dentro. É lá fora também. Nunca ninguém tem a intenção de machucar. Nunca ninguém tem a intenção de fazer as coisas com a gente.” João Luiz sobre comentário racista do colega de confinamento.


“João Luiz sobre comentário racista do colega de confinamento.

Fonte: Uol

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Governo do Estado lança cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?

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O Governo do Estado disponibiliza, no site da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a cartilha “Fui Vítima de LGBTfobia: o que fazer?”. A cartilha apresenta informações e instruções para pessoas LGBTQIA+ que sofrem ou já sofreram algum tipo de violência LGBTfóbicas.

Segundo o coordenador LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo, a ideia da cartilha surgiu durante o Maio da Diversidade. “Percebemos que essa parcela da população desconhece os seus direitos e não tem acesso à justiça. A cartilha traz os avanços que conquistamos, a nossa rede de proteção e promoção dos direitos, que atende as pessoas que sofreram violência LGBTfóbica, além de orientações pós violência”, explica Kaio.

Na cartilha, os cidadãos e cidadãs têm acesso a informações sobre os tipos de violências e violações de direitos sofridas pela população LGBTQIA+, assim como contatos e formas de denúncias de cada órgão da rede de proteção, a exemplo do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), Conselho LGBT da Bahia, Ouvidoria Geral do Estado (OGE), Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Defensoria Pública (DPE).

“Vejo essa cartilha como uma arma importantíssima na luta em defesa da comunidade LGBTQIA+ e no combate à LGBTfobia, que está tão presente, infelizmente, em nosso país. Com essa cartilha, podemos criar uma rede de amparo onde as informações serão difundidas para que mais pessoas saibam como denunciar”, comemora o produtor cultural Roberto Júnior.

A LGBTfobia é um conceito que abrange diversas formas de violência contra pessoas que não são heterossexuais ou cisgêneras, seja verbal, física ou psicológica. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou o preconceito contra homossexuais e transexuais, equiparando crimes de LGBTfobia ao de racismo. Ou seja, atos de violências contra pessoas LGBTQIA+ devem ser enquadrados de acordo com a Lei no 7.716, de 5 de janeiro de 1989.

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