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Corrente do Bem

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Corrente do Bem

Existem dois tipos de pessoas que eu, particularmente, detesto, desconfio e de quem eu não compraria um carro usado: os que se dizem felizes e os que se dizem bons. Dos felizes, não confio neles porque são tontos, haja vista que felicidade é estado de espírito e não bem adquirido, logo, ninguém é feliz. Mas hoje, vou falar sobre os bons, aqueles que só fazem o bem, que andam de bicicleta, pregam a paz no Oriente Médio e “trabalham” para acabar com a fome da África, a vocês dedico o artigo de hoje.

Para endossar meus argumentos, pegarei um dos ensinamentos milenares da minha avó, senhora analfabeta, completamente a frente do seu tempo, hoje já falecida, que dizia para nós “gente que se diz muito boa, na verdade, não vale nada”.

“Aiiin, não generalize, porque Rousseau dizia que ‘o homem é bom, a sociedade que o corrompe’, então suas colocações são equivocadas”… Calma aí, militante, porque se Rousseau vivesse nos dias atuais, seria como você: socialista de iPhone, que prega mobilidade urbana com sua bike de R$ 3 mil e tenta salvar o mundo da fome e da miséria através de seu Mac Book, fumando charuto, na varanda panorâmica de sua mansão, no Outeiro de São Francisco.

Os defensores desse pensamento de Rousseau, normalmente, são os inteligentinhos de instituições federais, que tem uma argumentação de profundidade similar a um pires, nunca leram nenhum dos clássicos do pensamento (antigo, moderno ou contemporâneo), defendem a taxação de grandes fortunas e acreditam que estupradores e assassinos são vítimas dessa sociedade cruel, pois, é mais fácil colocar a culpa na sociedade do que reconhecer que, na verdade, a vida humana é feita de escolhas INDIVIDUAIS e consequências dessas escolhas.

Na verdade, quem manja dos paranauê da natureza humana é Maquiavel, que definiu o homem como sendo “ingrato, volúvel, fingido, covarde ante o perigo, interesseiro e ganancioso”. E o “mizeravi acertô” tudo!

Entenda uma coisa, pessoas boas, não precisam se proclamar boas, Santo Agostinho escreveu que são os outros que medem a nossa virtude, ou seja, quem sabe se você é bom ou não são as pessoas que convivem contigo, que sabem das suas práticas e das suas ações. Para Agostinho, continuo, a virtude verdadeira é silenciosa e humilde. Antes de Agostinho, um outro pensador, um tal de Jesus Cristo, que você não deve conhecer, ensinou que fazer o bem deve ser algo discreto, íntimo e secreto, se não for assim, deixa de ser virtude e passa a ser hipocrisia, afinal, “aquilo que faz sua mão direita, esconda a esquerda para que não veja”.

Vamos a um exemplo prático: pobre SEMPRE andou de bicicleta, e ninguém se importava, mas, de 5 anos para cá, pessoas “do bem” começaram a pregar que a bicicleta vai salvar o mundo, a partir disso, andar de bicicleta se tornou “consciência sustentável”, sabe o que mudou? NADA! A não ser o número maior de ricos pedalando, porque, os pobres continuam indo trabalhar de bike como sempre fizeram.

Todas as pessoas “do bem” choram com a situação de fome da África, “pobres criancinhas, famintas que dividem restos com os urubus da savana” (porque, normalmente, gente “do bem” é analfabeta geográfica e acha que a África é composta apenas de savana), só que essa bondade não é refletida quando a pobreza e a fome é do mendigo que passa em nosso caminho diariamente. Até porque, ajudar mendigo na rua não gera tantos cliques e curtidas quanto postar “Voluntário UNICEF” no Instagram.

Geralmente, as pessoas “do bem” acham que vão salvar o mundo do preconceito aderindo o “pronome neutro” e “lugar de fala” (pausa para virar o olho.. ¬¬’), criando novas minorias, dando cotas, militando em favor daqueles que, segundo eles, são pobres, indefesos e que não tem quem que os represente. Gente “do bem” ama glamourizar o sofrimento alheio.

Pessoas assim, são passivo-agressivas (são más, porém, fingem fazer o bem), a exemplo da icônica Karol Conká, que se dizia defensora da “minoria” negra e se mostrou mais opressora da sua própria “raça” do que os brancos sanguinários. Aliás, essa hipocrisia da Conká já foi esquecida, sabe por quê? Porque “gente do bem” passa pano para negro que não presta, pois, para eles, temos uma dívida histórica e isso credencia o negro a ser canalha sem sofrer a mesma repressão ou “cancelamento” que um branco sofreria.

De qualquer sorte, um brinde a esses arautos da bondade humana, que mudam o mundo através rotinas de pedal, proibição de canudos, textões e hashtags postados através de seus dispositivos Apple e Android (quando a pessoa “boa” é mais pobre). Brindemos o discurso carregado de amor e o coração vazio. Saudemos a empatia manifesta apenas nas redes sociais.

Viva a hipocrisia nossa de cada dia. Bom domingo!

Professor de Humanidades da rede pública, graduado em História, Geografia e Sociologia, especialista em Ciência Política e Antropologia, coordenador acadêmico e, agora, colunista DiBahia. Missões: Explicar o Brasil para os brasileiros e expor a hipocrisia das ELITES RELIGIOSAS de nossa região.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. [email protected]

    28 de Março, 2021 at 18:43

    Caro colega. Brincadeira.. Amigo querido que orgulho eu tenho de vc. Te conheço a pouco tempo mas me sinto privilegiada por ter a oportunidade de dividir ideias com uma pessoa tão notável e inteligente como vc. Parabéns querido vc vai longe…..

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Pastora arruma segunda esposa para marido pastor após revelação

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Pastores Éden Asvolinsque e Fernanda Asvolinsque e nova esposa
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De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o seu esposo pastor.

A pastora Fernanda Asvolinsque, de 43 anos, que lidera com o seu esposo, o pastor Éden Asvolinsque, a Igreja Juventude de Cristo em Barra Mansa (RJ), desta vez foi longe demais.

O casal está sendo alvo de muitas críticas desde que a pastora arrumou uma jovem para ser a segunda esposa do seu marido.

A justificativa da religiosa é que, em novembro de 2020, ela recebeu uma revelação de Deus, de que está sendo preparada para ser ‘colhida’ da terra em 2021, ou seja, vai morrer esse ano.

De posse dessa ‘promessa mortal’, a pastora já arrumou a sua substituta para se casar com o pastor, quando ela for para o plano espiritual.

Fernanda afirma que está muito doente, mas que não irá ao médico, porque a vontade de Deus é de que ela morra esse ano.

“Deus disse a mim desde novembro, que está me preparando, porque Ele vai me colher nesse ano. Eu tô com paz na minha alma, estou bem resolvida em relação a tudo isso… Agora era o momento de vocês blindarem o pastor, blindarem a minha casa, blindarem a minha família, blindarem a igreja… Eu ouvi, eu sei o que Deus falou pra mim”, disse a pastora.

As declarações da pastora geraram polêmica no meio evangélico, e muitos acreditam, inclusive, que tudo não passa de uma armação do casal que, supostamente, curte um relacionamento a três. Ou que até mesmo estão separados, mas não querem tornar público, para não perder os fiéis e seus dízimos.

Após muitas críticas e insinuações contra o casal de pastores, que agora é um trisal, a pastora Fernanda desabafou nos Stories do seu Instagram.

Veja o vídeo na integra.

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