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Pandemia x Economia x Política

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Desde o início das medidas restritivas do funcionamento do comércio, causadas pela pandemia de covid-19 em meados de 2020, nós empresários, estamos literalmente nos desdobrando para certificar que nossas obrigações sejam arcadas. Obrigações essas que não são poucas, além dos intermináveis boletos de compras, empréstimos e financiamentos, somos responsáveis por empregar a maior parte da população brasileira, e segundo o caderno de economia do Portal de notícias G1, pequenas empresas de até 5 funcionários, empregam mais da metade de todos os trabalhadores ativos do país. E também é de nossa responsabilidade, boa parte das arrecadações dos governos, pois boa parte dos impostos são provenientes da iniciativa privada.

                Tais informações expressam o tamanho da importância das empresas, para girar diretamente a roda da economia municipal, estadual e federal. Através de nossas atividades empreendedoras, nossas empresas empregam, pagam impostos e compram produtos e serviços de outros empresas que também geram empregos e pagam seus impostos, que por que sua vez também, consomem produtos e/ou serviços de outras empresas e assim vai… Criando dessa maneira um poderoso ciclo econômico de prosperidade, que provê a maior parte da população, auxilia a manter os governos e movimenta uma cadeia produtiva que se alimenta dos resultados constantes e positivos de todos esses integrantes. Vamos imaginar uma grande máquina com várias engrenagens, operando a todos vapor com alta intensidade, da mesma forma é um complexo ciclo econômico, que se uma peça não gira no tempo certo, não executa direito sua função ou até mesmo quebra, todo ciclo sente esse déficit e no final o “resultado” entregue é de menor qualidade.

                Naturalmente a simples existência dessa pandemia, diminuiu e muito a capacidade financeira de várias pessoas alterando assim o fluxo comercial de muitas empresas. As pessoas passaram a circular menos nas ruas e shoppings, comer menos em restaurantes, bares e lanchonetes e viajar menos, tudo isso sob o medo ou receio de serem contaminadas pela covid 19. Várias outras perderam seus empregos ou tiveram seus salários drasticamente reduzidos, levando-os a realizar um corte nos gastos, existe também o grupo de indivíduos que do mesmo modo cortou os gastos, pela insegurança que esse momento criou, gerando uma sensação de não saber o que irá acontecer amanhã, em relação a seus empregos, trabalhos ou empresas.

Todos esses comportamentos, levaram a um menor consumo da população, mas mesmo assim alguns setores apresentaram crescimento durante esse período, construção civil, comércio varejista (principalmente os ligados ao no meio digital), o setor de supermercados, indústria farmacêutica, registraram um crescimento impressionante. Em contrapartida, existem setores que foram altamente comprometidos com essa doença, acarretando a receitas baixíssimas, como é o caso do setor de eventos e entretenimento, sejam eles shows, festas, teatros, casamentos, feiras comerciais e muitos outros, que praticamente estão parados a mais de um ano.  Setor de transportes em geral, (aéreo, metroviário e rodoviário) sentiram muito também, pois diminuiu a necessidade de deslocamento da população e desse modo, consequentemente o turismo, que apresentou no período números bem menores que em comparação ao ano anterior, sem pandemia. Analisando essas informações, percebe-se que saldo da balança econômica com esses pros e contras, é negativo, prova disso é o resultado do PIB brasileiro em 2020, com retração de 4,1% no período.

                 Não sendo o bastante esses problemas causados pela doença, surge outro revés para o empresariado e que na minha opinião seja bem pior que a própria doença e pandemia em si própria, que é a política. De acordo as convicções ideológicas, partidários, na maioria das vezes visando os seus próprios desejos e até objetivando as eleições de 2020 e 2022,a grande maioria de nossos representantes, erraram na tomada de decisões para combate as consequências da pandemia. Em muitos momentos não se foi levado sequer em consideração se tais medidas eram benéficas ou maléficas a população ou na luta contra a doença, servindo então somente para estandartes politizados, para contrariar inimigos e adversários políticos ou para garantir comprovação de apoiadores. A partir desse ponto, iniciou-se uma miscelânea de decisões das mais variadas o possível, um verdadeiro fogo cruzado entre estadistas de vieses opostos, tudo isso com o povo no meio, perdido como cego em tiroteio. Chegaram até ao nível de utilizarem ciência e as vezes até a falta dela, para tomarem decisões estapafúrdias, só com o intuito de garantirem suas narrativas politicamente tendenciosas.

                É o caso das decisões de fechamento do comercio, de restrições rígidas de funcionamento do mesmo, lockdown e toques de recolher. Ainda que sem nenhuma comprovação cientifica de sua eficácia e mesmo sem aval de grandes organizações técnicas da áreas de saúde, como: OMS (organização Mundial da Saúde), Conselhos regionais de medicina e outros, para a utilização desses meios, a não ser em último caso.  Porem vários governos utilizaram desse artifício como o único, principal e exclusivo meio de combate a pandemia, exemplo de nossa cidade, Porto Seguro, que em um verdadeiro surto de histeria, a então gestora municipal, fechou toda a cidade em março de 2020, decretou que somente poderia funcionar os comércios tido como essenciais (supermercados e farmácias) e fechou todo setor hoteleiro, que é a maior indústria econômica do município, tudo isso senhores por causa de inicialmente 5 casos de covid. Resultado dessas medidas; demissões em massa, empresas que ao longo do tempo acabaram falindo, profissionais autônomos que viviam do “ecossistema turístico” sem trabalho e um profundo desequilíbrio econômico, que pode ser sentido até os dias de hoje.  Essas medidas permaneceram durantes muitos dias, flexibilizando o funcionamento do comércio a conta gotas, finalizamos o mês de abril com incríveis 21 casos de covid-19 ao total e tendo em vários dias nenhum caso ativo, toda essa realidade em um município de mais de 150 mil habitantes.

                Essas medidas restritivas foram e são por diversas vezes utilizadas como se o gestor público quisesse mostrar que estava atuante na luta contra a pandemia, mas sem nem analisar as suas consequências. Tal ação é como matar moscas ou formigas com balas de canhão, possivelmente se atinge o objetivo inicial, mas como resultado também vem os efeitos altamente danosos a economia, saúde mental da população, segurança e vários outros. Porém para a máquina econômica, o golpe é certeiro e muito mais danoso, pois como falamos no início, ela já está afetada pela pandemia, com o funcionamento de digamos 50 ou até 60% de sua potencialidade, e despenca para 20 ou 30%, devido aos efeitos de medidas restritivas imposta por políticos. Dependendo da ramo de atividade da empresa e das medidas restritivas utilizadas, o faturamento pode cair a 0, pois a somatória das circunstancias não compensa o funcionamento do estabelecimento ou impedi que ele abra.

                O ponto que desejo deixar bem claro, é que o empresariado de modo geral está disposto a contribuir na luta contra esse terrível vírus, respeitando os protocolos de segurança, limpeza, distanciamento e até reduzindo a capacidade de atendimento dos estabelecimentos. Não somos contra medidas de restrição do comércio, desde que atenda também um equilíbrio entre a parte de saúde e econômica. Ou até mesmo, desde de que sejam feitos pelo poder público, as devidas intervenções necessárias na saúde pública, como no início do ano passado, que foi midiaticamente divulgado; “fique em casa, fechem suas empresas, pois precisamos diminuir a curva de contagio da doença, para termos tempo hábil de estruturar o sistema público de saúde e salvamos vida!”. Porem passado um ano, percebemos a falácia que nos foi contada, nada políticos foi feito em relação a saúde, em relação a tratamento, em relação a novos leitos de uti´s, em relação a respiradores ou com medidas que impactassem diretamente na pandemia. Fomos enganados no ano passado e nos dias atuais voltamos à estaca zero e de novo sendo expostos as mesmas ações de lockdonw, toques de recolher e medidas restritivas severas de funcionamento do comércio. Por isso o motivo de tantos estarem indignados com a atual situação e muitos nem sequer estarem respeitando os atuais decretos do governo do estado da Bahia, mas esse será assunto para o artigo da semana que vem, em que iremos expor a incapacidade de nosso representante estadual em atuar contra a pandemia, suas incoerências e hipocrisias.

Empresário do ramo da construção civil - Presidente da Uni Líderes, união de líderes empresariais de Porto Seguro - Graduado em Administração de Empresas - Morador de Porto Seguro a 25 anos - Colunista sobre empreendedorismo, economia e política

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Sucesso absoluto na primeira feira 2021 de adoção de cães e gatos

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A primeira feira de adoção de cães e gatos deste ano, promovida pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Eunápolis, ocorreu na manhã de sexta-feira, dia 18 de junho, na praça do Pequi e foi um grande sucesso.

A procura por adoção foi grande. Várias pessoas se deslocaram até a praça na expectativa de adotar um pet, no entanto, mesmo antes do evento acontecer, muita gente procurou o CCZ e antecipou a adoção responsável de vários animais, ficando poucos para serem adotados na feira.

Os animais doados estavam castrados, vacinados e vermifugados; ainda há no CCZ vários cães e gatos em processo de tratamento e serão castrados para posteriormente serem colocados para a adoção. No evento, houve a vacinação de cães e gatos contra raiva.

Dois filhotes de cães e, uma caixa com filhotes de gatos foram deixados no local onde acontecia a feira de adoção (foram abandonados); a equipe do CCZ levou os animais abandonados para serem tratados e depois estarão disponíveis para a adoção responsável.

As pessoas que não conseguiram adotar um animal na feira ocorrida na praça do Pequi, podem ir ao CCZ , localizado no Distrito Industrial, nº 715, às margens da BR 101 e pleitear a adoção responsável.
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Sucom – Prefeitura de Eunápolis

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